18 de mar. de 2008

Aniversário do Viagra.

Por Giulio Sanmartini

A milagrosa pílula azul está completando dez anos. Nascida para curar a angina, descobriu-se um agradável efeito secundário. Desde então, milhões de comprimidos são mais para melhorar o “desempenho”, que para uma verdadeira disfunção. Por incrível, a medicina do desejo sexual tem como os sustentadores mais entusiastas os homens entre 25 e 34 anos.
Os dados sobre vendas revela que seis comprimidos em dez serão usados por homens depois dos 60 anos. Dois sobre 10 para o com mais de 50 e menos de 60 anos. Portanto a verdadeira geração Viagra parece ser aquela das pessoas entre os 25 e os 34 anos, os mais convencidos (55%) que o Viagra “melhora os hábitos sexuais.
É o segundo medicamento mais conhecido do mundo, logo abaixo da aspirina. É a história de um sucesso involuntário , de um alvo centrado se mirar, mais que isso, mirando outro lado.
Quando o laboratório Pfizer, maior industria farmacêutica do mundo, procurava um principio ativo contra a angina, experimentou com o sidelnafil citrato, não funcionou, mas tinha um curiosíssimo “efeito colateral”, que entusiasmou as cobaias humanas. Assim aquele pequeno losango azul, que a “Food and Drug Administration” autorizou o uso em 27 de março de 1998, apresentou-se ao mundo como a solução final para o milenário tormento da impotência, do corpo que se recusa a responder por doença ou por idade.
Trata-se de medicamento que cura a moral ainda mais que o corpo. Os dramas do quarto de dormir marcam a vidas das pessoas. Poucos remédios tiveram tão grande impacto sobre o bem estar das pessoas, é uma bendita revolução.
Leia ainda sobre Viagra “Agora salva vidas” P&P 16/3

Um comentário:

Anônimo disse...

Os homens do blog não vão comentar esta notícia?
Como mulher, não tenho nem o que falar. Só acho uma coisa: nem tudo no mundo tem que ser desempenho. Será que até para amar temos que mostrar serviço? Não sei se é por isto que vivo só... O pior, ou melhor, é que gosto de viver só.