13 de mar. de 2008

Que delícia de genro...

Do Claudio Humberto

O empresário César Mata Pires, dono da construtora OAS, casou-se com Teresa, filha do cacique baiano Antônio Carlos Magalhães. Daí em diante passou a ganhar muitas obras e dinheiro, tornando-se das maiores empresas do setor no Brasil. Por isso a OAS ganhou dois apelidos dos baianos: Obras Arranjadas pelo Sogro e Obrigado Amigo Sogro. Agora o genro e sua mulher brigam com a família pelo espólio financeiro de ACM, e conseguiram mandado judicial para bisbilhotar os objetos de valor da residência do senador. A OAS passa a significar Objetos Arrancados da Sogra.

2 comentários:

  1. ACM NO OUTRO MUNDO
    Miguezim de Princesa(Codinome de um delegado da Polícia Civil do Distrito Federal).

    Numa sessão em Angola,
    O meu amigo Raimundo
    Recebeu alma penada
    Que num contar bem profundo
    Narrou a fundo a chegada
    De ACM no outro mundo.

    Todo vestido de branco,
    Pois já tinha trocado o terno,
    ACM se postou
    Na entrada do inferno
    Para onde foi direto
    A mando do Pai Eterno.

    Carregando água de cheiro,
    Viu-se um cordão de baianas
    Esperando o grande líder
    Numa comitiva bacana
    Com mais de 100 deputados
    E um cão comendo bananas.

    Apareceu Lúcifer:
    Com um chicote na mão
    E a cara muito amarrada,
    Foi logo dizendo, então,
    Que entre o babalaô,
    Hoje tem reunião.

    Duma grande mesa de ferro
    Já foram se aproximando.
    Na cabeceira da mesa,
    ACM foi sentando;
    Lúcifer deu um pinote
    E começou protestando:
    - Aqui, quem manda sou eu,
    Eu sou o rei da folia!
    Pra comer acarajé
    Tem de pedir à minha tia
    Já falei pra Juraci
    Que aqui não é a Bahia!

    ACM não falou
    Durante a reunião,
    Fingiu concordar com tudo
    Que viu na resolução,
    Disse: “Tou com Lúcifer,
    Vou apertar sua mão”.

    Junto com seis senadores
    Começou a passear,
    A cumprimentar o povo
    Que encontrou no lugar,
    Nas esquinas do Inferno
    Desandou a discursar.

    Lúcifer tava dormindo,
    Acordou de supetão,
    Pela brecha da janela
    Viu muita aglomeração
    E ao redor de ACM
    Toda espécie de cão.

    “O Inferno está sem graça”;
    “Queremos animação”;
    “Lúcifer é um moleza,
    Não rouba nem tem ação”
    - assim pediam nas faixas
    Do diabo a deposição.

    Lúcifer inda propôs
    Dois turnos de eleição,
    ACM fincou pé
    Que não aceitava, não,
    Pois a vontade do povo
    Pedia deposição.

    Lúcifer sai correndo,
    Pulou um grande portão,
    Encontrou do outro lado
    Seu amigo Lampião.
    Disse: “O homem tá com a gota,
    Quer fazer revolução!”
    - A hora é de resistir –
    Exclamou Chico Pinguelo.
    - Vamos botar pra feder –
    Animou-se João Tranguelo.

    - ACM hoje vai ver
    Como se come farelo!
    Aí, começou uma guerra
    (Cacete de cão com cão):
    A turma de ACM
    Deitou abaixo o portão,
    Tinha até uma quitandeira
    Com uma vassoura na mão.

    No exército de ACM
    Se viam até generais;
    Lúcifer tinha cangaceiros
    Que não acabavam mais
    Pra defender o portão,
    Reduto de Satanás.

    O grande Lucas da Feira
    Se agarrou com Pinochet,
    Arrancou o seu bigode
    Com uma agulha de crochê,
    Deu uma facada em Videla,
    Botou Médici pra correr.

    O Cão-Coxo de um pinote
    Uma tora de pau pegou,
    Zuniu a tora no vento
    Chega a direção mudou,
    Meteu em Garrastazu,
    A tora pegou no sul
    Que o norte sentiu a dor.

    ACM quase morre
    Na volta de Cão-Ligeiro,
    Escapou manco de uma perna
    Por dentro do marmeleiro,
    Escoltado por uma diaba
    Com um pau de bater tempero.

    Corisco acertou um tiro
    No general Golbery;
    Castelo Branco, com medo,
    Começou fazer xixi;
    Lampião disse só falta
    Do nosso lado Waldir.
    Apareceu Costa e Silva,
    Sem saber por quem lutava;
    Ernesto Geisel num canto
    Com Figueiredo falava,
    Enquanto o Cabeça Branca
    Na capoeira escapava.

    Se mandou em retirada,
    Pegou o caminho do Céu,
    Deu um esbregue em São Pedro,
    Uma bicuda em São Miguel
    E ainda pirraçou
    O arcanjo Gabriel.

    Na porta do paraíso
    Quando ACM chegou,
    Ofegante e agitado,
    A santidade esnobou
    E disse para São Pedro:
    - Não falo com assessor

    Mandaram chamar Jesus
    (Quem chamou foi São Tomé),
    ACM se exaltou,
    Fez o maior rapapé:
    - Eu só falo é com o pai dele,
    Daqui não arredo pé!

    Jesus Cristo então pediu
    O parecer de Maria.
    Ela pensou direitinho
    Enquanto o Inferno ardia:
    - Se o Inferno não agüenta,
    Se aqui ele não entra,
    Só voltando pra Bahia.

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  2. .
    Depois de tantas porcarias escritas, agora estão chegando aonde eu preví que chegassem...

    "Chegar aí" é um direito de quem queira escrever — até porque não parece muito difícil de provar, por força do passado e do "presente" do autor da herança, que compromente mesmo todo o futuro de suas próximas gerações — que haja muita irregularidade na constituição da fortuna de ACM.

    O que me "incomoda" de fato é sentir-me manipulado, "operado", industriado por quem se pretenta muito inteligente e ishshshspéaarrrtu nos meios de comunicação.

    Caramba! A certa altura (e "de orelha"), íamos discutindo um espólio no qual o monte mor partilhável já superava 150% de si mesmo!!!

    Por isso, precisamos estar criticamente atentos à essas "informações" que nos chegam, mais para desinformar do que para qualquer outra coisa, bem ao tipo de campanhas — e neste caso, evidentemente difamatórias.

    Percebem agora? O mote da inexistente "violência" pelo certamente justificado arrombamento da casa da viúva era só o primeiro capítulo de vários para criar-se aversão a alguém!

    Enquanto isso, a massa (nós) era(mos) atiçada(os) para discutir sobre temas que em geral não domina(mos) e a manifestar as mais impróprias e atécnicas opiniões, tal como se fosse um "warm up" da corrida maluca que só está começando!

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