22 de mai. de 2007

Freebooter

Por Ralph J. Hofmann

A palavra “freebooter” pode ser traduzida por “filibusteiro”. Pense em “Piratas do Caribe”, Johnny Depp. Homens que pilham roubam afundam navios inimigos, fazem donzelas caminhar na prancha até cair no mar, Capitão Gancho.
Há outra palavra que vem à mente “freeloader”. Essa descreve o sujeito bicão, aquele que se amarra numa teta. Aproveita-se de ambientes onde pode consumir, se servir, ser servido. Talvez Beto Rockefeller?
O ambiente que nos cerca nesta “Terra Descoberta Por Cabral” está cheio de filibusteiros e bicões. E mais. São tão incompetentes que numa sociedade com o mínimo pudor os mesmos poderiam passar a vida inteira prosperando qual cupins na mais deliciosa madeira. O cupim quando encontra uma madeira macia e apetitosa faz um furinho ou dois.Depois quando você começa a achar bolinhas de madeira no chão percebe que tem um móvel oco cercado de duas finas lâminas externas de madeira.
Assim uma ministra e um governador fazem um passeio de um barco supondo que ninguém vai notar que foi emprestado por um corruptor. Ou então, nem a ministra nem o governador dão a mínima. No primeiro caso são filibusteiros. Tomam o que querem e tem a força para faze-lo. No segundo, os bicões estão de tal forma acostumados a mamar na teta que nem questionam as conseqüências. Há vinte e cinco anos, sempre que precisam de um avião, de um carro blindado este aparece à porta. Antigamente se preocupavam um pouco mais. Nos tempos de militância na clandestinidade tinham de sacar dinheiro dos bancos usando armas de fogo. E usavam o dinheiro como lhes aprouvesse. Havia bancos em todas as cidades. E dinheiro roubado dispensa prestações de contas.
Portanto a palavra de ordem vem de Alfred Neumann, o garoto da capa da revista MAD: “ What? Me worry?”; “O que? Eu me preocupar?”.
A turma não está nem, aí para nós meus amigos.

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