21 de mai. de 2007

O Governador Vai para a Argentina

Hoje completam-se 20 dias que a Polícia deu início a ação no Complexo do Alemão (RJ). O objetivo era prender os traficantes que haviam assassinado dois policiais militares. A operação está se mostrando, no mínimo desastrada. O balanço até agora é de 16 mortos e pelo menos 46 feridos, em sua grande maioria moradores locais, nada tendo a ver com o banditismo como diz uma moradora: “Não sei quando esse inferno vai acabar. Não temos mais sossego. A gente sai de casa sem saber se vai conseguir voltar”
A Força de Segurança Nacional, anunciada como a salvação de tudo, está sendo mais uma falácia do presidente da República e do governador do Estado. Dos bandidos homicidas nada se sabe, continuam soltos e para atrapalhar a polícia, armam barreiras com trilhos, blocos de concreto, botijões de gás; fazem também buracos nas ruas que impedem o tráfego dos blindados da polícia. Esses obstáculos são retirados todos os dias, mas os bandidos aproveitam o período da noite e da madrugada para refazer buracos no asfalto e colocar novamente obstáculos para impedir a entrada do carro blindado da polícia.
A coisa dessa forma torna-se ridícula, pois trata-se de uma “guerra”, onde o tempo de trabalho tem hora marcada.
O governador do Rio o que faz? - O governador Sérgio Cabral inicia nesta segunda mais uma viagem internacional. Ele amanhece em Buenos Aires, onde fará apresentação sobre os Jogos Pan-Americanos na companhia do secretário de Turismo , Esporte e Lazer, Eduardo Paes. Cabral fica na Argentina até terça.
Enquanto isso, a “guerra” continua sem previsão alguma de término. (G.S.)

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2 comentários:

Anônimo disse...

A atitude ofensiva, pensemos bem, é uma falácia de qualquer coisa. O tráfico e o crime não são coisas a serem extirpadas de uma vez por todas por milícia nenhuma. Recentemente, entrevistei um advogado e ele disse a verdade: é preciso, por meio da educação, dar perspectivas de vida a essas pessoas.

Anônimo disse...

Tem razão b.m. Concordo, só com educação para combater a estrutura do crime, mas a repressão é emergencial, as duas ações caminham juntas e só quando caminham juntas é q se pode imaginar resultados, do contrário...fica tudo na mesma.
Claudio