9 de mar de 2011
Marcel Proust e o escritor em busca do tempo perdido
Por Laurence Bittencourt
O escritor encontra uma saída para os seus dilemas em sua criação. Na sua arte. Faz dela a sua “vida”, ou encontra nela, ou a partir dela, a recuperação para um certo “tempo perdido”. Lembro de um evento junto com algumas pessoas que participei e organizei, onde o artista plástico norte-rio-grandense Flávio Freitas, convidado para o debate, disse, diante de uma boa platéia, que comumente as pessoas se referem ao artista como “alguém que vive de abstrações, não tendo (sua arte) um caráter prático”, o que levou Flávio a afirmar em seguida que era com essa sua arte que ele “pagava suas despesas, a educação dos filhos, seu lazer e a alimentação da família”. Ou seja, a arte com sentido prático, que transforma e pode ser transformadora. Tem esse caráter. E é sobre esse “tempo perdido” que eu quero falar a partir da análise de um dos maiores escritores de todos os tempos: Marcel Proust.
Um dos grandes méritos de Proust (1871-1922) como escritor foi exatamente o de saber misturar ficção e autobiografia de uma forma original. Claro que há também toda sua invenção formal. Os longos períodos, as descrições minuciosas de coisas, ambientes e pessoas que outros escritores não teriam o fastio de fazê-lo, as percepções do alto ambiente aristocrático francês, a acuidade psicológica, em suma, Proust não tinha o estilo enxuto, direto e moderno de um Voltaire ou mesmo de um Flaubert. Mas seu estilo oblíquo, até certo ponto pesado, fastioso, fez dele um escritor inovadoramente rico dentro da literatura.
Para quem tem pouco traquejo nas leituras e nos jogos culturais não pode imaginar que o autor de “Em busca do tempo perdido”, só veio a ter fama como escritor após sua morte, em 1922. Digo, claro, fama mundial. Internacional. E por que isso? Proust, judeu, de fato, foi em muito um esnobe, um aristocrata esnobe. Depois de escrever sua maior obra, “Em busca do tempo perdido”, perdeu vários amigos da alta sociedade parisiense, justamente por retratá-los de forma magnífica. Amigos e amigas de longas datas deixaram de falar com ele. Há uma frase sua, em que ele diz que “pintar, na escrita, o retrato de um amigo, era perder esse amigo”. Proust também foi um adepto de que era “melhor perder o amigo, mas não a frase”.
Sem cair em reducionismos como o do escritor inglês Graham Greene, para quem Proust fora o maior escritor do século XX, como Tolstoi o fora para o século XIX, ou como o de André Gide, que afirmou que o francês era um “esnobe intelectual e um repórter de acontecimentos da alta sociedade”, o certo é que depois da publicação da sua magistral obra “Em busca do tempo perdido”, que se inicia com “No caminho de Swann”, é impossível não sentir o peso do seu talento. E se ele teve muito desse “repórter” da alta sociedade, dita por Gide, também nos deu muito mais.
Seu primeiro livro escrito em 1896, “Os prazeres e a vida”, onde o título é um derivativo óbvio do livro do grego Hesíodo, “Os trabalhos e os dias”, já demonstra (no próprio título) toda uma diferença de pensamento, entre as classes aristocráticas do mundo antigo, com a mesma classe no mundo contemporâneo, classe da qual Proust pertencia. O livro, apesar de não lembrar nem de longe a monumental obra posterior, traz um prefácio de Anatole France, já um escritor de renome. Essa necessidade de apresentação de um grande nome não passou incólume ao crítico (e amigo de Proust) da época, Fernand Gregh, que disse sarcasticamente: “com uma espécie de timidez ele recorreu aos seus amigos mais precisos para introduzi-los na vida literária”. O livro, apesar das críticas, vendeu pouco.
O francês ainda escreveu um outro livro, chamado “Jean Santeuil”, em que, apesar dos relatos extensos sobre o famoso caso Dreyfus, já revelava o embrião do que estava por vir. Proust sempre fora um ambicioso social, e transitou e conheceu os grandes nomes culturais da época como Anatole France, Oscar Wilde (foi esnobado por este), Mallarmé, Gide, como também o filósofo Bérgson, que depois de perceber que Proust tinha traços obsessivos, se cansou da sua conversa enfastiada e repetitiva.
Proust foi influenciado por Balzac (declaradamente seu grande ídolo na literatura), fascinado com o uso de personagens seguidos (que Balzac fazia) em obras separadas, como numa seqüência. E é a partir de 1900 que ele irá dar início a sua última e grandiosa obra, “Em busca do tempo perdido”, tendo sua edição sido rejeitada, acreditem, por André Gide, por achá-lo “repórter” demais. O primeiro volume, com o título de “No caminho de Swann”, foi publicado em 1913, seguido em 1919 com “A sombra das raparigas em flor”, indo até 1922 com “Sodoma e Gomorra” e “O tempo redescoberto”, que mereceu inclusive uma filmagem com John Malkovich e Catherine Deneuve.
Se você nunca leu Proust, pode achar que todo esse confete é excessivo. Mas se você tiver persistência e gostar de ler, tome, mesmo que aleatoriamente, qualquer dos volumes de “Em busca do tempo perdido”, que entrará num mundo fascinante e saberá o porquê do seu sucesso. Como ele mesmo disse uma vez, “a verdadeira viagem não consiste em ver novas paisagens, mas sim, em ter novos olhos e olhares sob a mesma coisa”. Uma boa metáfora para a nossa eterna aridez cultural.
(*) Fotomontagem: “Pourquoi veut-on toujour rattraper le temps perdu?” (Por que sempre queremos recuperar o tempo perdido?).
Marcel Proust em 18 de novembro de 1922.
O escritor encontra uma saída para os seus dilemas em sua criação. Na sua arte. Faz dela a sua “vida”, ou encontra nela, ou a partir dela, a recuperação para um certo “tempo perdido”. Lembro de um evento junto com algumas pessoas que participei e organizei, onde o artista plástico norte-rio-grandense Flávio Freitas, convidado para o debate, disse, diante de uma boa platéia, que comumente as pessoas se referem ao artista como “alguém que vive de abstrações, não tendo (sua arte) um caráter prático”, o que levou Flávio a afirmar em seguida que era com essa sua arte que ele “pagava suas despesas, a educação dos filhos, seu lazer e a alimentação da família”. Ou seja, a arte com sentido prático, que transforma e pode ser transformadora. Tem esse caráter. E é sobre esse “tempo perdido” que eu quero falar a partir da análise de um dos maiores escritores de todos os tempos: Marcel Proust.
Um dos grandes méritos de Proust (1871-1922) como escritor foi exatamente o de saber misturar ficção e autobiografia de uma forma original. Claro que há também toda sua invenção formal. Os longos períodos, as descrições minuciosas de coisas, ambientes e pessoas que outros escritores não teriam o fastio de fazê-lo, as percepções do alto ambiente aristocrático francês, a acuidade psicológica, em suma, Proust não tinha o estilo enxuto, direto e moderno de um Voltaire ou mesmo de um Flaubert. Mas seu estilo oblíquo, até certo ponto pesado, fastioso, fez dele um escritor inovadoramente rico dentro da literatura.
Para quem tem pouco traquejo nas leituras e nos jogos culturais não pode imaginar que o autor de “Em busca do tempo perdido”, só veio a ter fama como escritor após sua morte, em 1922. Digo, claro, fama mundial. Internacional. E por que isso? Proust, judeu, de fato, foi em muito um esnobe, um aristocrata esnobe. Depois de escrever sua maior obra, “Em busca do tempo perdido”, perdeu vários amigos da alta sociedade parisiense, justamente por retratá-los de forma magnífica. Amigos e amigas de longas datas deixaram de falar com ele. Há uma frase sua, em que ele diz que “pintar, na escrita, o retrato de um amigo, era perder esse amigo”. Proust também foi um adepto de que era “melhor perder o amigo, mas não a frase”.
Sem cair em reducionismos como o do escritor inglês Graham Greene, para quem Proust fora o maior escritor do século XX, como Tolstoi o fora para o século XIX, ou como o de André Gide, que afirmou que o francês era um “esnobe intelectual e um repórter de acontecimentos da alta sociedade”, o certo é que depois da publicação da sua magistral obra “Em busca do tempo perdido”, que se inicia com “No caminho de Swann”, é impossível não sentir o peso do seu talento. E se ele teve muito desse “repórter” da alta sociedade, dita por Gide, também nos deu muito mais.
Seu primeiro livro escrito em 1896, “Os prazeres e a vida”, onde o título é um derivativo óbvio do livro do grego Hesíodo, “Os trabalhos e os dias”, já demonstra (no próprio título) toda uma diferença de pensamento, entre as classes aristocráticas do mundo antigo, com a mesma classe no mundo contemporâneo, classe da qual Proust pertencia. O livro, apesar de não lembrar nem de longe a monumental obra posterior, traz um prefácio de Anatole France, já um escritor de renome. Essa necessidade de apresentação de um grande nome não passou incólume ao crítico (e amigo de Proust) da época, Fernand Gregh, que disse sarcasticamente: “com uma espécie de timidez ele recorreu aos seus amigos mais precisos para introduzi-los na vida literária”. O livro, apesar das críticas, vendeu pouco.
O francês ainda escreveu um outro livro, chamado “Jean Santeuil”, em que, apesar dos relatos extensos sobre o famoso caso Dreyfus, já revelava o embrião do que estava por vir. Proust sempre fora um ambicioso social, e transitou e conheceu os grandes nomes culturais da época como Anatole France, Oscar Wilde (foi esnobado por este), Mallarmé, Gide, como também o filósofo Bérgson, que depois de perceber que Proust tinha traços obsessivos, se cansou da sua conversa enfastiada e repetitiva.
