Por Giulio SanmartiniO senador petista Delcídio Amaral (foto), contou ao jornalista Josias de Souza que não sabe porque apareceu na lista de Zuleido Soares Veras, como tendo recebido R$ 24 mil como pagamento do aluguel de um jatinho.
No dia 3 de abril ele teve que ir junto com a mulher, de Brasília para Barretos (SP), pois seu sogro morrera. Para tal precisava de um avião, não sabendo o que fazer recorreu a um amigo, o empresário, Luiz Gonzaga Salomão,que lhe arrumou a aeronave junto à empresa Ícaro. Mas na hora de pagar a conta (R$ 24 mil) não tinha o dinheiro, assim pediu ao amigo, que pagasse a dívida, ou que desse um cheque em caução à Ícaro, o que parece um eufemismo para dizer “pré datado”, fato duvidoso e de legalidade contestada, pois o cheque que visa a um pagamento futuro, não pode e não deve ser considerado como título cambial, mas deixa isso para lá. Delcídio disse ao amigo que passados 60 dias o reembolsaria.
Os 60 dias ainda não passaram, mas o nome do senador apareceu no livro de pagamento do corruptor Zuleido.
Delcídio então contou: “Só ontem, depois que estourou isso, o Luiz Gonzaga me contou que, depois de deixar o cheque dele em caução, como não tinha fundos, começou a correr o mercado para ver quem podia bancar. Mais tarde, ele reembolsaria, segundo eu deduzo. Um desses caras foi o Zuleido, que aceitou pagar. Mas, no final das contas, não pagou.”
Perguntado porque o amigo que lhe concedera 60 dias, procurou terceiros, Delcídio deu uma explicação que não convence ninguém.
“Meu amigo Luiz Gonzaga reconhece que isso foi um erro. Mas ele me deu uma demonstração de amizade. Às vezes, você pode fazer besteiras. O Luiz, a despeito dos interesses empresariais da companhia dele, não se furtou a assumir o que fez. Achei isso muito bonito. Coisa de quem honra o que faz, mesmo sabendo que errou.”
A história do senador é mal contada, esfarrapada e infantil. Ele não percebendo isso diz que fará um discurso no senado (hoje), onde mostrará que seu envolvimento com o empresário Zuleido é “zero”. Também “zero” deverão ser os R$ 24 mil, porque foram para ele através de terceiro, o que na área da picaretagem se chama “laranja”.
Delcídio Amaral terá que ser muito convincente, senão se começará a entender porque o a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios deu em pizza!
Um comentário:
Realmente Giulio,esta história é esquisita. Confusa. Muita explicação demais. Afinal, de Brasília até Barretos de carro são apenas 700 km que podem muito bem ser percorridos em 7 horas. Começa por aí.
Postar um comentário