
Nós três estávamos observando as pessoas e chegamos à conclusão que o comportamento humano é absolutamente complexo e curioso. O homem é capaz desenvolver características interessantes, algumas vezes para se adaptar a uma situação externa ou uma questão de sobrevivência. O programa Big Brother mostra bem isso. A personalidade diante de situações de tensão extrema.
Eu, eu mesma e Adriana, lembramos do Edson Arantes do Nascimento quando comentava algum fato ou feito do Pelé. Ele se referia a ele mesmo como se fosse outra pessoa. Esse comportamento é muito comum no meio político onde se costuma criar uma imagem, ou melhor, criar um personagem e a pessoa acaba se referindo a ele mesmo como se fosse outra pessoa. Gente, isso é muito complicado de administrar. Deve ser a tal da síndrome da terceira pessoa. O político nunca faz nada, é sempre “ele”, entende? Uma entidade, igual ao tal “Sistema”. Sabe quando reclamamos de algum serviço e a pessoa diz que foi o sistema? Ou então a babá do programa Muppet Babies, você sabe que existe, mas nunca vê. Então.
Paulo Maluf é um bom exemplo. Outro dia Arnaldo Jabor disse que descobriu que há dois Paulos Malufs, um que é deputado no Brasil e outro que está sendo processado em Nova York. É interessante isso. Nós, quer dizer, eu, eu mesma e Adriana, chegamos a nos confundir e enxergar dois Paulos Malufs.
Vários políticos apresentam o mesmo comportamento, mas um em especial chamou a atenção de vários leitores que me escreveram. O caso do apresentador, cantor e deputado estadual Walter Rabello (PMDB/MT). Ele incorporou essa síndrome e criou um personagem, o Walter Rabello. Parecem ser duas pessoas distintas. Existe o apresentador de televisão que canta e o deputado. O vi falando com um telespectador algo como: “você pode aguardar que Walter Rabello vai estar presente” ou “Walter Rabello vai resolver essa situação”. Como se não fosse ele mesmo. Parece que ele é o apresentador e o outro é uma entidade que o acompanha e o usa como instrumento para se expressar.
A diferença do comportamento do Pelé e do deputado, é que Pelé é um personagem criado pelo Edson, com nome, personalidade e atividades diferentes. Já o deputado criou uma entidade dele mesmo que parece falar ao seu ouvido o que é para ser dito. Intrigada, fui atrás de informações e descobri que esse comportamento não só é mais comum que imaginava, como tem nome e sobrenome. Chama-se Transtorno Dissociativo de Identidade.
As causas podem ser variadas, desde uma crise ou trauma, até como uma autodefesa diante do novo, uma forma de escudo protetor. É diferente do Transtorno Bipolar que é alteração de humor e de comportamento, atualmente muito comum nos partidos políticos brasileiros. O Transtorno Dissociativo é a presença de duas ou mais identidades que assumem o controle do comportamento alternadamente. O número de identidades depende do grau do transtorno.
Uma psiquiatra escreveu que, apesar de não ser comum, pode ocorrer “casos em que as identidades se conhecem. Elas podem se comunicar por vozes, que a pessoa portadora do Transtorno escuta, criticando umas às outras e entrando em conflito. Algumas vezes, uma ou mais identidades interrompem atividades para colocar outras em situações incômodas”.
Que coisa complicada, hein? Mas até que seria legal se cada político tivesse uma entidade crítica zumbindo em seus ouvidos.
Quanto ao nome do artigo, é uma homenagem ao filme: “Eu, eu mesmo e Irene”, uma comédia onde o ator Jim Carrey vive um policial que sofre de Transtorno Dissociativo, controlado até que suas duas faces se apaixonam pela mesma mulher, Irene.
A diferença do comportamento do Pelé e do deputado, é que Pelé é um personagem criado pelo Edson, com nome, personalidade e atividades diferentes. Já o deputado criou uma entidade dele mesmo que parece falar ao seu ouvido o que é para ser dito. Intrigada, fui atrás de informações e descobri que esse comportamento não só é mais comum que imaginava, como tem nome e sobrenome. Chama-se Transtorno Dissociativo de Identidade.
As causas podem ser variadas, desde uma crise ou trauma, até como uma autodefesa diante do novo, uma forma de escudo protetor. É diferente do Transtorno Bipolar que é alteração de humor e de comportamento, atualmente muito comum nos partidos políticos brasileiros. O Transtorno Dissociativo é a presença de duas ou mais identidades que assumem o controle do comportamento alternadamente. O número de identidades depende do grau do transtorno.
Uma psiquiatra escreveu que, apesar de não ser comum, pode ocorrer “casos em que as identidades se conhecem. Elas podem se comunicar por vozes, que a pessoa portadora do Transtorno escuta, criticando umas às outras e entrando em conflito. Algumas vezes, uma ou mais identidades interrompem atividades para colocar outras em situações incômodas”.
Que coisa complicada, hein? Mas até que seria legal se cada político tivesse uma entidade crítica zumbindo em seus ouvidos.
Quanto ao nome do artigo, é uma homenagem ao filme: “Eu, eu mesmo e Irene”, uma comédia onde o ator Jim Carrey vive um policial que sofre de Transtorno Dissociativo, controlado até que suas duas faces se apaixonam pela mesma mulher, Irene.
2 comentários:
Hay que saberlo, ¿pero si no saber, para que saber?
"Sei lá, entende", Adriana?
Adriana,
Acho que no caso do Pelé, entende, é compreensível, entende?, afinal o cara tem que enfrentar o mundo todo, entende?, lidar com multidões, entende?, que fazem dele um Deus, entende?
Pensa bem: na África, entende?, tem africano que pensa ele ter vindo do céu, entende?
Este dá para aceitar, entende? Mas os outros? Não entendo não...
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