
Conta a História que, uma noite, Alexandre, o Grande, sentou-se no trono e começou a chorar – não havia mais terras a conquistar. Pois é, o nome de imperador reserva a Cesar Maia um currículo que o Rio não vai esquecer. Tal como Alexandre, Cesar parece um síndico que atingiu o ápice de tempo à frente do condomínio. Cansou, em 12 anos no poder – sem contar a gestão de Luiz Paulo Conde, sua sombra.Bati um papo de horas com o prefeito. E qual não foi o susto ao constatar que Cesar está no melhor estágio da consciência – submergir agora no mar político carioca preserva a figura de um forte senador para 2010, com o apoio do interior e do recall de sua campanha para o governo em 1998. Mas pecou quando se permitiu dizer: "Sou um especialista em dengue". É bom de números, que não na prevenção da doença. Tem um arquivo de casos de dengue. De pronto, tirou esta: a pior epidemia foi em 2002. Ontem, no ex-blog, Cesar explicou: muitas pessoas acham que estão com dengue, mas não. E as que são infectadas voltam quase todos os dias para check-up. Dá no entanto o braço a torcer: a atualização dos casos não é em tempo real. Os números de abril são, na verdade, do mês passado. A História alerta: tronos são passageiros. Epidemias – e sentenças autobiográficas – são eternas.
(*) Alexandre Grande, esquerda; Cesar Maia direita
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