A verdade é uma só, mas como para o esquerdopata apenas ele é detentor dela, nada como ocupar todas as instituições para nos impor as suas “verdades”, como uma religião.
O artigo abaixo mostra a ocupação do IPEA, aos poucos, na surdina, assim como já fizeram em parte de tantas instituições, como o MP e as universidades, tudo objetivando a formação de novos discípulos para continuar a pregação da ideologia que matou mais de 100 milhões de pessoas pelo mundo em nome da “igualdade entre os homens”.
Um trecho abaixo do artigo de Guilherme Barros, da Folha de São Paulo, onde Delfin Neto comenta o caso. Antes que venha a patrulha, não custa lembrar que Delfin foi um freqüente conselheiro de Antonio Palocci quando este era ministro. Não sei se é do Mantega.
”Delfim lembrou-se do período do autoritarismo e de sua convivência com o Ipea, quando ministro: "Nunca houve censura de nenhuma natureza no Ipea. No período da ditadura, eles atacavam a ditadura à vontade e ainda recebiam aumento de salário. O que espero é que não haja nenhuma censura à pesquisa acadêmica que o Ipea tem produzido".”
O artigo abaixo mostra a ocupação do IPEA, aos poucos, na surdina, assim como já fizeram em parte de tantas instituições, como o MP e as universidades, tudo objetivando a formação de novos discípulos para continuar a pregação da ideologia que matou mais de 100 milhões de pessoas pelo mundo em nome da “igualdade entre os homens”.
Um trecho abaixo do artigo de Guilherme Barros, da Folha de São Paulo, onde Delfin Neto comenta o caso. Antes que venha a patrulha, não custa lembrar que Delfin foi um freqüente conselheiro de Antonio Palocci quando este era ministro. Não sei se é do Mantega.
”Delfim lembrou-se do período do autoritarismo e de sua convivência com o Ipea, quando ministro: "Nunca houve censura de nenhuma natureza no Ipea. No período da ditadura, eles atacavam a ditadura à vontade e ainda recebiam aumento de salário. O que espero é que não haja nenhuma censura à pesquisa acadêmica que o Ipea tem produzido".”
Ipea "expurga" economistas divergentes
Quatro pesquisadores do órgão governamental que não se alinham com pensamento de novos dirigentes são afastados
Ipea, comandado por Pochmann, afirma que eles estavam irregulares; Delfim diz que nem na ditadura instituto sofreu censura
GUILHERME BARROS
Quatro pesquisadores independentes e considerados não alinhados ao atual pensamento econômico do governo foram afastados nesta semana do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), no Rio, pela nova direção do instituto, vinculado ao Núcleo de Assuntos Estratégicos, comandado por Roberto Mangabeira Unger.
São eles: Fabio Giambiagi, Otávio Tourinho, Gervásio Rezende e Regis Bonelli. Os dois primeiros, que estavam cedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), foram informados de que seus convênios não seriam renovados no vencimento, em dezembro.
Já para os outros dois, que estão no Ipea há 40 anos e faziam trabalhos regulares para o instituto, a alegação foi a de que eles já estavam aposentados.
Procurados pela Folha, por meio de suas assessoria de imprensa, os economistas Marcio Pochmann, presidente do Ipea, e João Sicsú, diretor de Estudos Macroeconômicos do órgão, considerada a mais importante posição do instituto, e que fica instalada no Rio, não se pronunciaram.
A assessoria da Ipea confirmou a saída dos quatro pesquisadores, mas deu motivos diferentes dos que foram apurados pela Folha. De acordo com a versão oficial, Giambiagi e Tourinho teriam pedido para voltar para o BNDES, e, em relação aos outros dois, o Ipea informou que apenas estariam aposentados.
Segundo a Folha apurou, no entanto, Giambiagi e Tourinho teriam sido informados ou por Sicsú ou por seu assessor Renault Michel de que seus convênios com o BNDES não seriam renovados. Os dois já estavam cedidos ao Ipea pelo BNDES há vários anos.
Já Bonelli e Rezende, especialistas respectivamente em indústria e agricultura, foram convidados a deixar as salas que ocupavam no Ipea por já estarem aposentados. No governo Fernando Henrique Cardoso, Bonelli ocupou uma diretoria do BNDES, e Rezende, uma diretoria da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Para os quatro, a direção do Ipea alegou que havia irregularidades nos contratos deles com o instituto.
Os quatro pesquisadores tinham em comum também o fato de serem críticos do excesso de gastos do governo, o que contraria o pensamento tanto de Pochmann como de Sicsú, que se definem "desenvolvimentistas" e defendem um aumento da política de gastos públicos para acelerar o crescimento da economia.
O clima no Ipea é de indignação e desconforto com a saída dos quatro economistas. Ontem, pesquisadores do instituto organizaram um almoço de solidariedade, no Rio, aos quatro técnicos afastados. O ambiente era de preocupação com a nova orientação da direção do instituto.