Proust foi influenciado por Balzac (declaradamente seu grande ídolo na literatura), fascinado com o uso de personagens seguidos (que Balzac fazia) em obras separadas, como numa seqüência. E é a partir de 1900 que ele irá dar início a sua última e grandiosa obra, “Em busca do tempo perdido”, tendo sua edição sido rejeitada, acreditem, por André Gide, por achá-lo “repórter” demais. O primeiro volume, com o título de “No caminho de Swann”, foi publicado em 1913, seguido em 1919 com “A sombra das raparigas em flor”, indo até 1922 com “Sodoma e Gomorra” e “O tempo redescoberto”, que mereceu inclusive uma filmagem com John Malkovich e Catherine Deneuve.
Se você nunca leu Proust, pode achar que todo esse confete é excessivo. Mas se você tiver persistência e gostar de ler, tome, mesmo que aleatoriamente, qualquer dos volumes de “Em busca do tempo perdido”, que entrará num mundo fascinante e saberá o porquê do seu sucesso. Como ele mesmo disse uma vez, “a verdadeira viagem não consiste em ver novas paisagens, mas sim, em ter novos olhos e olhares sob a mesma coisa”. Uma boa metáfora para a nossa eterna aridez cultural.
(*) Fotomontagem: “Pourquoi veut-on toujour rattraper le temps perdu?” (Por que sempre queremos recuperar o tempo perdido?).
Marcel Proust em 18 de novembro de 1922.
Falta de seriedade
Peter Wilm Rosenfeld
O título acima abrange o governo que findou há pouco e o novo que se instalou.
O Sr da Silva, durante seus longos, muito longos oito anos de mandato, foi um permanente prestidigitador, falseando com a verdade com relação a tudo e a todos.
A situação dos serviços básicos no Brasil é caótica. Não afirmo que ao se iniciar os tristes oito anos de mandato de seu governo tudo fosse perfeito. Longe de mim dizer tal coisa.
Mas sim, o que digo e afirmo é que todos, repito e enfatizo, todos os serviços pioraram de maneira dramática, a saber:
O título acima abrange o governo que findou há pouco e o novo que se instalou.
O Sr da Silva, durante seus longos, muito longos oito anos de mandato, foi um permanente prestidigitador, falseando com a verdade com relação a tudo e a todos.
A situação dos serviços básicos no Brasil é caótica. Não afirmo que ao se iniciar os tristes oito anos de mandato de seu governo tudo fosse perfeito. Longe de mim dizer tal coisa.
Mas sim, o que digo e afirmo é que todos, repito e enfatizo, todos os serviços pioraram de maneira dramática, a saber:
- SAÚDE – As filas do INSS aumentaram e o atendimento nos postos de saúde e hospitais piorou de forma vergonhosa. Graças aos noticiários na televisão, fomos diariamente confrontados com imagens tristes, deprimentes, de pessoas esperando atendimento deitadas em colchonetes em corredores de hospitais ou sentados em cadeiras incômodas.
Aliás, “deitados” não é o temo correto; “amontoados”, deveria ter dito.
É evidente que o Sr. da Silva e os seus, bem como todos os ministros, secretários e equiparados, ao menor sintoma de um simples resfriado eram levados ao Incor ou a um hospital de primeiríssima classe para serem atendidos e, se necessário internados, às expensas da viúva !
O ministro que respondia pela Secretaria de Direitos Humanos andava aonde, nessas ocasiões ?(resposta ao final...).
- TRANSPORTE – Apesar de ser uma área de fundamental importância para o Brasil, grande produtor e exportador de grãos, nada foi feito para melhorar a situação de nossas estradas (e, no caso, também portos). No presente ano viram-se, mais uma vez, filas quilométricas de caminhões aguardando para descarregarem suas cargas nos principais portos do País.
Isso quando conseguiam chegar às imediações da área portuária, porque havia e continua havendo estradas que, com chuva, se transformam em um lamaçal indescritível, retendo os veículos por períodos às vezes longos.
Nos portos a situação é igualmente dramática. Daí serem os caminhões obrigados a esperar dias, por vezes mais de uma semana, para serem descarregados. E nada foi feito para incentivar o uso do transporte marítimo, considerando nossos muitos quilômetros de costa.
O que foi feito em ferrovias nem merece ser citado, pois se aproxima do zero, com uma exceção: já foi gasto muito dinheiro com o plano de construir uma linha de alta velocidade (trem-bala) entre Campinas/S. Paulo/Rio de Janeiro, absurdo dos absurdos.
E nos aeroportos virtualmente nada foi feito. Há problemas sérios em quase todos. A Infraero sempre foi um antro de corrupção e de incompetência (não sei dizer qual dos dois vem primeiro...)
- ENSINO (EDUCAÇÃO) – Se a situação não fosse tão séria e deprimente como o é, diria que serviu de “campo de provas” para algumas experiências absolutamente tolas e primárias.
Repetindo o óbvio que é mais do que conhecido, o Brasil é um País imenso, com distâncias enormes em tudo. Inclusive no grau de instrução de seu povo, sem falar em todos os regionalismos, que aflora inclusive na maneira de falar.
Querer instituir um sistema único de ensino e de exames de suficiência é, ainda, uma tolice rematada. Os exames vestibulares aplicados Estado a Estado serviam muito bem a seus propósitos. Para que mudar o que estava funcionando bastante bem (não há, nem pode haver perfeição, nesses casos).
E mais, há que lembrar que ainda somos, pelo menos oficialmente, uma REPÚBLICA FEDERATIVA; como tal, cabe a cada Estado Federado estabelecer suas normas e seus quesitos nesses assuntos.
De mais a mais, está provado que ainda estamos longe de ter competência para um empreendimento da envergadura de um exame vestibular único de âmbito nacional.
O País tem que se preocupar, e tratar de melhorar, todo o ensino, desde o primário. Mas nisso não há qualquer preocupação por parte de nossas autoridades, principalmente as municipais e estaduais.
As mais de cem universidades apregoadas pelo Sr. da Silva foram criadas no papel. E o resto, não virá ?
PREVIDÊNCIA – Essa é outra área extremamente delicada, que tende a ficar mais grave à medida em que os anos avançam. Até há não muito tempo, dizia-se que o Brasil era um País de jovens que, com seu trabalho e seus salários, seriam uma garantia de que a Previdência sempre teria recursos para remunerar os aposentados.
Nem se falava em cálculo atuarial para calcular a necessidade de recursos face aos compromissos assumidos. Parece que, da mesma forma, ninguém pensou na possibilidade de a expectativa de vida dos brasileiros aumentar significativa e rapidamente.
E mais: através de uma pequena diferença no valor das contribuições à Previdência, os funcionários públicos têm direito a se aposentar recebendo vencimentos integrais, enquanto os empregados de empresas privadas contribuem sobre um valor menor e, conseqüentemente, recebem menos dos órgãos previdenciários.
Como não poderia deixar de ser, o sistema é caótico e injusto. Tornou-se pior quando foi introduzido na Constituição Federal de 1988 um dispositivo estabelecendo que nada, nenhum fator de correção de qualquer valor, poderia ter como referência o salário mínimo.
Demonstrando o nível de desajuste no valor das aposentadorias, os juízes do Supremo Tribunal Federal (que deveriam receber o valor máximo dentre o funcionalismo federal) hoje recebem algo em torno de R$ 27.000,00, que deverão passar a pouco mais de R$ 30.000,00 proximamente, aposentando-se com esse valor.
Uma pessoa que se tenha aposentado pelo INSS tem, hoje, uma remuneração máxima de algo como R$ 4.000,00.
E a diferença vai crescendo à medida que passa o tempo.
(Por curiosidade, um jornal de Porto Alegre (RS) informou em sua edição de hoje, 08/03/2011, que um aposentado da SUDEPE (Superintendência Estadual da Pesca, ou algo assim) recebe R$ 52,6 mil como aposentado, graças a decisões liminares judiciais !!!!!).
E quando o governo pensa em mexer nas leis de aposentadoria, há sublevações populares, e isso ocorre em todos os países do mundo.
Finalmente, viva o Bolsa Família, cujo aumento foi festejado pelo Dep. Vaccareza, líder do governo ou algo assim na Câmara dos Deputados, pois agora os que o recebem podem até comprar cachaça, e isso será muito positivo para a economia do Brasil...
Ah, a resposta à pergunta feita no início do presente: o responsável pelos Direitos Humanos estava a ter pensamentos malévolos com respeito a nossos direitos, como se não fossemos humanos e precisássemos de uma ditadura...
Terminando, não sei qual a razão da euforia do Sr. da Silva, pois deixou para sua sucessora problemas monumentais. E a Sra. Rousseff sequer pode se queixar disso, pois foi a “gerentona” do Governo em praticamente todo o segundo mandato do Sr. da Silva.
Aliás, “deitados” não é o temo correto; “amontoados”, deveria ter dito.
É evidente que o Sr. da Silva e os seus, bem como todos os ministros, secretários e equiparados, ao menor sintoma de um simples resfriado eram levados ao Incor ou a um hospital de primeiríssima classe para serem atendidos e, se necessário internados, às expensas da viúva !
O ministro que respondia pela Secretaria de Direitos Humanos andava aonde, nessas ocasiões ?(resposta ao final...).
- TRANSPORTE – Apesar de ser uma área de fundamental importância para o Brasil, grande produtor e exportador de grãos, nada foi feito para melhorar a situação de nossas estradas (e, no caso, também portos). No presente ano viram-se, mais uma vez, filas quilométricas de caminhões aguardando para descarregarem suas cargas nos principais portos do País.
Isso quando conseguiam chegar às imediações da área portuária, porque havia e continua havendo estradas que, com chuva, se transformam em um lamaçal indescritível, retendo os veículos por períodos às vezes longos.
Nos portos a situação é igualmente dramática. Daí serem os caminhões obrigados a esperar dias, por vezes mais de uma semana, para serem descarregados. E nada foi feito para incentivar o uso do transporte marítimo, considerando nossos muitos quilômetros de costa.
O que foi feito em ferrovias nem merece ser citado, pois se aproxima do zero, com uma exceção: já foi gasto muito dinheiro com o plano de construir uma linha de alta velocidade (trem-bala) entre Campinas/S. Paulo/Rio de Janeiro, absurdo dos absurdos.
