Por muito tempo o setor sucroalcooleiro esteve submetido ao Instituto do Açúcar e do Álcool, conhecidíssimo pela sigla IAA. Via de regra, o pessoal do nordeste comandava o instituto, ditava as cotas de produção, controlava a exportação, exercia a fiscalização do setor. O governo Collor acabou com o IAA e outros institutos, todos criação da era Vargas. Nos anos militares tivemos o Proalcool, que teve seu apogeu no fim dos anos 80 e início de 90. Suplantava então o consumo de gasolina. Armadilhas mil, gestões temerárias fizeram o projeto naufragar. Saindo de cena o IAA, a iniciativa privada, livre de amarras pode caminhar com suas próprias pernas. Sou nascido em uma região que hoje está sob o domínio da onda verde. Na década de 50 imperava o rei café ou ouro verde.
Minha cidade natal Catanduva, que completa 90 anos agora em 2008, liderou a Campanha do Café Fino. O suporte mídia era dado pelos Diários e Emissoras Associados, o lançamento contou com a presença de Assis Chateaubriand. Ainda na década de 50, Antonio Stocco e outros produtores de café constituíram a primeira usina de açúcar na região, no hoje município de Palmares Paulista, a usina recebeu o nome de Santo Antonio. Agora está estampada a notícia de que a soma de álcool anidro (misturado à gasolina) e o hidratado (vendido diretamente ao consumidor) superou a venda de gasolina no Brasil em janeiro último. A Petrobrás através do gerente de comercialização de álcool e oxigenados afirmou que a empresa quer 15% de parceria em usinas. O projeto prevê a construção de destilarias voltadas somente à exportação. Os sócios brasileiros, detentores do conhecimento adquirido ao longo dos anos, terão 70% de participação, os demais 15% ficarão com estrangeiros. Sem dúvida será a brecha para a Alcoolbrás, a estatal somada aos estrangeiros pegarão carona num setor hoje que se desenvolveu pelas próprias pernas, dispensando as muletas governamentais.
Está dando a lógica, “o sucesso tem vários pais e o fracasso é bebê de proveta.” Aproveito o ensejo para relembrar o Paul Edward Fort, professor de química, que despertou em mim o gosto pela matéria. Terminei com certificação em química industrial pelo Oswaldo Cruz na Paulicéia Desvairada, quanta saudade. Que os usineiros fiquem alertas, quando a casa está pronta, todos querem morar nela.
Está dando a lógica, “o sucesso tem vários pais e o fracasso é bebê de proveta.” Aproveito o ensejo para relembrar o Paul Edward Fort, professor de química, que despertou em mim o gosto pela matéria. Terminei com certificação em química industrial pelo Oswaldo Cruz na Paulicéia Desvairada, quanta saudade. Que os usineiros fiquem alertas, quando a casa está pronta, todos querem morar nela.
Um comentário:
Alô, Adriana.
Não é só o 'arco'. Ouço hoje no Bom Dia Brasil notícia que dá conta que o biodiesel já vendido nas bombas merece o nome do aparelho que o serve. Os produtores (ô, raça) não estão fazendo o ciclo completo de tratamento do produto, resultando resíduos, gases tóxicos da queima, etc.
Bem que o Sponholz poderia repetir sua famosa charge, onde há alguns rolando de rir ao ouvir a frase de alguém do (des)governo, mostrada no telejornal:
- Não sabemos como isso pode acontecer. A ANAC faz as análises costumeiras...(kkkkkkkkkkkkk)
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