Ditadura
Considerado um dos maiores centros do pensamento econômico do país, o Ipea, criado há 43 anos, sempre se caracterizou pela liberdade de pensamento. Mesmo no período da ditadura militar, o Ipea nunca deixou de exercitar a crítica -por exemplo, à política de distribuição de renda.
O ex-deputado Delfim Netto, que comandou a economia no período de 1979 a 1985, durante o regime militar, chegando a ser chamado de superministro, lamentou e criticou a saída dos quatro pesquisados do Ipea. Delfim foi até chamado por Pochmann -e aceitou- para assumir o cargo de conselheiro do Ipea.
"Tenho esses profissionais [os quatro pesquisadores afastados] em alta conta. São economistas dedicados à pesquisa, com boa formação acadêmica e trabalhos relevantes prestados à economia brasileira", afirmou o ex-deputado.
Delfim lembrou-se do período do autoritarismo e de sua convivência com o Ipea, quando ministro: "Nunca houve censura de nenhuma natureza no Ipea. No período da ditadura, eles atacavam a ditadura à vontade e ainda recebiam aumento de salário. O que espero é que não haja nenhuma censura à pesquisa acadêmica que o Ipea tem produzido".
Outros pesquisadores do Ipea, segundo a Folha apurou, pensam em deixar o instituto. O economista Ricardo Paes de Barros, um dos maiores especialistas do país da área social e um nome reconhecido internacionalmente, já está de passagem marcada para Chicago, nos Estados Unidos, onde irá permanecer por um tempo dando aulas e realizando seminários.
Fonte: Folha de São Paulo
3 comentários:
Alô, Cassio.
Pochmann, cujo nome me parece judeu, deveria perguntar aos seus familiares mais idosos como foi viver na Alemanha sob Hitler, nesses mesmos moldes. Já o aspone, parece mais Sifu. Devem ser marionetes do Manteiga, que tem essa linha de pensamento. Que país, este...
As mudanças no IPEA
A “Folha” de hoje traz matéria sobre expurgos que teriam ocorrido no IPEA (Instituto de Pesquisas Econômico Aplicadas) do Rio de Janeiro, com a saída de Fabio Giambiagi, Otávio Tourinho, Gervásio Rezende e Regis Bonelli.
A matéria dá a entender que o expurgo foi por serem contrários à política econômica do governo. Não é fato. Na verdade o grupo de conjuntura do IPEA, dirigido pelo Paulo Roberto Levy era escancaradamente a favor da política econômica. E os novos dirigentes do IPEA – Márcio Pochman e João Sicsú -, pelo contrário, tem se manifestado permanentemente contra a política econômica.
A marca de uma instituição como o IPEA deveria ser a diversidade. Mas, note-se que essa politização absurda surgiu com o próprio grupo que agora é afastado. Nesse período, o IPEA Rio de Janeiro foi escandalosamente utilizado para defender bandeiras. Se alguém conseguisse enxergar diversidade nas análises produzidas pelo grupo, que mostre.
Utilizava-se a grife IPEA para a defesa de teses anti-Previdência – como a inacreditável tese do José Márcio Camargo, de que aposentadoria maior induz os dependentes do aposentado à vagabundagem. Se ele pertence a uma consultoria privada, porque se valia da grife do IPEA?
Expurgos nunca são bem vindos. O ideal seria a diversidade. Mas o IPEA passou a se tornar o contraponto crítico agora, não antes.
Se confirmadas todas as saídas, a se lamentar o afastamento de Ricardo Paes de Barros, esse um cientista acima de qualquer dúvida.
Alô, Cassio.
Não pude ler na Folha (citado por Ampaix) porque não sendo assinante do jornal nem uso UOL, não tenho acesso. Não gosto da Folha, porque sempre foi reduto de petistas e acho as opiniões contaminadas. Após pesquisa, reproduzo aqui a posição do Estadão. Fico com esta.
"As promessas do professor Mangabeira Unger de não permitir interferências políticas no Ipea não bastam para afastar os temores de uma intervenção nociva. Seu currículo político - aliado de Leonel Brizola, guru de Ciro Gomes, crítico radical do presidente Lula e agora presidente de honra do PRB, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, e novo servidor do executivo petista - justifica todas as dúvidas. A informação de que assessores do PRB visitaram há poucos dias o Ipea, para conhecer o orçamento e o número de cargos disponíveis para livre nomeação, reforça os temores de aparelhamento político, de loteamento e de uso da instituição para fins sem nenhuma relação com o planejamento de longo prazo.
O Ipea sobreviveu de forma digna e produtiva às contingências políticas e econômicas de 41 anos. A grande dúvida, agora, é sobre como poderá sobreviver a uma intervenção resultante da aliança entre a ala estatizante do PT e o partido inspirado pelos bispos Edir Macedo e Marcelo Crivella."
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