E nos aeroportos virtualmente nada foi feito. Há problemas sérios em quase todos. A Infraero sempre foi um antro de corrupção e de incompetência (não sei dizer qual dos dois vem primeiro...)
- ENSINO (EDUCAÇÃO) – Se a situação não fosse tão séria e deprimente como o é, diria que serviu de “campo de provas” para algumas experiências absolutamente tolas e primárias.
Repetindo o óbvio que é mais do que conhecido, o Brasil é um País imenso, com distâncias enormes em tudo. Inclusive no grau de instrução de seu povo, sem falar em todos os regionalismos, que aflora inclusive na maneira de falar.
Querer instituir um sistema único de ensino e de exames de suficiência é, ainda, uma tolice rematada. Os exames vestibulares aplicados Estado a Estado serviam muito bem a seus propósitos. Para que mudar o que estava funcionando bastante bem (não há, nem pode haver perfeição, nesses casos).
E mais, há que lembrar que ainda somos, pelo menos oficialmente, uma REPÚBLICA FEDERATIVA; como tal, cabe a cada Estado Federado estabelecer suas normas e seus quesitos nesses assuntos.
De mais a mais, está provado que ainda estamos longe de ter competência para um empreendimento da envergadura de um exame vestibular único de âmbito nacional.
O País tem que se preocupar, e tratar de melhorar, todo o ensino, desde o primário. Mas nisso não há qualquer preocupação por parte de nossas autoridades, principalmente as municipais e estaduais.
As mais de cem universidades apregoadas pelo Sr. da Silva foram criadas no papel. E o resto, não virá ?
PREVIDÊNCIA – Essa é outra área extremamente delicada, que tende a ficar mais grave à medida em que os anos avançam. Até há não muito tempo, dizia-se que o Brasil era um País de jovens que, com seu trabalho e seus salários, seriam uma garantia de que a Previdência sempre teria recursos para remunerar os aposentados.
Nem se falava em cálculo atuarial para calcular a necessidade de recursos face aos compromissos assumidos. Parece que, da mesma forma, ninguém pensou na possibilidade de a expectativa de vida dos brasileiros aumentar significativa e rapidamente.
E mais: através de uma pequena diferença no valor das contribuições à Previdência, os funcionários públicos têm direito a se aposentar recebendo vencimentos integrais, enquanto os empregados de empresas privadas contribuem sobre um valor menor e, conseqüentemente, recebem menos dos órgãos previdenciários.
Como não poderia deixar de ser, o sistema é caótico e injusto. Tornou-se pior quando foi introduzido na Constituição Federal de 1988 um dispositivo estabelecendo que nada, nenhum fator de correção de qualquer valor, poderia ter como referência o salário mínimo.
Demonstrando o nível de desajuste no valor das aposentadorias, os juízes do Supremo Tribunal Federal (que deveriam receber o valor máximo dentre o funcionalismo federal) hoje recebem algo em torno de R$ 27.000,00, que deverão passar a pouco mais de R$ 30.000,00 proximamente, aposentando-se com esse valor.
Uma pessoa que se tenha aposentado pelo INSS tem, hoje, uma remuneração máxima de algo como R$ 4.000,00.
E a diferença vai crescendo à medida que passa o tempo.
(Por curiosidade, um jornal de Porto Alegre (RS) informou em sua edição de hoje, 08/03/2011, que um aposentado da SUDEPE (Superintendência Estadual da Pesca, ou algo assim) recebe R$ 52,6 mil como aposentado, graças a decisões liminares judiciais !!!!!).
E quando o governo pensa em mexer nas leis de aposentadoria, há sublevações populares, e isso ocorre em todos os países do mundo.
Finalmente, viva o Bolsa Família, cujo aumento foi festejado pelo Dep. Vaccareza, líder do governo ou algo assim na Câmara dos Deputados, pois agora os que o recebem podem até comprar cachaça, e isso será muito positivo para a economia do Brasil...
Ah, a resposta à pergunta feita no início do presente: o responsável pelos Direitos Humanos estava a ter pensamentos malévolos com respeito a nossos direitos, como se não fossemos humanos e precisássemos de uma ditadura...
Terminando, não sei qual a razão da euforia do Sr. da Silva, pois deixou para sua sucessora problemas monumentais. E a Sra. Rousseff sequer pode se queixar disso, pois foi a “gerentona” do Governo em praticamente todo o segundo mandato do Sr. da Silva.
A síndrome da “presidenta” Dilma Rousseff.
Por Giulio Sanmartini
Pelo que se sabe, a vida da atual presidente Dilma Rousseff, não lhe foi naturalmente favorável. Na juventude carecia de beleza física , fato agravado pela total falta de simpatia pessoal. Na sua escolha política de guerrilheira foi um fracasso, portanto resolveu, como os da linha filosófica, encostar-se numa das inúmeras sinecuras distribuídas a mãos-cheias, pelos companheiros.
Sua atual posição faz lembrar a história da pulga que fez um favor a uma fada e esta disse que lhe satisfaria qualquer desejo. A pulga sem titubear fez sua escolha: “Quero um cachorro lulu só para mim”.
Pois é, dona Dilma fez um favor ao mago vadio bêbado e recebeu um lulu só pra ela, com direito a todos os anexos. Mas ela acostuma a derrotas não está sabendo administrar sua efêmera vitória, tanto que vem demonstrando fortes sintomas da síndrome de rainha da cocada preta.
As primeiras manifestações dessa morbidez, puderam ser notadas nos ensaios de sua posse, quando Dilma exigiu que sua ausência fosse preenchida não fosse preenchida por uma pessoa qualquer, mas sim por uma sua sósia (*),o que representou uma forma das mais ridículas já observada em tentar cultuar a própria imagem.
Esta existência da sua síndrome, ficou reforçada, com os despautérios cometidos nesse seu descanso carnavalesco, passados penas dois meses, onde sua maior atividade foram os incógnitos “despachos internos” (leia Um inferno sem barreiras
P&P 8/3).
Sua prepotência voltou a fazer-se presente na Barreira do Inferno. Na manhã de segunda-feira (7), a irmã Lúcia Montenegro, presidente da Casa do Menor Trabalhador é retirada da entrada do Centro de Lançamento, depois de sua tentativa frustada em obter uma reunião com a presidenta. O argumento do coronel que a tendeu foi que “...nem a governadora vai ser recebida. Vamos compreender, é a nossa primeira presidente e ela precisa descansar”. Só não disse descansar de que.
Mesmo destino coube ao o atleta Carlos Dias, especialista em ultra-maratonas, foi barrado na portaria da Barreira do Inferno. Ele pretendia conversar com a presidente sobre a campanha para ajudar crianças com câncer. O programa incentiva as pessoas a fazerem doações para o setor. “Não quiseram nem pegar meu cartão para entregar à presidente”. - disse.
Dilma em pouco tempo mostra todo seu autoritarismo e que usará o poder exclusivamente para desfrutar das benesses que este propicia. Fatos altmaente nocivos para o país.
Vale reproduzir o que escreveu sobre essas férias Cládio Humberto (9/3): “A ‘transparência’ prometida no governo pela presidenta Dilma esbarra na Barreira do Inferno (RN), com uma ‘zona de exclusão’ de 5km – compatível com ditadores, não com chefes de estados democráticos”.
(*) Fotomontagem: A Secretária de Relações Públicas do Senado, Juliana Rebelo, que foi a sósia escolhida por Dilma, esta levou tão a sério a “mentirinha”, que na ocasião os ensaios chegou até a acenar várias vezes para os fotógrafos e transeuntes na Esplanada. Dilma numa foto charge com os autoritários Stalin e Lênin.
(*) Texto de apoio Luiza Dome.
Pelo que se sabe, a vida da atual presidente Dilma Rousseff, não lhe foi naturalmente favorável. Na juventude carecia de beleza física , fato agravado pela total falta de simpatia pessoal. Na sua escolha política de guerrilheira foi um fracasso, portanto resolveu, como os da linha filosófica, encostar-se numa das inúmeras sinecuras distribuídas a mãos-cheias, pelos companheiros.
Sua atual posição faz lembrar a história da pulga que fez um favor a uma fada e esta disse que lhe satisfaria qualquer desejo. A pulga sem titubear fez sua escolha: “Quero um cachorro lulu só para mim”.
Pois é, dona Dilma fez um favor ao mago vadio bêbado e recebeu um lulu só pra ela, com direito a todos os anexos. Mas ela acostuma a derrotas não está sabendo administrar sua efêmera vitória, tanto que vem demonstrando fortes sintomas da síndrome de rainha da cocada preta.
As primeiras manifestações dessa morbidez, puderam ser notadas nos ensaios de sua posse, quando Dilma exigiu que sua ausência fosse preenchida não fosse preenchida por uma pessoa qualquer, mas sim por uma sua sósia (*),o que representou uma forma das mais ridículas já observada em tentar cultuar a própria imagem.
Esta existência da sua síndrome, ficou reforçada, com os despautérios cometidos nesse seu descanso carnavalesco, passados penas dois meses, onde sua maior atividade foram os incógnitos “despachos internos” (leia Um inferno sem barreiras
P&P 8/3).
Sua prepotência voltou a fazer-se presente na Barreira do Inferno. Na manhã de segunda-feira (7), a irmã Lúcia Montenegro, presidente da Casa do Menor Trabalhador é retirada da entrada do Centro de Lançamento, depois de sua tentativa frustada em obter uma reunião com a presidenta. O argumento do coronel que a tendeu foi que “...nem a governadora vai ser recebida. Vamos compreender, é a nossa primeira presidente e ela precisa descansar”. Só não disse descansar de que.
Mesmo destino coube ao o atleta Carlos Dias, especialista em ultra-maratonas, foi barrado na portaria da Barreira do Inferno. Ele pretendia conversar com a presidente sobre a campanha para ajudar crianças com câncer. O programa incentiva as pessoas a fazerem doações para o setor. “Não quiseram nem pegar meu cartão para entregar à presidente”. - disse.
