De acordo com matéria da Folha de SP de hoje (leia aqui - para
assinantes), a desembargadora Selene Maria de Almeida, do TRF da 1ª Região, concedeu liminar suspendendo as licenças concedidas pelo governo de Mato Grosso a cinco usinas previstas em um complexo hidrelétrico em construção no rio Juruena, na região oeste do Estado.As cinco usinas, diz a Folha de SP, pertencem ao consórcio Juruena Participações S.A., da Linear Participação e Incorporações e da MCA Energia e Barragens. A construção de três delas havia sido iniciada. As demais estão em fases distintas de licenciamento ambiental e serão construídas pela Maggi Energia, do governador Blairo Maggi (PR).
Comentário: Em junho de 2007 publiquei nesta coluna o artigo o “A tirania da retidão” (que você lê na íntegra aqui), onde contava que o BNDES havia liberado R$ 360 milhões para a construção do parque gerador de energia elétrica no Juruena. O artigo dizia:
As cinco fazem parte do Consórcio Juruena, que foi composto em dezembro de 2002 pela Linear Participações e Incorporações, pela MCA Engenharia e Barragem [ambas do tucano suplente de deputado estadual Carlos Avalone (PSDB)], e pela Maggi Energia S/A. Esta última, notoriamente, de propriedade do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi. Segundo consta, o grupo empresarial do governador ainda é partícipe do Consórcio.Quando foi publicado o artigo, o deputado Carlos Avalone informou a esta coluna que o governador já não fazia parte do Consórcio.
O jornal informa ainda que a desembargadora diz em seu despacho que a Sema (Secretaria Estadual de Meio Ambiente) não é competente para licenciar as obras, em razão dos impactos, diretos e indiretos, que serão causados a cinco etnias indígenas da região.
Pois bem, ainda no texto de 2007 estava escrito:
Autorizações dadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente do estado de MT, do qual um dos empresários interessados é o próprio governador... Os trâmites desse processo que envolvem os interesses de Blairo Maggi podem ter corrido normalmente, mas o silêncio como ele tramitou deixará sempre a dúvida de que ocorreu o uso do cargo público em benefício privado.Concluindo, a verdade é que precisamos de energia elétrica, a construção de PCHs é importante para o desenvolvimento do país, mas as coisas devem ser feitas de forma a seguir as leis e sem que haja suspeita de tramóias ou privilégios para uns em detrimento da maioria.
É, Adriana, MT está em todas, hein? Onde tem cheiro de esquemão, até me dá saudade dos meus alunos, porque a gente começa assim a chamada:
ResponderExcluirNº1- corrupção federal...
Resp: presente
nº 2 - corrupção de MT
Resp: presente...