Hoje vou falar através de uma metáfora. Não uma dessas pobrezinhas que nosso Guia e Mentor Luiz Ignacio perpetra, sobre futebol e pescaria, porém alguma coisa mais sofisticada.
É a metáfora do tucano do papo branco.
O tucano do papo branco parece em tudo com o tucano do papo amarelo, menos em duas coisas: na cor do papo e no pio. O do papo amarelo pia maravilhosamente, o do papo branco apenas grasna de modo desagradável.
Ah sim: há uma terceira coisa na qual eles se parecem: adoram comer da mesma semente de uma determinada árvore amazônica.
Os papos amarelos, em muito maior quantidade, não suportam os mais raros papos brancos. Se um destes aparece, aqueles partem pra cima dele e lhe dão a maior surra.
Mas os papos brancos precisam se alimentar das tais sementes e, pra freqüentar as árvores cheias de papos amarelos, desenvolveram uma qualidade incrível: conseguem se disfarçar mudando a cor do papo! É verdade gente, não é conversa de pescador nem de brahmeiro. O tucano de papo branco consegue fazer o papo ficar amarelo! Isso tem até um nome científico, mas no momento eu esqueci, desculpem.
Assim disfarçado, ele pode freqüentar a tal árvore, circular em meio aos seus inimigos, e comer suas sementinhas. Mas não pode emitir um ruído sequer, pois embora seja capaz de mudar a cor do papo, ainda não conseguiu imitar de modo plausível o pio do outro.
O problema é que de vez em quando o papo branco se distrai e aí... QUAC, QUAC, QUAC! Solta um grasnido horroroso e na mesma hora é desmascarado... E expulso da árvore debaixo de bicadas.
E é por isso, pra não ser expulso da árvore do bem-bom, que esse tucano de papo branco que vos escreve hoje não dará sequer um pio. Silêncio absoluto, ou QUAC, QUAC, QUAC... E muita porrada.
Com a palavra vocês mesmos.
3 comentários:
irrRAPÁÁÁÁ!!!
Tô trabaiânu sêimpará atéssazora, iaxu qui fiquei zurêta, prumódiqui num intêindí nadica deça metafóra!
Vô lêdinônu adespois, despoi di acorldá i cuspi!
Mas que não entendi, não entendi! Vou esperá que alguém desenhe (hehe!).
Vou botar mais um pássaro no meio da fábula; o pássaro marreta, aquele que malha na bigorna e a sonoplastia é:
Teiiimmm, teiiimmm,teiiimmm.
Pois bem, José interpreta o sonho do Faraó, que neste caso não é o das vacas magras mas o dos bicudos tucanos; a cara de um é o focinho do outro, são variações de um mesmo bestialógico ornitológico.
O Brasil ainda não se deu conta que o FHC foi o grande câncer das instituições e o Lula uma metástase do mesmo câncer.
Desculpem-me se feri convicções mas é o que penso.
Alô, Adriana.
O termo que você esqueceu é MIMETISMO.
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