Carlos Chagas, em sua coluna, escreve o que manda a ética e o bom senso, quando o presidente da República vê acusado de improbidade um seu auxiliar. E cita como exemplo Itamar Franco, citando seu chefe da Casa Civil e amigo Henrique Hargreaves.. Quando foi acusado, Itamar não pensou um minuto e o licenciou até que provesse sua inocência. Chagas poderia também citar o fato do ministro da Fazenda Eliseu Rezende (que antecedeu Fernando Henrique Cardoso e o Plano Cruzado). O ministro foi acusado de favorecer uma empreiteira na concessão de créditos para exportações e de ficar hospedado no Plaza de Nova York por conta dessa empreiteira. O próprio Itamar conta como resolveu a questão: 'Eliseu, você sabe da estima que eu lhe tenho, mas, no momento em que o Senado começa a discutir se você pagou ou não sua conta em Nova York, não há como você continuar como ministro da Fazenda, porque sempre vai perdurar uma coisa menor, mas que é maior para quem é ministro da Fazenda. Então, por favor, eu não posso continuar com você’. Eu o exonerei naquela noite. Somos amigos até hoje. Você tira as pessoas e pode até voltar com elas depois, mas tem de mostrar à opinião pública que você está atento a qualquer sombra de irregularidade”.Lula, parte do princípio que todos são inocentes salvo prova em contrário. Tem até razão, mas o faz de forma tão insistente e insustentável, que deixa a suspeita de conivência na irregularidade. Será que é? (G.S.)
(*) Clicar em "Leia mais" para ter acesso à nota de Carlos Chagas.
SAUDADES DO ITAMAR
Dá saudade dos tempos do Itamar. Estivesse hoje na presidência da República e o ministro Silas Rondeau teria sido afastado, com todo respeito e educação, mas implacavelmente, para que fosse defender-se das acusações que o atingem. Provando sua inocência, retornaria, até reforçado, como aconteceu com muitos, inclusive Henrique Hargreaves, então chefe da Casa Civil e principal assessor presidencial. Porque, dizia Itamar Franco, o primeiro passo para acabar com a impunidade é a exposição do acusado. Demonstrando-se vítima de alguma armação, haveria que confiar na Justiça, mas fora do cargo.
Lula segue outra cartilha. Custou a livrar-se de José Dirceu, alegando o princípio jurídico de que todo mundo é inocente até que se prove a culpa. Só que em política não pode ser assim. Em especial quando os exemplos se multiplicam, em matéria de corrupção, envolvendo agentes do poder público e empreiteiras.
Dá saudade dos tempos do Itamar. Estivesse hoje na presidência da República e o ministro Silas Rondeau teria sido afastado, com todo respeito e educação, mas implacavelmente, para que fosse defender-se das acusações que o atingem. Provando sua inocência, retornaria, até reforçado, como aconteceu com muitos, inclusive Henrique Hargreaves, então chefe da Casa Civil e principal assessor presidencial. Porque, dizia Itamar Franco, o primeiro passo para acabar com a impunidade é a exposição do acusado. Demonstrando-se vítima de alguma armação, haveria que confiar na Justiça, mas fora do cargo.
Lula segue outra cartilha. Custou a livrar-se de José Dirceu, alegando o princípio jurídico de que todo mundo é inocente até que se prove a culpa. Só que em política não pode ser assim. Em especial quando os exemplos se multiplicam, em matéria de corrupção, envolvendo agentes do poder público e empreiteiras.
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