Dilma em pouco tempo mostra todo seu autoritarismo e que usará o poder exclusivamente para desfrutar das benesses que este propicia. Fatos altmaente nocivos para o país.
Vale reproduzir o que escreveu sobre essas férias Cládio Humberto (9/3): “A ‘transparência’ prometida no governo pela presidenta Dilma esbarra na Barreira do Inferno (RN), com uma ‘zona de exclusão’ de 5km – compatível com ditadores, não com chefes de estados democráticos”.
(*) Fotomontagem: A Secretária de Relações Públicas do Senado, Juliana Rebelo, que foi a sósia escolhida por Dilma, esta levou tão a sério a “mentirinha”, que na ocasião os ensaios chegou até a acenar várias vezes para os fotógrafos e transeuntes na Esplanada. Dilma numa foto charge com os autoritários Stalin e Lênin.
(*) Texto de apoio Luiza Dome.
Petelhos são pentelhos, seja onde estiverem
Por Ralph J. Hofmann
Barak Obama é um Petista. Não há nenhuma dúvida quanto a isto. Basta avaliar alguns de seus companheiros de jornada, como pastores racistas negros com ódio pelos brancos, amigos bastante chegados a líderes islâmicos que consideram os Estados Unidos o “Grande Satã” e atos de estudada impolidez ao primeiro ministro de Israel.
São atitudes muito semelhantes às atitudes de Lula quando no poder, mesmo que os protagonistas sejam outros.
Mas há mais uma característica. Um exemplo. Quando a General Motors pediu assistência financeira ao governo esta não se estendeu aos fundos de pensão de veteranos da empresa. Como resultado os benefícios aos aposentados caíram em até 70%. Os pecúlios eram em grande parte ligados a ações da empresa. Com os problemas da empresa as pensões minguaram. Até este ponto é uma fatalidade. Contudo eis que o governo decide escorregar dinheiro a fundo perdido para que os fundos de pensão administrados pelos sindicatos possam manter a renda de seus filiados. Os filiados dos sindicatos são apenas 12% da força de trabalho da GM. Portanto o governo Obama está efetivamente favorecendo os sindicatos em detrimento dos não-sindicalizados, o que é ilegal. Nos estados unidos é proibido exigir a sindicalização de toda a massa de operários. A sindicalização é um processo voluntário.
Os sindicatos normalmente são os grandes cabos eleitorais dos candidatos do Partido Democrata. Evidentemente o governo está comprando a fidelidade dos líderes sindicais, que, aliás, são uma classe de dirigentes à parte com salários muito parecidos aos das empresas cujos operários são representados por eles.
Mas há ainda mais. Quando foi instituído o Obamacare, o programa de saúde de Obama, foram estipulados níveis de cobertura que as instituições precisam dar aos seus funcionários. Os objetivos estipulados, conforme a oposição havia indicado eram altos demais para serem impostos de uma hora para outra.
Em vista disto, certos programas, em vias de estarem inadimplentes neste tocante têm pedido “waivers” (liberações) federais que posterguem em um ano o ajuste dos níveis de cobertura. São planos de empresas e de sindicatos. A questão é que tem sido aplicado máximo rigor na concessão destes “waivers”. Poucas empresas têm logrado conseguí-los. Contudo 26% das concessões tem ido para programas de sindicatos. No entanto os sindicatos representam apenas 12% das pessoas cobertas por estes programas. Estas concessões têm sido renovadas após um ano. A maioria das outras concessões vai para distritos escolares e sociedades hospitalares. Ocasionalmente alguma prefeitura ou caixa de pecúlio pequena. Novamente tratamentos diferenciados para os sindicatos.
Não há dúvida que o Obamacare foi lançado sem um exame das reais possibilidades de implantação. Foi aprovado no garrote enquanto a oposição previa exatamente o que iria acontecer. O Garrote foi aplicado na maioria dos casos pela “CUT” deles, pois muitos congressistas americanos mesmo sendo do Partido Democrata percebiam como o plano era mal concebido.
Em suma, a CUT deles tem a chave da copa da Casa Branca assim como a daqui tinha a chave da churrasqueira da Granja do Torto.
Esperamos que o Tea Party e outros tenham mais sorte que nós em acabar com o reino de Obama sem dar-lhe mais quatro anos.
(*) Fotomontagem: Barack Obama e Sarah Palin, esta num “Tea Party”
Barak Obama é um Petista. Não há nenhuma dúvida quanto a isto. Basta avaliar alguns de seus companheiros de jornada, como pastores racistas negros com ódio pelos brancos, amigos bastante chegados a líderes islâmicos que consideram os Estados Unidos o “Grande Satã” e atos de estudada impolidez ao primeiro ministro de Israel.
São atitudes muito semelhantes às atitudes de Lula quando no poder, mesmo que os protagonistas sejam outros.
Mas há mais uma característica. Um exemplo. Quando a General Motors pediu assistência financeira ao governo esta não se estendeu aos fundos de pensão de veteranos da empresa. Como resultado os benefícios aos aposentados caíram em até 70%. Os pecúlios eram em grande parte ligados a ações da empresa. Com os problemas da empresa as pensões minguaram. Até este ponto é uma fatalidade. Contudo eis que o governo decide escorregar dinheiro a fundo perdido para que os fundos de pensão administrados pelos sindicatos possam manter a renda de seus filiados. Os filiados dos sindicatos são apenas 12% da força de trabalho da GM. Portanto o governo Obama está efetivamente favorecendo os sindicatos em detrimento dos não-sindicalizados, o que é ilegal. Nos estados unidos é proibido exigir a sindicalização de toda a massa de operários. A sindicalização é um processo voluntário.
Os sindicatos normalmente são os grandes cabos eleitorais dos candidatos do Partido Democrata. Evidentemente o governo está comprando a fidelidade dos líderes sindicais, que, aliás, são uma classe de dirigentes à parte com salários muito parecidos aos das empresas cujos operários são representados por eles.
Mas há ainda mais. Quando foi instituído o Obamacare, o programa de saúde de Obama, foram estipulados níveis de cobertura que as instituições precisam dar aos seus funcionários. Os objetivos estipulados, conforme a oposição havia indicado eram altos demais para serem impostos de uma hora para outra.
Em vista disto, certos programas, em vias de estarem inadimplentes neste tocante têm pedido “waivers” (liberações) federais que posterguem em um ano o ajuste dos níveis de cobertura. São planos de empresas e de sindicatos. A questão é que tem sido aplicado máximo rigor na concessão destes “waivers”. Poucas empresas têm logrado conseguí-los. Contudo 26% das concessões tem ido para programas de sindicatos. No entanto os sindicatos representam apenas 12% das pessoas cobertas por estes programas. Estas concessões têm sido renovadas após um ano. A maioria das outras concessões vai para distritos escolares e sociedades hospitalares. Ocasionalmente alguma prefeitura ou caixa de pecúlio pequena. Novamente tratamentos diferenciados para os sindicatos.
Não há dúvida que o Obamacare foi lançado sem um exame das reais possibilidades de implantação. Foi aprovado no garrote enquanto a oposição previa exatamente o que iria acontecer. O Garrote foi aplicado na maioria dos casos pela “CUT” deles, pois muitos congressistas americanos mesmo sendo do Partido Democrata percebiam como o plano era mal concebido.
Em suma, a CUT deles tem a chave da copa da Casa Branca assim como a daqui tinha a chave da churrasqueira da Granja do Torto.
Esperamos que o Tea Party e outros tenham mais sorte que nós em acabar com o reino de Obama sem dar-lhe mais quatro anos.
(*) Fotomontagem: Barack Obama e Sarah Palin, esta num “Tea Party”
Tolos, tesos e trouxas
Francisco Marcos, cientista político
Câmara de Deputados e Senado Federal que nada mais são do que o Congresso Nacional constituíram comissões para tratar de uma reforma política. No Senado são quinze os titulares, nenhum do estado de São Paulo, estado com o maior eleitorado entre outras pequenas coisas. Na Câmara o acinte é muito maior. Pois os membros de proa na comissão estão enredados no STF com processos. Como somos tolos e maioria acachapante pensamos que da reforma política sairá alguma coisa. As ratazanas vão acabar parindo uma montanha: o financiamento público de campanha. Conhecemos a mentalidade de nossos políticos, a maioria nem sabe o que é classe, mesmo de aula, pois são doutores e doutoras de fancaria. Portanto jamais irão modificar algo que lhes traz muito proveito e bota proveito nisso.
Câmara de Deputados e Senado Federal que nada mais são do que o Congresso Nacional constituíram comissões para tratar de uma reforma política. No Senado são quinze os titulares, nenhum do estado de São Paulo, estado com o maior eleitorado entre outras pequenas coisas. Na Câmara o acinte é muito maior. Pois os membros de proa na comissão estão enredados no STF com processos. Como somos tolos e maioria acachapante pensamos que da reforma política sairá alguma coisa. As ratazanas vão acabar parindo uma montanha: o financiamento público de campanha. Conhecemos a mentalidade de nossos políticos, a maioria nem sabe o que é classe, mesmo de aula, pois são doutores e doutoras de fancaria. Portanto jamais irão modificar algo que lhes traz muito proveito e bota proveito nisso.
Tesos, duros vivemos e viveremos mais ainda, pois a farra eleitoral de 2010 será, ou melhor, já está sendo paga por nós. Redução dos mais variados tipos de atendimentos, os cortes ensejados pela prima dona até agora não foram explicitados com clareza. Quando se fala muito em transparência é porque não existe transparência alguma.
Trouxas sempre fomos e continuaremos a ser por desígnio das forças dominantes, principalmente do segmento financeiro. Este intenta agora, a partir do Rio de Janeiro formar um Partido Novo, tudo indica que tentarão acabar com os intermediários, em contraposição ao delírio kassabiano-paulista com o PDB, já alcunhado de Partido Da Boquinha.
Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta.”
Trouxas sempre fomos e continuaremos a ser por desígnio das forças dominantes, principalmente do segmento financeiro. Este intenta agora, a partir do Rio de Janeiro formar um Partido Novo, tudo indica que tentarão acabar com os intermediários, em contraposição ao delírio kassabiano-paulista com o PDB, já alcunhado de Partido Da Boquinha.
Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta.”
O desastre
Ralph J. Hofmann
Muitos de nós preferimos calar durante as primeiras semanas da presidência Dilma. Afinal de contas no início de sua gestão Lula nos surpreendeu não desmantelando o trabalho de FHC. Só falava mal dele, mas não tomou nenhuma medida contra. Tínhamos de dar um refresco para Dilma.
De fato, em algumas coisas, como na política internacional no tocante a Ahmadinejahd, sentimos alguma melhoria. Feito o primeiro balanço da situação econômica Dilma anunciou cortes de despesa, e para bom entendedor já ficou claro que o PAC segue nos planos, mas dificilmente terá prosseguimento em 2011. O caixa foi raspado para elegê-la. A crise está estabelecida e não será fácil de debelar, pois os maus hábitos de novos-ricos da cúpula petista não cessaram.
Muitos de nós preferimos calar durante as primeiras semanas da presidência Dilma. Afinal de contas no início de sua gestão Lula nos surpreendeu não desmantelando o trabalho de FHC. Só falava mal dele, mas não tomou nenhuma medida contra. Tínhamos de dar um refresco para Dilma.
De fato, em algumas coisas, como na política internacional no tocante a Ahmadinejahd, sentimos alguma melhoria. Feito o primeiro balanço da situação econômica Dilma anunciou cortes de despesa, e para bom entendedor já ficou claro que o PAC segue nos planos, mas dificilmente terá prosseguimento em 2011. O caixa foi raspado para elegê-la. A crise está estabelecida e não será fácil de debelar, pois os maus hábitos de novos-ricos da cúpula petista não cessaram.
Sabemos também que Dilma de fato se debruça sobre os papéis de estado de manhã cedo até o fim do dia. Nada mais justo, pois foram despendidos bilhões de dinheiro dos contribuintes para elegê-la. Pelo menos deve trabalhar em troca disto.
Hmmm! Mas o que vejo? Após oito semanas no cargo ela está tirando uns dias de folga. Não pode ter acabado o gas ainda. Mas... nada mais justo. Afinal de contas isso é Brasil, é carnaval, e a progressão do carnaval, levou a folga que era apenas na quarta-feira de cinzas de manhã nos anos sessenta, na maioria dos estados a uma folga de sábado a quarta feira. Claro que a presidente deve descansar quando seu povo descansa.
Se não me falha a memória, a partir do presidente Figueiredo o local de lazer dos presidentes do Brasil passou a ser a Granja do Toro, bem defendida por seguranças com ótimas instalações.
“Não! Não serve! Tem de ser na praia!” “ Ah bom. Então quem sabe a Barreira do Inferno. Mas lá é muito precário.” “Uma reformazinha. Qualquer oito milhões e fica tudo nos trinques.” ”Péraí presidente. Não era melhor mandar estes oito mi para saldar compromissos contra as vítimas das enchentes de SC que estão há dois anos esperando? “Isso é compromisso do Lula! Meu compromisso é com o pessoal da serra no Rio e isto tem tempo, não faz nem um mês.”
“Mas e se a senhora ou seu neto passarem mal?” “Faz que nem em Porto Alegre, bloqueia os serviços necessários para nós. “
E assim um cidadão quase morreu por falta de UTI porque duas vagas de UTI estavam bloqueadas. A vida de pessoas que trabalham na Barreira do Inferno vira um lixo porque a segurança presidencial estabeleceu regras de exceção. Estão com uma ocupação militar estrangeira em sua própria terra.
E tudo às nossas custas. Será que ela não podia ter aproveitado algum dos locais irregularmente reformados para Lula durante e após sua presidência? Será que os equipamentos novos ainda estão nestes locais?
A minha sugestão, provavelmente mais barata do que reformar mais um local para o fim de semana da presidente é a seguinte. Peça ao Barak Obama para emprestar Camp David. Aproveite a vista dele para estabelecer quem ocupa Camp David quando. “Locos no son los que piden. Son los que dan”. (Loucos não são os que pedem, são os que dão).
Outra possibilidade é, se o Khadaffi cair arrematar uma das tendas luxuosas dele. Aí dá para montar um palácio de tendas onde que possa chegar uma tropa de camelos.
De minha parte sugiro que os estados e municípios ao serem informados que Dilma vem visitar informem que não é de seu interesse receber o incômodo de uma visita presidencial. Que um desastre natural é mais bem-vindo.
(*) Fotomontagem: Dilma recebendo do casal Obama (Barack e Michelle) Camp David, para passar as férias da Semana Santa (22 a 24/4).
Hmmm! Mas o que vejo? Após oito semanas no cargo ela está tirando uns dias de folga. Não pode ter acabado o gas ainda. Mas... nada mais justo. Afinal de contas isso é Brasil, é carnaval, e a progressão do carnaval, levou a folga que era apenas na quarta-feira de cinzas de manhã nos anos sessenta, na maioria dos estados a uma folga de sábado a quarta feira. Claro que a presidente deve descansar quando seu povo descansa.
Se não me falha a memória, a partir do presidente Figueiredo o local de lazer dos presidentes do Brasil passou a ser a Granja do Toro, bem defendida por seguranças com ótimas instalações.
“Não! Não serve! Tem de ser na praia!” “ Ah bom. Então quem sabe a Barreira do Inferno. Mas lá é muito precário.” “Uma reformazinha. Qualquer oito milhões e fica tudo nos trinques.” ”Péraí presidente. Não era melhor mandar estes oito mi para saldar compromissos contra as vítimas das enchentes de SC que estão há dois anos esperando? “Isso é compromisso do Lula! Meu compromisso é com o pessoal da serra no Rio e isto tem tempo, não faz nem um mês.”
“Mas e se a senhora ou seu neto passarem mal?” “Faz que nem em Porto Alegre, bloqueia os serviços necessários para nós. “
E assim um cidadão quase morreu por falta de UTI porque duas vagas de UTI estavam bloqueadas. A vida de pessoas que trabalham na Barreira do Inferno vira um lixo porque a segurança presidencial estabeleceu regras de exceção. Estão com uma ocupação militar estrangeira em sua própria terra.
E tudo às nossas custas. Será que ela não podia ter aproveitado algum dos locais irregularmente reformados para Lula durante e após sua presidência? Será que os equipamentos novos ainda estão nestes locais?
A minha sugestão, provavelmente mais barata do que reformar mais um local para o fim de semana da presidente é a seguinte. Peça ao Barak Obama para emprestar Camp David. Aproveite a vista dele para estabelecer quem ocupa Camp David quando. “Locos no son los que piden. Son los que dan”. (Loucos não são os que pedem, são os que dão).
Outra possibilidade é, se o Khadaffi cair arrematar uma das tendas luxuosas dele. Aí dá para montar um palácio de tendas onde que possa chegar uma tropa de camelos.
De minha parte sugiro que os estados e municípios ao serem informados que Dilma vem visitar informem que não é de seu interesse receber o incômodo de uma visita presidencial. Que um desastre natural é mais bem-vindo.
(*) Fotomontagem: Dilma recebendo do casal Obama (Barack e Michelle) Camp David, para passar as férias da Semana Santa (22 a 24/4).
A maior injustiça
Giulio Sanmartini
O secretário de Ordem Pública (SEOP) do Rio de Janeiro, Alex da Costa nesse dia 8 (3), jactou-se: “Não vamos dar trégua ao xixi na rua durante os desfiles de blocos de rua que seguem até o domingo”.
A informação foi de Rolland Gianotti (O Globo): “O bloco dos mijões não para de crescer nas delegacias: a operação Choque de Ordem já flagrou e 'levou em cana' 639 deles. Fazem parte do grupo 17 mulheres e quatro estrangeiros que urinavam na rua durante fiscalização. por xixi na rua.
O secretário de Ordem Pública (SEOP) do Rio de Janeiro, Alex da Costa nesse dia 8 (3), jactou-se: “Não vamos dar trégua ao xixi na rua durante os desfiles de blocos de rua que seguem até o domingo”.
A informação foi de Rolland Gianotti (O Globo): “O bloco dos mijões não para de crescer nas delegacias: a operação Choque de Ordem já flagrou e 'levou em cana' 639 deles. Fazem parte do grupo 17 mulheres e quatro estrangeiros que urinavam na rua durante fiscalização. por xixi na rua.
Só nesta terça-feira, em Santa Tereza, 30 mijões foram levados para a 7ª DP (Santa Teresa). Na segunda-feira, em Laranjeiras, a fiscalização levou para a 9ª DP (Catete) 10 mijões que urinavam na rua. E mais 44 mijões foram levados para a 14ª DP (Leblon).
Desde o início das operações no pré-Carnaval, dia 12 de fevereiro a Seop vem divulgando o número de prisões, que só aumenta. Até segunda-feira, 606 pessoas foram levadas para a delegacia em quase um mês de operações. Quase o dobro do ano passado.
Essa é uma grande injustiça, Alex da Costa deveria ser levado para a Câmara dos Deputados em Brasília, para que efetua-se a detenções de cagões, que abundam na Casa. Terá logo de saída Paulo Maluf, JoãoPaulo Cunha, Jaqueline Roriz e o deputado Natan Donadon (PMDB-RO), que mesmo tendo sido condenado a 13 anos e quebrados de cadeia, continua inconstitucionalmente indo à Câmara, impune, forte, rijo e valente, fazendo seu cocô de cada dia.
Cadeia para os cagões!
(*) Fotomontagem: Paulo Maluf, um pobre folião fazendo seu xixi e que foi logo depois preso, Jaqueline Roriz e João Paulo C
Desde o início das operações no pré-Carnaval, dia 12 de fevereiro a Seop vem divulgando o número de prisões, que só aumenta. Até segunda-feira, 606 pessoas foram levadas para a delegacia em quase um mês de operações. Quase o dobro do ano passado.
