Nos jornais brasileiros de hoje pode-se ler a seguinte nota:"A clínica psiquiátrica Avril, onde Diego Maradona está internado desde o último sábado, desmentiu nesta quarta um rumor sobre a morte do ex-jogador, que chegou a parte da imprensa.
Um porta-voz do local disse que uma nota sobre o assunto será divulgada em breve. Além disso, uma fonte governamental disse que o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, pediu a seu ministro da Saúde, Ginés González García, informação sobre a saúde de Maradona, pois a versão sobre o suposto falecimento também teria chegado à Casa de Governo. "
(Agência EFE)
Por pura coincidência hoje foi publicado em Direto da Redação - http://www.diretodaredacao.com/ - seção Espaço Livre, o artigo abaixo de Giulio Sanmartini.
NO JOGO DA VIDA, GOLS DE MÃO NÃO VALEM
Diego Armando Maratona nasceu em Buenos Aires no ano de 1960 e pode ser colocado sem favor algum, entre os 5 maiores jogadores de futebol de todos os tempos. Começou sua carreira no Argentinos Junior (1976), no ano seguinte foi chamado para a seleção nacional pelo treinador Cesar Luiz Menotti, sua discreta estréia foi numa amistoso Argentina x Uruguai. Mesmo tendo sido o artilheiro do campeonato não foi chamado para a Campeonato de Mundo de 1978.
O River Plate interessou-se por ele, mas Maradona preferiu ir para o Boca Juniors. Na Copa do Mundo de 1982 teve uma presença apagada, mas esse foi trampolim que o levou ao futebol europeu, primeiro no Barcelona, mas não conseguiu ser campeão, por isso resolveu mudar de time e acertou em cheio; foi para o Nápoles, um time com grande número de torcedores quase fanáticos, mas que jamais vencera o scudetto (campeonato). Foi aí que Diego teve a fase dourada de sua breve carreira, levou o Nápoles a vencer os únicos três campeonatos de sua história (bi 1986/87 e 1987/88 e o de 1989/90). Nesse período ainda foi o melhor jogador da Copa do Mundo de 1986 vencido pela Argentina e fez o gol mais famoso de sua carreira, foi contra a Inglaterra, só que feito com a mão e tornou-se conhecido como “La mano de Dios”.
Seu declínio começou em 1991. Depois do jogo Nápoles x Bari, seu exame antidoping acusou a presença de cocaína o que o levou a uma suspensão 18 meses.
Deixou o futebol italiano indo para o Sevilha da Espanha, mas não deu certo. Retornou à Argentina para jogar nos Newllws Old Boys, onde mostrou de forma dramática seu declínio. Nos jornais, passou a ocupar mais as páginas policiais que as esportivas.
Sabendo que a Copa do Mundo nos Estados Unidos, seria a sua última, preparou-se durante meses para participar, todavia, mais uma vez, foi pilhado no exame antidoping, dessa feita com efedrina e foi expulso da Copa pela Fifa.
Seguiu sua via-crúcis: em outubro de 1997 anuncia que deixará o futebol. Em janeiro de 2000 é internado em Punta de l’Este (Uruguai), acometido por uma crise cardíaca devido ao abuso de drogas. É transferido para um clínica em Buenos Aires e convalesce em Cuba.
Em abril de 2004 tem uma crise de hipertensão, pois continua a fazer uso de drogas. Volta para a clínica em Buenos Aires, seu peso chega a 138 quilos. Em março de 2005, numa clínica em Cartagena (Colômbia), lhe é aplicado um “by-pass” gástrico e perde 40 quilos.
No dia 29 de março de 2007 é internado às pressas no hospital Guemes de Buenos Aires. Tornou a engordar, bebe, fuma e está em stress psicológico. Lhe é diagnosticada uma hepatite, tem alta dia 11 de abril, mas volta às pressas três dias depois, atacado pela sua enésima crise. É uma surpresa que ainda esteja vivo, um médico tenta atenuar um pouco a gravidade de seu estado: “Diego está acostumado a recaídas, mas até quando poderá resistir?”.
Passados três dias (14/4) ele tem que voltar ao hospital, a solução é de uma simplicidade dolorosa. Maradona pode salvar-se somente numa clínica psiquiátrica. E assim foi feito nesse fim de semana passado.
”El Pibe de Oro” (O garoto de ouro), como ficou conhecido Maradona nos bons tempos, não soube administrar seu sucesso: gordo, drogado, alcoolizado, com o fígado e o intestino aos pedaços, passou da onipotência à destruição. Diego Armando Maradona, quis ignorar que no jogo da vida, os gols de mão são anulados.
Giulio Sanmartini é jornalista e vive em Belluno (Itália). Seu email é sanmartinix@tin.it
Sabendo que a Copa do Mundo nos Estados Unidos, seria a sua última, preparou-se durante meses para participar, todavia, mais uma vez, foi pilhado no exame antidoping, dessa feita com efedrina e foi expulso da Copa pela Fifa.
Seguiu sua via-crúcis: em outubro de 1997 anuncia que deixará o futebol. Em janeiro de 2000 é internado em Punta de l’Este (Uruguai), acometido por uma crise cardíaca devido ao abuso de drogas. É transferido para um clínica em Buenos Aires e convalesce em Cuba.
Em abril de 2004 tem uma crise de hipertensão, pois continua a fazer uso de drogas. Volta para a clínica em Buenos Aires, seu peso chega a 138 quilos. Em março de 2005, numa clínica em Cartagena (Colômbia), lhe é aplicado um “by-pass” gástrico e perde 40 quilos.
No dia 29 de março de 2007 é internado às pressas no hospital Guemes de Buenos Aires. Tornou a engordar, bebe, fuma e está em stress psicológico. Lhe é diagnosticada uma hepatite, tem alta dia 11 de abril, mas volta às pressas três dias depois, atacado pela sua enésima crise. É uma surpresa que ainda esteja vivo, um médico tenta atenuar um pouco a gravidade de seu estado: “Diego está acostumado a recaídas, mas até quando poderá resistir?”.
Passados três dias (14/4) ele tem que voltar ao hospital, a solução é de uma simplicidade dolorosa. Maradona pode salvar-se somente numa clínica psiquiátrica. E assim foi feito nesse fim de semana passado.
”El Pibe de Oro” (O garoto de ouro), como ficou conhecido Maradona nos bons tempos, não soube administrar seu sucesso: gordo, drogado, alcoolizado, com o fígado e o intestino aos pedaços, passou da onipotência à destruição. Diego Armando Maradona, quis ignorar que no jogo da vida, os gols de mão são anulados.
Giulio Sanmartini é jornalista e vive em Belluno (Itália). Seu email é sanmartinix@tin.it
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