13 de fev de 2008

O pai dos pobres e a mãe dos ricos

Por Laurence Bittencourt Leite

Lula seria um cretino se não fosse populista e demagogo. Mas é mais que isso. É oportunista. Tornou-se um político profissional o que não é nenhum mérito nesse país. Os seus defensores escondem isso, e não tocam no assunto convenientemente. Qual a surpresa de alguém ter saído do Nordeste e se tornado presidente? Por isso? Como se esse simples fato bastasse? Não é. Vários nordestinos fizeram o mesmo, mas sem mudar de posição e vários nordestinos também chegaram a ser presidente do país. Não é por ai que se julga alguém.
Lula é retrogrado. Ele não sabe disso, como de resto não sabe de muita coisa, ou melhor, sabe pouquíssima coisa, mas se tornou “um Pelé” da política no pior sentido do termo. Seus defensores acham que não se deve criticar Lula. Pode isso? O PT e Lula em especial levaram 20 anos criticando radicalmente quem lhes era adversário. Por que então não se pode criticar Lula? É o velho resquício da mente esquerdista totalitária, que se acha pura e por isso não deve sofrer criticas. É a anti-cidadania. Típica de um país onde nunca a democracia fez morada de fato.
Lula mudou (o que era esperado e quem assistiu “Entreatos” sabe disso) de casaca e se tornou liberal ou neoliberal, a grande critica que eles faziam aos tucanos. Os seus seguidores dizem que ele foi “um avanço”. Ok, teve de manter todos os contratos. Fez concessões. Mas quem entende sabe que o Brasil cresceu única e exclusivamente pelo setor privado. Para quem entende, bem entendido. Basta dizer que o governo investiu em 5 anos (olha ai, 5 anos) em infra-estrutura 75 bilhões de reais. Um naco. A iniciativa privada só em telefonia já investiu em menos de 5 anos, mais de 130 bilhões de reais, repito, só em telefonia. As pessoas entendem isso? Claro que não.
E com quem Lula se compara? Imagine. Com Getulio Vargas. Anos 50 e nacionalismo rastaquera. Lula é o pai dos pobres tal qual Getúlio.
Lula não fez um gesto de mordenização para esse país. Pessoalmente acho hoje Getulio Vargas um atraso, e o mundo moderno nada têm a ver com o que ele fez e criou: assistencialismo. É comum ouvir as pessoas dizerem que ele fez as reformas trabalhistas, criou o décimo terceiro salário, etc. Getúlio engessou o Brasil. Um dos fatores de não termos capitalismo nesse país, devesse a esse engessamento no setor trabalhista, entre outras causas. Um dos absurdos (típico da mentalidade retrograda e ultrapassada e de pais dos pobres) criados por Getúlio Vargas foi a estabilidade no setor privado, instituindo que depois de 8 anos não se podia demitir o funcionário do setor privado. Foi preciso (infelizmente ou felizmente) uma revolução (dos militares) para acabar com essa excrescência. Mas quem sabe disso? Isso atrasou o país, porque as empresas não podiam fazer seus quadros, nem ter mão de obra qualificada. Mas repito quem entende isso?
E Lula se acha continuador de Getulio com o bolsa família. Talvez ele sonhe mesmo é em dar um golpe como Getúlio. Mas enquanto dá Bolsa família (que nada mais é que uma transferência de impostos, sem oferecer nenhuma produção real, ou crescimento auto-sustentável como adoram dizer os esquerdistas), corroi por trás agora com os cartões corporativos. Não vai dar em nada, como nada de corrupção termina em prisão de políticos nesse país.
O que foi que rendeu (nas nossas hostes locais) o chamado “ouro negro”, que quem teve acesso diz que é coisa para prisão perpetua. E o Ministério Público? Mas para se opor a investimento privado, ah isso ele é um sucesso. Grande sucesso. E o foliaduto? Nada, nada e nada. Mas os jornalistas estão ai para defender com unhas e dentes essas poucas vergonhas. E continuo com minha tese, Garibaldi perdeu a eleição por ter querido modernizar e limpado a peste de jornalistas que vivia empilhado nos cabides de emprego do Estado. Hoje o que tem de jornalistas ganhando 15 mil, 20 mil por mês, fora os “empregos” em outros órgãos públicos. Deixa pra lá. Mas hoje vemos a governadora fazendo onda com o PT. É outra tese minha, que se Lula (o demagogo) tivesse ficado neutro, repito, neutro, a professora não teria sido reeleita. E agora hostiliza esse mesmo PT que a ajudou a se reeleger. É o nosso “jogo político” que de resto me interessa tanto quanto saber se Carlos Eduardo vai ser ou não governador em 2010. O incrível é que diante de um ano eleitoral, a única que lemos ou ouvimos, são as “promessas” do candidatos. Ninguém diz como vai conseguir recursos, como vai sanear, como vai ajeitar a área de saúde, educação e segurança. Nem a imprensa questiona ou pergunta. Resta dizer: como isso é velho e cansativo.

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