16 de mai. de 2007

O Brasil de Hoje e do Futuro

Por Plínio Zabeu
Quem assistiu ontem à segunda entrevista dada pelo presidente desde que assumiu em 2003 sem levar em consideração detalhes, deve ter ficado eufórico e feliz por termos hoje um país muito diferente de antes de sua posse. Existe aí uma grande dose de verdade. Mas Lula se esqueceu de reconhecer que, se hoje temos uma situação bastante favorável na economia, devemos muito aos idealizadores e construtores dos alicerces para esta situação tão promissora.
Quando foi perguntado sobre o plano do governo para o setor economia entre outros, deveria ter colocado que teve sim o bom senso ao assumir o governo, de não “mexer em time que está ganhando”, para usar uma de suas metáforas preferidas.
“Não vamos mudar o câmbio flutuante e o controle inflacionário, queiram ou não alguns economistas e muitos políticos”. Esta frase dá ao nosso presidente uma qualidade que todos devemos reconhecer. Na composição de sua equipe econômica teve ele a visão de colocar elementos capazes e interessados em fazer um ótimo trabalho. Foi muito difícil para ele enfrentar amigos e companheiros que outras coisas esperavam. Este mérito Lula tem e ninguém pode desconhecer.
Quanto ao terceiro ponto de base para o sucesso da economia, a Responsabilidade Fiscal (contra a qual o partido dele tanto lutou no Congresso) deveria receber o mesmo cuidado e atenção dos dois outros pontos. O impedimento de acréscimos de dívidas públicas, do governo federal até os pequenos municípios, foi de grande valia para que, juntados à duas bases citadas, para a situação econômica de hoje.
Pena que, ao encerrar sua exposição a respeito, cometeu o que se pode chamar de “ato falho”: Em voz mais baixa, concluiu: “Pretendo flexibilizar as exigências da LFR”. Isto provocou preocupações.
Nunca devemos nos esquecer da grande dificuldade que o governo anterior encontrou ao assumir em 1995: a gigantesca dívida principalmente de Estados e Municípios. Como solução, o governo federal assumiu-a e com isso a dívida interna disparou.
Também não foi levado em consideração o fato de que o atual governo encontrou facilidades no comércio internacional, sem ter sofrido nenhuma crise – grande ou pequena – como havia ocorrido a partir de 1997.
Desde o ano 2003, não se repetiram os desastres econômicos. Todos nos lembramos, pois foi há tão pouco tempo.
Cabe ao presidente manter o que foi conquistado sem mudar nada, principalmente a Lei de Responsabilidade Fiscal. É tudo o que os brasileiros dele esperam.
pzabeu@uol.com.br

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