Por Giulio SanmartiniHoje pela manhã bem cedo (00:35) editei a nota “SE ENTENDE PORQUE AS COISAS ACABAM EM PIZZA”, onde me pareceu mal contada a história do senador Delcídio Amaral sobre o aluguel de um avião para ir ao enterro do sogro. Não ficou explicado de forma alguma seu aparecimento no livro de pagamentos do empresário mega-corruptor Zuleido Soares Veras e a participação de seu amigo Luiz Gonzaga Salomão. (Clicar em “Leia Mais”)
Quase uma hora depois (1:30), Ricardo Noblat, em sua coluna divulgou uma gravação feita pela Policia Federal sobre conversas telefônicas entre Luiz Gonzaga Salomão e Zuleido Soares Veras, vejamos:
— Zuleido, deixa eu te fazer uma pergunta franca. Me ligou agora há pouco o senador Delcídio, que morreu o sogro dele, e ele precisa ir para Barreto (Barretos/SP). Estou movimentando aqui e ver se eu consigo um avião para ele. Você topa ajudar isso? — disse Salomon.
— Topo, sem dúvida. Pode mandar bala — respondeu Zuleido, que, mostrando intimidade, o chama de "Zaga" e de "meu irmão".
Logo depois Salomão voltou a telefonar, deu o valor da viagem, Zuleido concordou e ficou tudo bem. Essas conversas aconteceram no dia 4 de abril.
Luiz Gonzaga mentiu, pois agora, quando a “bomba” estourou, disse a um jornal que havia somente procurado Zuleido em maio, quando estava sem caixa para honrar o cheque que está próximo a vencer.
Valer-se do favor de um empresário em benefício próprio, como fez Delcídio, é algo incompatível com a dignidade que deveria ser exigida a um senador da República. A história que ele contou desde começo mostrou-se confusa e inverossímil, portando parece que todos mentem. E, como costuma-se dizer: Quem mente rouba!
Se entende Porque as Coisas Acabam em Pizza
O senador petista Delcídio Amaral (foto), contou ao jornalista Josias de Souza que não sabe porque apareceu na lista de Zuleido Soares Veras, como tendo recebido R$ 24 mil como pagamento do aluguel de um jatinho.
No dia 3 de abril ele teve que ir junto com a mulher, de Brasília para Barretos (SP), pois seu sogro morrera. Para tal precisava de um avião, não sabendo o que fazer recorreu a um amigo, o empresário, Luiz Gonzaga Salomão,que lhe arrumou a aeronave junto à empresa Ícaro. Mas na hora de pagar a conta (R$ 24 mil) não tinha o dinheiro, assim pediu ao amigo, que pagasse a dívida, ou que desse um cheque em caução à Ícaro, o que parece um eufemismo para dizer “pré datado”, fato duvidoso e de legalidade contestada, pois o cheque que visa a um pagamento futuro, não pode e não deve ser considerado como título cambial, mas deixa isso para lá. Delcídio disse ao amigo que passados 60 dias o reembolsaria.
Os 60 dias ainda não passaram, mas o nome do senador apareceu no livro de pagamento do corruptor Zuleido.
Delcídio então contou: “Só ontem, depois que estourou isso, o Luiz Gonzaga me contou que, depois de deixar o cheque dele em caução, como não tinha fundos, começou a correr o mercado para ver quem podia bancar. Mais tarde, ele reembolsaria, segundo eu deduzo. Um desses caras foi o Zuleido, que aceitou pagar. Mas, no final das contas, não pagou.”
Perguntado porque o amigo que lhe concedera 60 dias, procurou terceiros, Delcídio deu uma explicação que não convence ninguém.
“Meu amigo Luiz Gonzaga reconhece que isso foi um erro. Mas ele me deu uma demonstração de amizade. Às vezes, você pode fazer besteiras. O Luiz, a despeito dos interesses empresariais da companhia dele, não se furtou a assumir o que fez. Achei isso muito bonito. Coisa de quem honra o que faz, mesmo sabendo que errou.”
A história do senador é mal contada, esfarrapada e infantil. Ele não percebendo isso diz que fará um discurso no senado (hoje), onde mostrará que seu envolvimento com o empresário Zuleido é “zero”. Também “zero” deverão ser os R$ 24 mil, porque foram para ele através de terceiro, o que na área da picaretagem se chama “laranja”.
Delcídio Amaral terá que ser muito convincente, senão se começará a entender porque o a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios deu em pizza!
O senador petista Delcídio Amaral (foto), contou ao jornalista Josias de Souza que não sabe porque apareceu na lista de Zuleido Soares Veras, como tendo recebido R$ 24 mil como pagamento do aluguel de um jatinho.
No dia 3 de abril ele teve que ir junto com a mulher, de Brasília para Barretos (SP), pois seu sogro morrera. Para tal precisava de um avião, não sabendo o que fazer recorreu a um amigo, o empresário, Luiz Gonzaga Salomão,que lhe arrumou a aeronave junto à empresa Ícaro. Mas na hora de pagar a conta (R$ 24 mil) não tinha o dinheiro, assim pediu ao amigo, que pagasse a dívida, ou que desse um cheque em caução à Ícaro, o que parece um eufemismo para dizer “pré datado”, fato duvidoso e de legalidade contestada, pois o cheque que visa a um pagamento futuro, não pode e não deve ser considerado como título cambial, mas deixa isso para lá. Delcídio disse ao amigo que passados 60 dias o reembolsaria.
Os 60 dias ainda não passaram, mas o nome do senador apareceu no livro de pagamento do corruptor Zuleido.
Delcídio então contou: “Só ontem, depois que estourou isso, o Luiz Gonzaga me contou que, depois de deixar o cheque dele em caução, como não tinha fundos, começou a correr o mercado para ver quem podia bancar. Mais tarde, ele reembolsaria, segundo eu deduzo. Um desses caras foi o Zuleido, que aceitou pagar. Mas, no final das contas, não pagou.”
Perguntado porque o amigo que lhe concedera 60 dias, procurou terceiros, Delcídio deu uma explicação que não convence ninguém.
“Meu amigo Luiz Gonzaga reconhece que isso foi um erro. Mas ele me deu uma demonstração de amizade. Às vezes, você pode fazer besteiras. O Luiz, a despeito dos interesses empresariais da companhia dele, não se furtou a assumir o que fez. Achei isso muito bonito. Coisa de quem honra o que faz, mesmo sabendo que errou.”
A história do senador é mal contada, esfarrapada e infantil. Ele não percebendo isso diz que fará um discurso no senado (hoje), onde mostrará que seu envolvimento com o empresário Zuleido é “zero”. Também “zero” deverão ser os R$ 24 mil, porque foram para ele através de terceiro, o que na área da picaretagem se chama “laranja”.
Delcídio Amaral terá que ser muito convincente, senão se começará a entender porque o a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios deu em pizza!
2 comentários:
O Senador Delcídio disse que "entrou de gaiato no navio",parafraseando os Paralamas do Sucesso. Se não tiver culpa no cartório, eu lhe recomendaria o final da letra da mesma música. "Tá vendo essa sujeira bem debaixo dos seus pés?Pois deixa de moleza e vai lavando o convés!"
A justificativa do Senador Delcídio do Amaral é muito ruim.
Ele é senador pelo meu Estado-MS, e até penso que ele é capacitado, têm conhecimento, visão gerencial.
Mas, derrapou na questão da decência, da lisura que se espera de uma parlamentar.
L.A.S.
PS: não votei nele para senador, não voto no Partido dos Trabalhadors.
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