Por Giulio SanmartiniNo início de abril, um policial da segurança pessoal do governador Sergio Cabral (RJ), Guaracy Oliveira da Costa, foi fuzilado durante um assalto, vindo a morrer quando recebia socorros no Hospital Salgado Filho.
No último dia 2, o carro usado na escolta do prefeito Cesar Maia – o Santana de cor prata, placa LCD 3810 – foi roubado na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. Dentro do veículo, havia um fuzil AR-15 e cinco carregadores (dois com munição 5.56 e três de pistola calibre 40). O carro estava sob responsabilidade de dois sargentos da Polícia Militar e um guarda municipal , que fazem a segurança do prefeito.
Agora descobre-se o quanto apodrecida se encontra a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, entende-se o porque da cada vez maior ousadia com que age o crime organizado, entende-se porque o cidadão tem mais medo da polícia que dos bandidos. A força policial quando escapa de incompetência cai na corrupção.
O governador do estado Sérgio Cabral filho viu-se obrigado a exonerar o Sub-coordenador Adjunto Militar, coronel Cláudio Rosa da Fonseca, que tem seu gabinete do Palácio Guanabara (foto), sede do governo.
A motivo que o levou a perda cargo veio Polícia Federal na seqüência da Operação Furacão, quando investigava o juiz Ernesto Dória, vendedor de sentenças a favor dos donos de bingos e, captou a seguinte conversa telefônica entre Cláudio e Ernesto:
“- É uma indenização (R$ 300 mil) que minha mulher ganhou em primeira, segunda e terceira instância (...) do Metrô. E eu não deixei tirar carta precatória porque eu falei com o Sérgio e o Sérgio disse assim: 'Ernesto, eu tô assumindo o governo, não deixa tirar a carta precatória'. Eu não deixei tirar a carta precatória - disse ao coronel.
- Eu dou 25% pra você, que é meu irmão e meu amigo - continuou o juiz. Fonseca marcou um encontro com Dória para combinar a transação, sem o mínimo pejo, no Palácio sede do governo
O advogado de Ernesto Dória, Cléber Lopes de Oliveira, disse que não vê crime de corrupção no diálogo.
- Absolutamente ele não corrompeu nem foi corrompido. Eu não vejo, a priori, prática de nenhuma infração penal.
Não é somente necessário, que Cláudio perca seu cargo, que o juiz seja preso, faz-se necessário que a Ordem dos Advogados do Brasil tome alguma providência sobre a amoralidade desse advogado Cleber de Oliveira
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Um comentário:
Giulio,
Você está confundindo as coisas.
O tal advogado pode até merecer punição por parte da OAB - só que por outras razões, que Você poderia indicar, mas não pelo fato de defender um cliente (mesmo o pior criminoso).
Há advogados admiráveis que selecionam sua clientela e nem mesmo assim escapam de atender ao joio, de quando em vez.
Há outros, no entanto, que só se dão bem atendendo ao que pior exista. Mesmo assim, e a menos que se prove que participem/se beneficiem dos crimes dos clientes, não serão punidos apenas por defendê-los.
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