Por Giulio SanmartiniLisa tem 25 anos e estava pegando seu carro para ir ao trabalho, mas ao abrir a porta percebeu que tinha esquecido seu “note book” em casa, pelo interfone pediu que sua mãe o trouxesse. Deixando o carro com a porta aberta foi até a entrada do prédio esperar sua mãe, Paula 52, que lhe vinha trazia o computador, nesse momento dois ladrões entraram no veículo, a mãe ao perceber o que estava acontecendo colocou-se diante do automóvel, os ladrões sem titubear a atropelaram, ela ficou presa na porta e foi arrastada por algumas dezenas de metros, ficou por uma fração de segundos ficou suspensa no ar depois o único barulho foi a do corpo batendo no calçamento da rua. O ladrão de uma marcha a ré, engatou uma primeira, saiu com os pneus cantando e ainda passou sobre o sangue da mulher que acabara de matar.
O carro foi encontrado pouco depois abandonado, já que o assassino sabia ser difícil encontrar um receptador a quem “passá-lo”, depois do ocorrido
A filha desolada somente conseguia repetir desabafando: “Não foi uma desgraça. Ele a tinha visto, quis matá-la.”
O fato parece com alguns que aconteceram há pouco tempo no Rio de Janeiro, só que este aconteceu na famosa cidade de Nápoles (foto), a terceira da Itália em população, com pouco mais de um milhão de habitantes.
Em 1998 escrevi um livro (*) onde Nápoles e citado, e o termino assim: “Nápoles assemelha-se ao Rio na razão da existência de uma cidade: o povo. Assemelha-se no que tem de bom: a alegria, a comunicabilidade, a irreverência. Passados quase 10 anos, percebo que infelizmente assemelha-se também ao que tem de ruim: a violência.
(*) Cidade do Rio de Janeiro – curiosidades na história de sua fundação.
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