Essa é uma grande injustiça, Alex da Costa deveria ser levado para a Câmara dos Deputados em Brasília, para que efetua-se a detenções de cagões, que abundam na Casa. Terá logo de saída Paulo Maluf, JoãoPaulo Cunha, Jaqueline Roriz e o deputado Natan Donadon (PMDB-RO), que mesmo tendo sido condenado a 13 anos e quebrados de cadeia, continua inconstitucionalmente indo à Câmara, impune, forte, rijo e valente, fazendo seu cocô de cada dia.
Cadeia para os cagões!
(*) Fotomontagem: Paulo Maluf, um pobre folião fazendo seu xixi e que foi logo depois preso, Jaqueline Roriz e João Paulo C
6 de jun de 2008
Mudamos de endereço
Mudamos para um novo endereço, o "www.prosaepolitica.com.br". Aguardamos você lá.
27 de mai de 2008
No ar
Está tudo pronto para o novo prosa e política entrar no ar, o que faremos agora, por isso peço desculpas por eventuais transtornos.
Continuará o mesmo de sempre, com algumas ferramentas a mais, claro. O acesso será feito através do www.prosaepolitica.com.br ou www.adrianavandoni.com.br. Por favor, salve em seus favoritos o novo endereço.
Espero que vocês gostem e os ajustes que certamente aparecerão iremos fazendo aos poucos.
Continuará o mesmo de sempre, com algumas ferramentas a mais, claro. O acesso será feito através do www.prosaepolitica.com.br ou www.adrianavandoni.com.br. Por favor, salve em seus favoritos o novo endereço.
Espero que vocês gostem e os ajustes que certamente aparecerão iremos fazendo aos poucos.
Lula o Grande Piadista
Por Giulio Sanmartini
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou nesta segunda-feira, durante evento no Rio de Janeiro, o esquema de desvio de verbas do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para empresas e prefeituras implantarem projetos de desenvolvimento, descoberto na Operação Santa Tereza, da Polícia Federal.
Nesse comentário revelou um cinismo impar. Disse que das fraudes e os roubos praticadas por seus aliados no BNDES, tem que se descobrir que são os responsáveis e puni-los e que esse desvio é justificado, pois uma instituição do tamanho de BNDES pode ter “uma ou duas pessoas que cometam desvios, mas que hipotecava sua solidariedade aos seus funcionários.
Ora se o presidente estivesse interessado em punir os fradadores do país poderia começar por dentro de casa, com seu filho Fábio Luiz, seu compadre Roberto Teixeira e seu irmão Vavá.
O pronunciamento de Lula, tem um que todo especial de piada, daquelas que dão frouxos de riso
(*)Texto de apoio: Cirilo Junior
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou nesta segunda-feira, durante evento no Rio de Janeiro, o esquema de desvio de verbas do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para empresas e prefeituras implantarem projetos de desenvolvimento, descoberto na Operação Santa Tereza, da Polícia Federal.
Nesse comentário revelou um cinismo impar. Disse que das fraudes e os roubos praticadas por seus aliados no BNDES, tem que se descobrir que são os responsáveis e puni-los e que esse desvio é justificado, pois uma instituição do tamanho de BNDES pode ter “uma ou duas pessoas que cometam desvios, mas que hipotecava sua solidariedade aos seus funcionários.Ora se o presidente estivesse interessado em punir os fradadores do país poderia começar por dentro de casa, com seu filho Fábio Luiz, seu compadre Roberto Teixeira e seu irmão Vavá.
O pronunciamento de Lula, tem um que todo especial de piada, daquelas que dão frouxos de riso
(*)Texto de apoio: Cirilo Junior
Lula Não Sabe o Que Diz
"Inspira cuidados a ousadia do presidente Lula comparar o progresso, riqueza e cultura dos país da União. Desses, França, Itália, Alemanha e Itália, fazem parte do país mais ricos do mundo, são membros do G 8.
O Brasil que prima pela pobreza, com 11 milhões famílias (da Bolsa) em miséria absoluta, um índice de analfabetismo, um criminoso de sistema de saúde e um desemprego assustador, propor-se a ajudar outras países, com pretende Lula, e sinal de flagrante insanidade" (G.S.)
O presidente Lula rebateu hoje as críticas à criação da Unasul, União Sul-Americana de Nações, assinada no final da semana passada em Brasília. A opinião do presidente é que o acordo é prova da mudança na compreensão de que "juntos nós poderemos ser muito mais fortes e soberanos".
Lula comparou a Unasul à União Européia, que conta com moeda única, parlamento unificado e já há alguns anos tenta aprovar a Constituição Européia, com leis que valeriam para todos os 27 países membros.
- Eu fico imaginando sempre a França depois de ser destruída pela Alemanha, ou seja, é exatamente 50 anos depois que França e Alemanha se juntam para construir a unidade da União Européia, que está dando certo. E que nós aqui poderemos fazer mais e poderemos fazer melhor - afirmou o presidente em seu programa semanal de rádio.
O governo brasileiro é favorável também à conquista de moeda única e um banco central único para os países Sul-Americanos. Lula defendeu o fortalecimento dos países "mais frágeis" do grupo:
- Nós precisamos investir na Bolívia, nós precisamos fortalecer o Paraguai, o Uruguai, a Bolívia, que são os países economicamente mais frágeis. Nós temos obrigação de ajudá-los.
(*) Fonte: Radio do Moreno
O Brasil que prima pela pobreza, com 11 milhões famílias (da Bolsa) em miséria absoluta, um índice de analfabetismo, um criminoso de sistema de saúde e um desemprego assustador, propor-se a ajudar outras países, com pretende Lula, e sinal de flagrante insanidade" (G.S.)O presidente Lula rebateu hoje as críticas à criação da Unasul, União Sul-Americana de Nações, assinada no final da semana passada em Brasília. A opinião do presidente é que o acordo é prova da mudança na compreensão de que "juntos nós poderemos ser muito mais fortes e soberanos".
Lula comparou a Unasul à União Européia, que conta com moeda única, parlamento unificado e já há alguns anos tenta aprovar a Constituição Européia, com leis que valeriam para todos os 27 países membros.
- Eu fico imaginando sempre a França depois de ser destruída pela Alemanha, ou seja, é exatamente 50 anos depois que França e Alemanha se juntam para construir a unidade da União Européia, que está dando certo. E que nós aqui poderemos fazer mais e poderemos fazer melhor - afirmou o presidente em seu programa semanal de rádio.
O governo brasileiro é favorável também à conquista de moeda única e um banco central único para os países Sul-Americanos. Lula defendeu o fortalecimento dos países "mais frágeis" do grupo:
- Nós precisamos investir na Bolívia, nós precisamos fortalecer o Paraguai, o Uruguai, a Bolívia, que são os países economicamente mais frágeis. Nós temos obrigação de ajudá-los.
(*) Fonte: Radio do Moreno
Negócio em Família
"Dilma fez do PAC o fanal de realizações como ministra. A fora este, que é uma desabrida falácia, sua administração carece de lisura, abunda nas mentiras e provoca escândalos. Ontem, no programa do humorista Jô Soares, seguiu uma diretriz que a levou ao perigoso caminho da galhofa, ao fazer um tipo de arvore ginelógica da criação do ridículo, paralítico e rimbombante programa." (G.S.)
Pela primeira vez, a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, admitiu ser a mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em entrevista ao apresentador Jô Soares, nesta segunda-feira, em programa que pode ir ao ar ainda esta noite, Dilma afirmou que quando o PAC nasceu o objetivo era que o Brasil crescesse e solucionasse os gargalos de infra-estrutura. Dilma vem sendo apresentada como mãe do PAC pelo próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio das obras pelo país.
- Muitos eram céticos, não acreditavam que fossem ser investidos R$ 500 bilhões no período. Em que pese eu ser uma 'mãe cuidadosa', o PAC está tendo sucesso por ter uma família grande: tios, primos, primas, avós, e todos muito zelosos. Quem são eles? São os ministros das áreas, Cidades, das Minas e Energia, vários ministros, mas também são os governadores e os prefeitos - afirmou.
Texto de Apoio: Fabiana Parajara
Pela primeira vez, a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, admitiu ser a mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em entrevista ao apresentador Jô Soares, nesta segunda-feira, em programa que pode ir ao ar ainda esta noite, Dilma afirmou que quando o PAC nasceu o objetivo era que o Brasil crescesse e solucionasse os gargalos de infra-estrutura. Dilma vem sendo apresentada como mãe do PAC pelo próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio das obras pelo país.- Muitos eram céticos, não acreditavam que fossem ser investidos R$ 500 bilhões no período. Em que pese eu ser uma 'mãe cuidadosa', o PAC está tendo sucesso por ter uma família grande: tios, primos, primas, avós, e todos muito zelosos. Quem são eles? São os ministros das áreas, Cidades, das Minas e Energia, vários ministros, mas também são os governadores e os prefeitos - afirmou.
Texto de Apoio: Fabiana Parajara
Esperto que se faz de bobo
"Guido Mantega (foto) parecia somente um tolo incompetente, um ministro para o presidente Lula desafrogar suas contrariedade e assim tentar dar uma satisfação, de tudo que vai mal em seu governo, mas a Operação Santa Tereza da Polícia Federal fez ver algo bem diferente. A honestidade do ministro da Fazenda deixa desejar.De escândalo em escândalo, pode-se ver que não existem honesto neste governo. Urge uma providência enérgica."(Giulio Sanmartini)
Levantando apenas levantando apenas parte do véu das irregularidades existentes no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No governo Lula, a corrupção começou na gestão de Guido Mantega, que revogou uma medida moralizadora tomada por seu antecessor Carlos Lessa e voltou a pagar comissão de 4% aos grandes bancos, por intermediação em operações acima de R$ 10 milhões.
Lessa eliminara o pagamento dessas vultosas comissões porque os financiamentos acima de R$ 10 milhões somente são concedidos a grandes empresas, que têm de demonstrar total capacidade de pagamento. A inadimplência dessas operações é próxima de zero, praticamente não há risco.
