27 de dez. de 2007

Onde Arrumar Dinheiro da CPMF?

Na última reunião do ano com a coordenação política, o presidente Lula avisou que os ajustes na economia para compensar a derrota com a perda dos R$ 40 bilhões da CPMF só serão conhecidos no ano que vem. O compromisso público do presidente foi o de não editar pacotes e de não provocar sobressaltos em um ano em que os tremores na economia poderão ser exógenos com os desdobramentos da crise imobiliária dos Estados Unidos.
Mesmo com um discurso moderado e apaziguador, que beira o "alheamento" na avaliação de um ex-ministro da economia, Lula sabe que as alternativas são restritas e apontam para a conjugação de duas ações: o corte de gastos e aumento de receita. Para cortar gastos o presidente terá de negociar e muito, já que nenhum ministro, nem mesmo o mais cordato dos petistas, vai aceitar a navalhada na carne sem protestar. Imagine o que farão de pressão política os ministros que têm indicação de outros partidos e estão em suas pastas para trabalhar politicamente.
Para cortar gastos, os técnicos da área econômica já colocaram no papel os caminhos possíveis. Os estudos estão sendo feitos na área da Receita Federal, mas ainda não quantificados, porque não se sabe o quanto virá de cortes e o quanto de arrecadação. Segundo economistas do Ministério da Fazenda, três impostos podem ser elevados na dose que for necessária para equilibrar as contas: a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), o aumento de IPI para bebidas e cigarros, e uma carga maior do Imposto sobre Operações financeiras (IOF). O aumento da CSLL não teria um alvo específico, e demandaria uma medida provisória, com cobrança 90 dias depois da publicação. O IOF pegaria os banqueiros e pode ter efeitos colaterais nas taxas de juros. A maior preocupação, por ora, é o impacto inflacionário das medidas, especialmente a elevação do IPI sobre bebidas e cigarros.
Weiller Diniz

3 comentários:

Anônimo disse...

E o imposto sobre as grandes fortunas? Nós sabemos que os muito ricos estão doidinhos para ajudar o Brasil.
E o imposto sobre os lucros dos investidores estrangeiros na Bolsa, que também estão fim da ajudar o Lula.

Anônimo disse...

Oi Giullio,
Desde o começo eu falei aqui no blog que era contra o fim da CPMF. Para mim era um imposto que não pesava.
Tenho certeza que vou pagar o caviar do Sr. Paulo Skaf.
A CSLL me pega em cheio. Cigarro eu parei, bebida é pouco. IOF acho que o governo não é doido pra mexer. No artigo foi esquecida a CIDE, que incide em combustíveis.

Anônimo disse...

Ah...O problema é grana? Isto tá resolvido e facilmente.
Basta acionar o Delubio e o Genoino num contrato de empréstimo junto aos bancos Mineiros (trocando por benéfices); o Duda (e a continha no exterior); o Zé Dirceu (trazendo dinheiro de Portugal), o Mercadante e o Berzoini (mesma fonte que alimentou a compra dos dossiês); o Palocci (e o amigo que cedeu o jatinho cheio de bebida (me engana que eu gosto)e mais o cofre da Prefeitura de Rib. Preto com os contratos superfaturados); o irmão de Genoino lá do Ceará (aquele onde a grana nasce na cueca); e o cara que emprestou o Jatinho carregado de dolares para o PT; sem falar dos "amigões e companheiros de Cuba e Venezuela" Fidel e Hugo Chaves, com mandaram aviões fretado cheios de dolares. Isto, sem esquecer a FARC!
Lembrar que a máquina tá assim de petista com salários gordos (basta pegar o dízimo de cada um!)
E, por aí vai...
Garanto que a grana chega fácil, da mesma forma que chegou, quando na hora certa, colocaram o PT no poder.
E, a oposição (os bobões),´aqueles que fingem ser da oposição´, engolem tudo de graça, e sem pestanejar.