1 de mai. de 2008

Jogo com cartas marcadas

O presidente Lula manifestou ainda há pouco sua pressa com relação à decisão sobre o aumento da gasolina. Ele quer que o reajuste seja anunciado hoje. A demora dessa resolução pode gerar especulação, acredita.
A questão, no entanto, passa por outro ponto: O grau de independência que a estatal de capital aberto Petrobras tem do governo federal.
Escreve nota Cristina Lôbo: “O presidente Lula afirmou nesta quarta-feira que a decisão do governo sobre aumentar a gasolina não pode passar de hoje.
O presidente disse ter visto pela manhã “quatro jornais com manchetes diferentes sobre o assunto”. Ele criticou as especulações sobre o possível aumento e disse que a decisão sobre subir ou não o preço da gasolina teria que ser tomada ainda nesta quarta-feira.
Neste momento, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, estão reunidos tratando do assunto.
O presidente teve na noite de terça-feira uma reunião de quase três horas de duração com Gabrielli e Mantega, além dos ministros Edson Lobão (Minas e Energia) e Dilma Rousseff (Casa Civil) no Palácio do Planalto.
Mas no fim dessa reunião, nenhuma decisão foi anunciada
Agora já sabemos a resultado dessa reunião, como era de se esperar foi um simples aumento. Petrobras anunciou ao mercado que vai aumentar a partir da zero hora de sexta-feira, dia 2 de maio, o preço da gasolina em 10% nas refinarias. O reajuste para o óleo diesel vai ser maior, de 15%. Nos dois casos, não entram na conta a incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), PIS/Cofins e ICMS.
De acordo com a estatal, o reajuste foi definido levando em consideração o novo patamar de preços do petróleo no mercado internacional - que atualmente oscila bem acima de US$ 100 por barril - em uma perspectiva de médio e longo prazos. Segundo o comunicado a mercado divulgado pela Petrobras, o reajuste está em linha com as premissas definidas no Plano Estratégico da Petrobras de manter parametrizados os preços dos derivados ao mercado internacional. (leia mais em O Globo)

Um comentário:

Anônimo disse...

Oi, Giulio, espertinho esse Lula, hein? Na reunião, onde estava sendo noticiada sua presença, ele fingiu que não tinha uma deliberação. No dia seguinte, põe os buchas de canhão para darem os tiros na sociedade. Assim, ele vai construindo sua popularidade: aparecendo só como um homem de sorte, pai dos pobres, junto com a mãe.