Nas operações abaixo de R$ 10 milhões, os bancos comerciais entram como intermediadores, mas o risco é deles. Se o cliente não pagar o financiamento, o banco intermediador tem de fazê-lo. E se o banco falir, o cliente passa a pagar diretamente ao BNDES, como no caso do Banco Santos.
Mantega, generosamente, restabeleceu as comissões dos bancos nas macrooperações sem risco, que concentram a grande maioria dos financiamentos do BNDES. Com isso, o BNDES passou a ter prejuízo de 4% em cada uma de suas operações para a Petrobras, Vale, Volks, Scania etc.
Assim, somente nos últimos três anos, o BNDES já perdeu muitos bilhões de reais com o pagamento dessas condições indevidas. Agora, com a Operação Santa Tereza surgem outros episódios de corrupção. No caso do empréstimo à prefeitura de Praia Grande (SP), o financiamento não foi de R$ 124 milhões, que já seria um total estarrecedor, em relação à capacidade de pagamento pela Prefeitura. O total chegou a R$ 155 milhões.
Foram R$ 124 milhões na operação principal, para "obras de drenagem, saneamento ambiental, além da recuperação e revitalização de áreas degradadas". Outros R$ 31 milhões foram destinados a diferentes projetos urbanos.
Por mais que o presidente Luciano Coutinho afirme que a operação foi regular, jamais conseguirá explicar por que destinou R$ 155 milhões à Prefeitura de Praia Grande o equivalente a 35% das receitas anuais do município, e para uma obra a ser feita por empreiteiras que financiam as campanhas eleitorais do prefeito Alberto Pereira Mourão (PSDB).
Nenhum banco jamais emprestaria recursos que equivalem a 35% da receita anual do tomador. Mal comparando, seria como se o BNDES repentinamente agraciasse a Prefeitura do Rio com um empréstimo de R$ 3,5 bilhões. Haveria um escândalo nacional, porque não há condições de tal empréstimo ser quitado pelas administrações futuras.
Nas operações abaixo de R$ 10 milhões, os bancos comerciais entram como intermediadores, mas o risco é deles. Se o cliente não pagar o financiamento, o banco intermediador tem de fazê-lo. E se o banco falir, o cliente passa a pagar diretamente ao BNDES, como no caso do Banco Santos.
Mantega, generosamente, restabeleceu as comissões dos bancos nas macrooperações sem risco, que concentram a grande maioria dos financiamentos do BNDES. Com isso, o BNDES passou a ter prejuízo de 4% em cada uma de suas operações para a Petrobras, Vale, Volks, Scania etc.
Assim, somente nos últimos três anos, o BNDES já perdeu muitos bilhões de reais com o pagamento dessas condições indevidas. Agora, com a Operação Santa Tereza surgem outros episódios de corrupção. No caso do empréstimo à prefeitura de Praia Grande (SP), o financiamento não foi de R$ 124 milhões, que já seria um total estarrecedor, em relação à capacidade de pagamento pela Prefeitura. O total chegou a R$ 155 milhões.
Foram R$ 124 milhões na operação principal, para "obras de drenagem, saneamento ambiental, além da recuperação e revitalização de áreas degradadas". Outros R$ 31 milhões foram destinados a diferentes projetos urbanos.
Por mais que o presidente Luciano Coutinho afirme que a operação foi regular, jamais conseguirá explicar por que destinou R$ 155 milhões à Prefeitura de Praia Grande o equivalente a 35% das receitas anuais do município, e para uma obra a ser feita por empreiteiras que financiam as campanhas eleitorais do prefeito Alberto Pereira Mourão (PSDB).
Nenhum banco jamais emprestaria recursos que equivalem a 35% da receita anual do tomador. Mal comparando, seria como se o BNDES repentinamente agraciasse a Prefeitura do Rio com um empréstimo de R$ 3,5 bilhões. Haveria um escândalo nacional, porque não há condições de tal empréstimo ser quitado pelas administrações futuras.
Lula, o grande irmão
Por Carlos ChagasAo assumir o primeiro mandato, mesmo sem ter lido o fenomenal "1984", de George Orwell, (foto) o presidente Lula decidiu copiar parte do singular modelo de governar exposto no texto.
Porque, pelo livro, aliás, escrito em 1937, os donos do poder ditatorial no mundo inteiro utilizavam o artifício de "duplipensar". Traduzindo: os povos, todos escravizados, deveriam acostumar-se a viver sabendo que amor era ódio, paz era guerra, preto era branco. E assim por diante.
O nosso "Grande Irmão" do lado de cá do mundo aprimorou a controversa estratégia. Não apenas passou a "duplipensar", como inaugurou o "dupligovernar".
Nos principais setores de atuação do governo, o Lula sobrepôs e continua até hoje aplicando conceitos, programas e personagens, uns contra os outros. Começou na política externa. O ministro de Relações Exteriores era e ainda é o embaixador Celso Amorin, mas, no Palácio do Planalto, a política externa era e ainda é conduzida pelo assessor especial, Marco Aurélio Garcia.
Não raro conflitam-se as metas de lá e de cá, como se confundem os interlocutores internacionais do Brasil. Mas teve e tem mais, porque o então chefe da Casa Civil, José Dirceu, despachou-se por meio mundo, celebrando acordos, acalmando credores e expondo uma terceira face da política externa brasileira.
Catapultado, Dirceu foi substituído pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que também percorre os vários continentes, exercendo funções que dentro da racionalidade seriam do Itamaraty.
Mas tem mais. Na política econômica, registraram-se desde o início o "duplipensar" e o "dupligovernar". Mandava Antônio Palocci, na Fazenda, ou mandava Henrique Meirelles, no Banco Central? Hoje, em vez de Palocci, entrou em campo Guido Mantega, mas a dualidade é a mesma. Luiz Furlan, no Desenvolvimento Industrial, como agora Miguel Jorge, parecem pilotos de um avião proibido de aterrissar, mesmo com o combustível esgotado.
No Meio Ambiente, outro video-tape dessa estranha maneira de governar. Com Marina Silva, até pouco, e agora com Carlos Minc, a política ambiental fugiu do respectivo ministério. O leme encontra-se disputado por Mangabeira Unger, Reinhold Stephanes e até pelo governador Blairo Maggi, de Mato Grosso, cada qual buscando a sua praia. Trata-se de uma sopa de letrinhas em alfabetos diversos, do latino ao árabe. Não dá para formar palavra alguma, quanto mais uma frase.
Os exemplos repetem-se todos os dias. Quem coordena e dirige a reforma agrária? O ministro da pasta, Guilherme Cassel, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, ou o ministro da Justiça, Tarso Genro?
Numa palavra, o "Grande Irmão" a todos confunde e a todos controla. Talvez por isso seja tão popular e, quem sabe algum dia, entre lágrimas, venhamos a reconhecer: amamos o "Grande Irmão"...
Catapultado, Dirceu foi substituído pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que também percorre os vários continentes, exercendo funções que dentro da racionalidade seriam do Itamaraty.
Mas tem mais. Na política econômica, registraram-se desde o início o "duplipensar" e o "dupligovernar". Mandava Antônio Palocci, na Fazenda, ou mandava Henrique Meirelles, no Banco Central? Hoje, em vez de Palocci, entrou em campo Guido Mantega, mas a dualidade é a mesma. Luiz Furlan, no Desenvolvimento Industrial, como agora Miguel Jorge, parecem pilotos de um avião proibido de aterrissar, mesmo com o combustível esgotado.
No Meio Ambiente, outro video-tape dessa estranha maneira de governar. Com Marina Silva, até pouco, e agora com Carlos Minc, a política ambiental fugiu do respectivo ministério. O leme encontra-se disputado por Mangabeira Unger, Reinhold Stephanes e até pelo governador Blairo Maggi, de Mato Grosso, cada qual buscando a sua praia. Trata-se de uma sopa de letrinhas em alfabetos diversos, do latino ao árabe. Não dá para formar palavra alguma, quanto mais uma frase.
Os exemplos repetem-se todos os dias. Quem coordena e dirige a reforma agrária? O ministro da pasta, Guilherme Cassel, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, ou o ministro da Justiça, Tarso Genro?
Numa palavra, o "Grande Irmão" a todos confunde e a todos controla. Talvez por isso seja tão popular e, quem sabe algum dia, entre lágrimas, venhamos a reconhecer: amamos o "Grande Irmão"...
Sem punições escândalo Renan completa um ano
Por Chico Bruno
Os leitores do Estadão tiveram a memória refrescada pelo repórter Guilherme Scarance sobre um assunto que ocupou a imprensa em 2007, mas que agora está totalmente apagado das mentes brasileiras.
É que no domingo, 25, fez exatamente um ano do escândalo envolvendo o senador Renan calheiros (PMDB-AL) e sua amante a jornalista Mônica Veloso.
Um caso rumoroso que ocupou a mídia durante meses a fio de 2007, que custou seis representações por quebra de decoro, cinco arquivadas e uma nunca levada ao Conselho de Ética e um inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto de 2007, que tramita em segredo de Justiça que ainda não teve decolou. Teve estar adormecido em alguma gaveta da PGR.
Os leitores do Estadão tiveram a memória refrescada pelo repórter Guilherme Scarance sobre um assunto que ocupou a imprensa em 2007, mas que agora está totalmente apagado das mentes brasileiras.
É que no domingo, 25, fez exatamente um ano do escândalo envolvendo o senador Renan calheiros (PMDB-AL) e sua amante a jornalista Mônica Veloso.
Um caso rumoroso que ocupou a mídia durante meses a fio de 2007, que custou seis representações por quebra de decoro, cinco arquivadas e uma nunca levada ao Conselho de Ética e um inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto de 2007, que tramita em segredo de Justiça que ainda não teve decolou. Teve estar adormecido em alguma gaveta da PGR.
