Por Laurence Bittencourt Leite,Fica difícil para um simples mortal como eu entender e mais ainda explicar essa contradição econômica exposta no título desse artigo, entre os dois países. Mas vamos lá. Na verdade, creio que o mais difícil a China já fez, que foi sair do maoismo (Mao Tsé Tung) radical, ou seja, de uma economia estatal pura planificada e ineficiente para uma economia de mercado, e que por isso mesmo, tem levado o gigante asiático a receber investimentos estrangeiros maciços, justamente por ter criado um ambiente econômico capaz de criar o interesse do capital mundial.
E, é bom saber, capital não tem pátria. Há um internacionalismo no capital moderno, o que termina resultando em criação de ambientes democráticos, liberais e abertos. Tal questão nós não vemos no Brasil. Infelizmente (ao contrario do que Lula disse com a China) temos que constatar que não somos um país capitalista. A nossa mentalidade continua sendo anticapitalista.
Basta dizer o seguinte: um dos maiores ataques ao sistema capitalista é sua propensão e criação do chamado mundo de massas. A critica dos comunistas a esse mundo de massas rende dividendos (um paradoxo!) acadêmicos até hoje para muita gente, a começar pelos teóricos da Escola de Frankfurt, Adorno, Hockeimer, Walter Benjamim (esse menos), Herbert Marcuse, e outros menos votados. Mas sem esse mundo de massas como baratear o preço de um produto? Como dá acesso a livros e mais livros, inclusive os dos próprios autores da Escola de Frankfurt? E esse mesmo mundo de massa só tem sua existência exatamente na inclusão ao consumo de um número cada vez maior de pessoas. É sua lógica.
Já a “lógica” comunista (será que podemos falar em lógica comunista?) ou do Estado, estatismo, para o mundo de massas inexiste, sendo na verdade excludente, isso dentro do espírito capitalista, que pressupõe a liberdade de mercado, coisa ou algo negado pelo comunismo, sendo este o que se chama de uma “economia” planejada. É o velho de desejo de moldar a vida humana, de controlar. Isso teoricamente. Por isso o comunismo é bom de teoria, mas um desastre na prática. Como isso é velho! Como é. A frase de Roberto Campos continua atualíssima: o comunismo é ótimo de intenções e péssimo de resultados, já o capitalismo é péssimo de intenções e ótimo de resultados.
Mas por que apesar da “aceleração” do crescimento, o Brasil não anda? Continuamos sendo um país extramemente fechado, apesar de todo discurso contrário. E segundo porque não conseguimos criar um ambiente favorável ao investimento estrangeiro (a poupança privada nacional é sugada pelo governo para pagar a “máquina”). Apesar de a cada eleição de governo vir à baila o tema das reformas, elas nunca saem do papel. Mas como sair do papel se esses mesmos governos (leia-se os políticos) não querem? Quem quer perder receita, como eles dizem? Ninguém perde, só quem continua perdendo é a sociedade, que continua pagando a conta. Como isso é velho também.
Mas quem tem alguma noção de economia sabe que as empresas brasileiras estão carentes de capital de giro (qual o partido que entende o que seja uma folha de pagamento?) o que impede os investimentos e as grandes (médias também) empresas nacionais e estrangeiras, estão sufocadas com uma carga tributaria onerosa. E os governos ainda falam que não podem perder receita. Pode isso? Mas para que receita? Para comprar os mensaleiros? Em nosso país a primeira coisa que se faz quando algum político assume o governo, é fortalecer o Estado e conseqüentemente empobrecer a sociedade. Duvido que depois de quatro anos tendo à frente Elias Fernandes (político aqui do meu Estado escolhido para comandar o Departamento de Obras Contra a Seca) no Dnocs, que essa coisa chamada de “Obras contra a seca” resolva o problema em definitivo. Duvide-ó-dó. Óbvio que também prefiro um norte-rio-grandense, mas é a mentalidade eternamente a mesma que me preocupa e não esse oba-oba pelo cargo. Ora, a dita “reforma” (igual ao nosso plano diretor) da previdência que em 2006 sugou dos impostos 34 bilhões de reais, tem urgência em ser feita, mas é difícil porque fere interesses de toda a maquina estatal. Continuo dizendo, o nosso grande mal, eterno, é o Estado. Nisso os chineses a duras penas aprenderam o caminho. Nós? Nós continuamos...continuamos....continuamos...
laurencebleite@zipmail.com.br
Mas por que apesar da “aceleração” do crescimento, o Brasil não anda? Continuamos sendo um país extramemente fechado, apesar de todo discurso contrário. E segundo porque não conseguimos criar um ambiente favorável ao investimento estrangeiro (a poupança privada nacional é sugada pelo governo para pagar a “máquina”). Apesar de a cada eleição de governo vir à baila o tema das reformas, elas nunca saem do papel. Mas como sair do papel se esses mesmos governos (leia-se os políticos) não querem? Quem quer perder receita, como eles dizem? Ninguém perde, só quem continua perdendo é a sociedade, que continua pagando a conta. Como isso é velho também.
Mas quem tem alguma noção de economia sabe que as empresas brasileiras estão carentes de capital de giro (qual o partido que entende o que seja uma folha de pagamento?) o que impede os investimentos e as grandes (médias também) empresas nacionais e estrangeiras, estão sufocadas com uma carga tributaria onerosa. E os governos ainda falam que não podem perder receita. Pode isso? Mas para que receita? Para comprar os mensaleiros? Em nosso país a primeira coisa que se faz quando algum político assume o governo, é fortalecer o Estado e conseqüentemente empobrecer a sociedade. Duvido que depois de quatro anos tendo à frente Elias Fernandes (político aqui do meu Estado escolhido para comandar o Departamento de Obras Contra a Seca) no Dnocs, que essa coisa chamada de “Obras contra a seca” resolva o problema em definitivo. Duvide-ó-dó. Óbvio que também prefiro um norte-rio-grandense, mas é a mentalidade eternamente a mesma que me preocupa e não esse oba-oba pelo cargo. Ora, a dita “reforma” (igual ao nosso plano diretor) da previdência que em 2006 sugou dos impostos 34 bilhões de reais, tem urgência em ser feita, mas é difícil porque fere interesses de toda a maquina estatal. Continuo dizendo, o nosso grande mal, eterno, é o Estado. Nisso os chineses a duras penas aprenderam o caminho. Nós? Nós continuamos...continuamos....continuamos...
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