29 de out. de 2007

Inventando uma constituição

Por Giulio Sanmartini

A Constituição de 1988, dita cidadã e com inexplicáveis cláusulas “pétreas”, mas que agora revelou-se até ilegal numa inclusão de cláusulas fajutas, feita por Ulisses Guimarães (foto), em conivência com o atual ministro da Defesa, o falastrão, Nelson Jobim. Essa Carta foi feita exclusivamente para levar Ulisses ao poder, vejamos:
Ela incluía o que foram chamados “Atos das Disposições Transitórias”. Em 1989, aconteceriam as eleições diretas para presidente que Ulisses pensava em vencer, como não foi assim ele sacou alguns truques constantes desses tais Atos. No Art 2° por plebiscito deveria ser definido o sistema de governo se presidencialista ou parlamentarista, mas aí chegou o gaiato deputado Cunha Bueno e exigiu que deveria entrar a forma ou república ou uma monarquia constitucional. Ficou tudo certo, mas meio torto e ridículo.
Ulisses tinha certeza que com o parlamentarismo, seria primeiro ministro e sabia ser impossível qualquer governo com a Constituição “Cidadã” que ele fizera, assim no Art. 3° logo após a escolha da forma e do sistema o Congresso faria uma revisão constitucional, e o “doutor” Ulisses perpetuaria-se no poder. Estava se preparando para a campanha do parlamentarismo quando foi vitimado por acidente aéreo e a coisa ficou mais ao menos assim como está.
Sérgio Couto escreve sobre a Constituição, mostrando que é um exercício de utopias: “E o que temos hoje? Um Estado pantagruélico, insaciável, voraz, que exige de seu cidadão carga tributária inédita e fantástica. Há quem diga que trabalhamos quatro meses ao ano só para pagar o fisco famélico. E o que a máquina estatal devolve aos cidadãos?”. Segue mostrando, item por item as deficiências brasileiras, a começar pela saúde e terminando na segurança pública, sem deixar de fora a educação e transportes

Leia a matéria no Jornal do Brasil online

2 comentários:

Anônimo disse...

Eu sempre achei que a múmia do Ulisses merecia um fim pior... Este post lava a minha alma! Eu não estava errado!

ma gu disse...

Alô, Giulio.

Belíssima inserção. Como vê, Antonio Augusto Carvalho não está sozinho. Nem se pode falar falar de múmia, porque múmia precisa ter corpo presente. Aqui não é o caso. E acho que ele não foi vitimado, como você diz. Ele foi varrido do planeta, o que nos deixa alguma esperança de que há alguém ainda olhando por nós, apesar do sapo barbudo, talvez um mal necessário para acordar este povo dormente.