Segundo Scarance, “em 25 de maio de 2007, veio às bancas a revista Veja com a denúncia de que o cacique alagoano - então um político influente, com acesso fácil ao Palácio do Planalto - tinha contas pessoais pagas por um lobista da empresa Mendes Júnior. Até a pensão de uma filha fora do casamento, com a jornalista Mônica Veloso, seria custeada pelo amigo. O senador negou, mas a artilharia se seguiu nos meses seguintes, após a confirmação de tudo por Mônica. Ao todo, Renan virou alvo de seis acusações: 1) ter contas pagas pela Mendes Júnior; 2) atuar em favor da Schincariol na Receita Federal e no INSS; 3) uso de laranjas na compra de duas rádios e um jornal; 4) arrecadação em ministérios do PMDB; 5) espionagem de dois senadores da oposição em Goiás; 6) autoria de emenda que destinou R$ 280 mil à empresa fantasma de ex-assessor.”
Orientado pelos caciques políticos José Sarney (PMDB-AP) e Jader Barbalho (PMDB-PA), Renan renunciou a presidência do Senado, foi absolvido de duas acusações pelo plenário da Casa e as demais foram desconsideradas.
Em sua reportagem, Scarence arremata:
“Restou apenas o inquérito policial número 2.593, aberto em 6 de agosto pelo STF, a pedido do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. A Polícia Federal levantou suspeitas sobre o patrimônio de Renan e ele teve o sigilo bancário e fiscal quebrado. A investigação, com 28 volumes, ainda não foi remetida pelo procurador-geral ao relator do caso no STF, Ricardo Lewandowski”.
Como sempre, os figurões da República conseguem empurrar para debaixo dos tapetes do Judiciário os seus mal feitos.
E assim segue a impunidade no Brasil, servindo de exemplo para que corrupção aos cofres públicos continue desviando os recursos dos nossos impostos, taxas e contribuições.
Orientado pelos caciques políticos José Sarney (PMDB-AP) e Jader Barbalho (PMDB-PA), Renan renunciou a presidência do Senado, foi absolvido de duas acusações pelo plenário da Casa e as demais foram desconsideradas.
Em sua reportagem, Scarence arremata:
“Restou apenas o inquérito policial número 2.593, aberto em 6 de agosto pelo STF, a pedido do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. A Polícia Federal levantou suspeitas sobre o patrimônio de Renan e ele teve o sigilo bancário e fiscal quebrado. A investigação, com 28 volumes, ainda não foi remetida pelo procurador-geral ao relator do caso no STF, Ricardo Lewandowski”.
Como sempre, os figurões da República conseguem empurrar para debaixo dos tapetes do Judiciário os seus mal feitos.
E assim segue a impunidade no Brasil, servindo de exemplo para que corrupção aos cofres públicos continue desviando os recursos dos nossos impostos, taxas e contribuições.
No coração do Nordeste
Por Laurence Bittencourt LeiteUm dia depois que meu amigo e uma das melhores cabeças dessa terra chamada Natal, Adauto Medeiros, escrever artigo em um dos jornais locais (aqui em Natal), mostrando a farsa e o absurdo com que alguns dirigentes da Petrobrás, em especial o diretor de exploração do órgão, Guilherme Estrela,
ainda insistem em falar em reestatizar totalmente a Petrobrás, o diretor geral da Agencia Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima (foto), ligado, percebam, ao PCdoB, afirmava na Câmara dos Deputados que se o Brasil não cumprir os planos de avaliação e desenvolvimento para o petróleo, “a auto suficiência do país pode ficar comprometida, a partir de 2010”.
Em um país como o nosso uma informação como essa, claro, cai em ouvido de mercador.
De qualquer forma é bom esperar. Mas Adauto Medeiros, que é um dos construtores reais dessa nossa cidade, dizia que mesmo com a descoberta dos novos campos de Petróleo na Bacia de Santos – Tupi e da Carioca -, era necessário continuar o processo de leilões para a exploração dos novos campos de petróleo. Leia-se “processo de leilão para a exploração do petróleo”, a continuidade da privatização nessa exploração.
Pois foi exatamente o mesmo que disse o (seria errado dizer “ex-comunista”?) o presidente da ANP, Haroldo Lima, chegando ao ponto de dizer que o governo não poderia parar com as licitações (repito, leia-se privatização), sob pena de andarmos para trás. Como esclarecimento basta dizer que em 1995 os estados e municípios do Nordeste receberam de royalties 40 milhões de reais. A partir de 1996 com a quebra do monopólio esses números subiram para mais de 1 bilhão de reais. Diante desses dados, é que Lima criticou duramente a demora do governo na liberação dos leilões. Havia um leilão marcado para o inicio do ano, mas o governo simplesmente adiou, sem remarcar uma nova data.
A idéia, claro, por trás dos leilões é aumentar a produtividade na extração de petróleo no país, e isso só vem sendo feito através da iniciativa privada com a quebra do monopólio. Era isso que Adauto falava, e foi isso que o dirigente do PCdoB alertou. Claro, que esse é um assunto tão árido que é impossível imaginar o povão sabendo dessas coisas. Mas o povão não sabe nem tem interesse sequer pela corrida municipal (mais de 70% da população não tem a menor idéia de quem seja os candidatos ou mesmo de que vá haver eleições esse ano) quanto mais saber algo sobre um assunto voltado para especialistas. Mas os nossos problemas não residem na massa e sim nas chamadas elites políticas e econômicas.
Produtividade, aumento no salário real, só se faz com geração de emprego, que só ocorre pela iniciativa privada. O exemplo maior continua sendo o Nordeste. A coisa é tão acintosa que basta pensarmos no Bolsa família, que segundo o jornal Tribuna do Norte deste final de semana, já atinge 33,5% das famílias do nosso Estado. É um percentual imenso. É nessa ajuda que o PT faz maioria nos votos. Mas a idéia por trás do programa (que diga-se não foi do PT) não se sustenta como um projeto socialista ou comunista. Traduzindo: sem a produtividade capitalista não se pode transferir impostos, que é o que o Bolsa família faz. É preciso, portanto, que haja produtividade privada para que possa ser possível transferir (não distribuir que é outra coisa) impostos. A derrocada de todos os países comunistas foi porque depois da tomada de poder, faltou aqueles que sabem e querem produzir. Sem isso o regime faliu. Por isso que no Brasil o Bolsa família se sustenta. É dialético.
Só para se ter uma idéia ainda maior da nossa aridez, este ano o país (leia-se o setor agrícola) irá produzir 140 milhões de toneladas. No entanto, este mesmo setor para conseguir produzir este montante e colocar comida na mesa de todos nós, terá uma divida de 70 bilhões de reais. Percebam: 70 bilhões de reais. Enquanto isso, o governo deu a fundo perdido ao MST e ao Programa Nacional de Agricultura Familiar, 73 bilhões de reais, que não foram usados para produzir um grão de feijão segundo dados recentes, do jornal “O Globo”, extraídos de fontes do próprio governo.
Sem a produtividade privada nem a Petrobrás seria a mesma, como o governo não teria impostos para manter o Bolsa família e consequentemente ter sua popularidade em alta. O resto é puro populismo e discurso para inglês ver. Ou para o Nordeste ver.
Pois foi exatamente o mesmo que disse o (seria errado dizer “ex-comunista”?) o presidente da ANP, Haroldo Lima, chegando ao ponto de dizer que o governo não poderia parar com as licitações (repito, leia-se privatização), sob pena de andarmos para trás. Como esclarecimento basta dizer que em 1995 os estados e municípios do Nordeste receberam de royalties 40 milhões de reais. A partir de 1996 com a quebra do monopólio esses números subiram para mais de 1 bilhão de reais. Diante desses dados, é que Lima criticou duramente a demora do governo na liberação dos leilões. Havia um leilão marcado para o inicio do ano, mas o governo simplesmente adiou, sem remarcar uma nova data.
A idéia, claro, por trás dos leilões é aumentar a produtividade na extração de petróleo no país, e isso só vem sendo feito através da iniciativa privada com a quebra do monopólio. Era isso que Adauto falava, e foi isso que o dirigente do PCdoB alertou. Claro, que esse é um assunto tão árido que é impossível imaginar o povão sabendo dessas coisas. Mas o povão não sabe nem tem interesse sequer pela corrida municipal (mais de 70% da população não tem a menor idéia de quem seja os candidatos ou mesmo de que vá haver eleições esse ano) quanto mais saber algo sobre um assunto voltado para especialistas. Mas os nossos problemas não residem na massa e sim nas chamadas elites políticas e econômicas.
Produtividade, aumento no salário real, só se faz com geração de emprego, que só ocorre pela iniciativa privada. O exemplo maior continua sendo o Nordeste. A coisa é tão acintosa que basta pensarmos no Bolsa família, que segundo o jornal Tribuna do Norte deste final de semana, já atinge 33,5% das famílias do nosso Estado. É um percentual imenso. É nessa ajuda que o PT faz maioria nos votos. Mas a idéia por trás do programa (que diga-se não foi do PT) não se sustenta como um projeto socialista ou comunista. Traduzindo: sem a produtividade capitalista não se pode transferir impostos, que é o que o Bolsa família faz. É preciso, portanto, que haja produtividade privada para que possa ser possível transferir (não distribuir que é outra coisa) impostos. A derrocada de todos os países comunistas foi porque depois da tomada de poder, faltou aqueles que sabem e querem produzir. Sem isso o regime faliu. Por isso que no Brasil o Bolsa família se sustenta. É dialético.
Só para se ter uma idéia ainda maior da nossa aridez, este ano o país (leia-se o setor agrícola) irá produzir 140 milhões de toneladas. No entanto, este mesmo setor para conseguir produzir este montante e colocar comida na mesa de todos nós, terá uma divida de 70 bilhões de reais. Percebam: 70 bilhões de reais. Enquanto isso, o governo deu a fundo perdido ao MST e ao Programa Nacional de Agricultura Familiar, 73 bilhões de reais, que não foram usados para produzir um grão de feijão segundo dados recentes, do jornal “O Globo”, extraídos de fontes do próprio governo.
Sem a produtividade privada nem a Petrobrás seria a mesma, como o governo não teria impostos para manter o Bolsa família e consequentemente ter sua popularidade em alta. O resto é puro populismo e discurso para inglês ver. Ou para o Nordeste ver.
Assinar:
Postagens (Atom)




