Por Giulio SanmartiniEsse fato me foi contado em 1969, lembro bem do ano porque foi no jogo Brasil e Paraguai (eliminatórias da Copa 1970) no Maracanã, onde conheci a pessoa que contou.. Ela era a viúva de um dos maiores cronistas brasileiros jamais surgido na imprensa, famoso e citado ainda hoje
Além de viúva, ela era bonita e inteligente, assim sendo fizemos uma forte amizade. Saíamos com muita freqüência e ela sempre tinha um fato pitoresco a contar sobre o falecido.
Aquela noite estávamos jantando no Leblon quando ela lembrou uma história.
O bairro, na época, tinha todos os ares de subúrbio, botequins com mesas de tampo mármore, cadeiras de espaldar bem baixo, chamadas de espanta visita e ainda terrenos baldios, algo hoje totalmente inacreditável.
O policial que vigiava a Praça Antero de Quental e fazia questão de uma fala toda empolada dizia: “Não permito que vertam água no terreno balduino” ou seja, não podiam fazer xixi num terreno vazio que existia no local.
Mas a história não é essa. Tinha numa rua um terreno muito grande onde as vezes montava-se um circo mambembe.
O policial que vigiava a Praça Antero de Quental e fazia questão de uma fala toda empolada dizia: “Não permito que vertam água no terreno balduino” ou seja, não podiam fazer xixi num terreno vazio que existia no local.
Mas a história não é essa. Tinha numa rua um terreno muito grande onde as vezes montava-se um circo mambembe.
O fato aconteceu junto a um desses que estava armado no local. Um domingo à noitinha a função foi suspensa, alguns curiosos estavam na entrada, eram na maioria empregadas domésticas aproveitando as últimas horas do dia de folga. Nisso chega ele, um mulato magro, com ar entre o pernóstico e o sestroso, o pixaim estava esticado com a pomada “Bom Cabelo, cujo o cheiro de perfume barato recendia a metros de distância. Vestia uma camisa engomada, calça boquinha de linho branco e sapato bicolor, não andava, gingava. Logo chamou a atenção de um grupo de domésticas e entre estas, de uma muito falante, magra e com as pernas de seriema.
Nosso amigo percebeu o interesse e para começar conversa perguntou o que estava acontecendo.
- Fugiu um bicho do circo – respondeu a seriema.
- Ah é? e que bicho é? – continuou o rapaz.
- Não sei muito bem, mas dizem que é um “popotis” – respondeu a moça tomada de importância e continuou - tô aqui morrendo de medo que ele me morda.
Essa foi a deixa para que o outro mostrasse seu saber e algo que poderia parecer coragem.
- Tem medo não belezura, popotis não come gente. Todo mundo sabe que popotis é veterinário.
O que aconteceu entre os dois é óbvio que não se sabe, mas certo é que o caso teve um início bem promissor.
Nosso amigo percebeu o interesse e para começar conversa perguntou o que estava acontecendo.
- Fugiu um bicho do circo – respondeu a seriema.
- Ah é? e que bicho é? – continuou o rapaz.
- Não sei muito bem, mas dizem que é um “popotis” – respondeu a moça tomada de importância e continuou - tô aqui morrendo de medo que ele me morda.
Essa foi a deixa para que o outro mostrasse seu saber e algo que poderia parecer coragem.
- Tem medo não belezura, popotis não come gente. Todo mundo sabe que popotis é veterinário.
O que aconteceu entre os dois é óbvio que não se sabe, mas certo é que o caso teve um início bem promissor.
Um comentário:
Alô, Giulio.
Esse tipo de post é absolutamente incrível. Não deixe de contar, sempre que se lembrar de uma historinha.
Popotis veterinário!...Estou rindo até agora.
Obrigado!
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