Por Giulio SanmartiniGovernou seu país por quase 50 anos com métodos dos regimes comunistas, os quais diz ter-se inspirar: partido hegemônico, controle totalitário da inteira sociedade civil, aparato policial repressivo, perseguição a cada forma de dissensão, planificação econômica centralizada.
Por ter vivido ao embargo econômico sob assédio do qual dez presidentes estadundenses, que se sucederam no tempo à Casa Braça mantiveram ininterruptamente contra Cuba; por ter saído ileso na invasão da Baía dos Porcos e ter sobrevivo às tentativas de assassinato organizado pelo Cia, tornou-se o símbolo mundial do resgate de um país empobrecido pelo colonialismo, da resistência anti-imperialista e do igualitarismo comunista. Todavia Fidel Castro foi o produto de uma revolução nacional que um comunista clássico.
Um caudilho latino-americano que as circunstâncias históricas, uma certa dose de cínico oportunismo que os erros de Washington transformaram em exemplo da esquerda no mundo. Em 1959, quando chegou ao poder, Cuba era um dos 5 paises de maior avanço econômico da América Latina. Hoje, graças a ele, Cuba tem um bom sistema sanitário e de educação, mas é um dos países mais pobres do continente. Ele se atirou nos braços da União Soviética por convicção, aponto de ter até permitido a instalação de seus mísseis na ilha, levando o mundo à beira de uma guerra atômica, mas também porque imaginava como a única escolha possível para o próprio país perante à hostilidade do colosso americano, distante poucas milhas de suas costas.
Com o final da União Soviética, que lhe comprava toda a produção de açúcar, o único e verdadeiro recurso da ilha, Cuba tinha perdido o sustento da própria economia e Castro tinha sobrevivido como o último protagonista da Guerra Fria.
Agora para Cuba, se abre uma fase rica de incógnitas.
Com o final da União Soviética, que lhe comprava toda a produção de açúcar, o único e verdadeiro recurso da ilha, Cuba tinha perdido o sustento da própria economia e Castro tinha sobrevivido como o último protagonista da Guerra Fria.
Agora para Cuba, se abre uma fase rica de incógnitas.
Um comentário:
Do curto para médio prazo, a abertura será uma força avassaladora, que forçará as mudanças que o povo quer.E lá se vão os anéis.E no longo prazo não seremos menos defuntos que o Fidel.
Vou fazer uma afirmação aqui que pode gerar controvérsias; Eu acho que se os Estados Unidos não tivessem jogado tão duro com a ilha, hoje aquele regime não existiria mais.A arrogância americana, e as tentativas de assassinar o Fidel fizeram dele um ícone para a maior parte do povo cubano,e ele capitalizou isso estimulando o povo cubano a reagir aos agressores.
Prova disso, é que a fúria americana contra o ditador cubano, criou uma amálgama que o blindou durante a vida, e que só com sua morte alguma pode mudar.
Cuba é um país pobre e pequeno,resistiu o quanto pode, mas o regime de hoje está condenado a ruir.
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