8 de set. de 2007

Campeonato Mundial de Arremesso de Celular

Por falta de necessidade resolvi não usar telefone celular, mas em março cai na besteira de dar um desses aparelhos de presente à minha mulher e ela me obrigou a usar o dela. Essa coisinha infernal é um problema monumental, começa pelo tamanho do teclado, para calcar a tecla certa ou se é iniciado ou se tem que apontar a ponta do dedo como se faz com um lápis.
Quando saio de manhã, lá está minha mulher todos os dias e me entrega aquela porcaria para que eu a leve, pois pode precisar falar comigo. Todavia descobri o antídoto, quando entro no elevador o desligo, caso ela precise de alguma coisa faz como fazia antes: liga para um amigo que tem uma barraca de frutas na praça onde obrigatoriamente tenho que passar e ele me dá o recado.
Outro dia tive que ir Veneza (sem esnobismo) e de fato precisava de algumas informações que me chegariam depois, portanto o levei Tentei usar aquela coisa, depois de meia hora de tentativas todas com problemas, quase o jogo no Gran Canale (seria um fim glorioso), mas fui até um jornaleiro, comprei um cartão para uso do telefone público e tudo resolvido. (G.S).
Por esse motivo fiquei empolgado quando li a nota de Fernando Moreira que transcrevo:
“Está com raiva da sua operadora de telefonia? O seu celular vive lhe dando dor de cabeça? Bom, uma boa pedida é começar a treinar para uma estranha modalidade de esporte: arremesso de celular. O Campeonato Mundial, em sua oitava edição, foi disputado no mês passado na cidade de Savonlinna, na Finlândia, país com maior número de celulares per capita do mundo.
A modalidade é dividida em duas categorias: artística (estilo livre) e distância. Na primeira, a vitória ficou com o holandês Taco Cohen (foto), que usou habilidades circenses para seduzir os jurados. El ficou empatado no alto do pódio com Elina Pitkänen, mais conhecida como Cow girl, da Finlândia. No lançamento propriamente dito, o ouro ficou com o finlandês Tommi Huotari, que alcançou a marca de 89,62 metros, mas longe do recorde mundial, cujo detentor é o compatriota Mikko Lampi (94,97 metros). Entre as mulheres, a campeã foi Eija Laakso, também da Finlândia, com 44,49 metros.
Para Huotari, o esporte tem tudo para pegar (sem trocadilho):
"Tenho certeza de que todos têm vontade de lançar o celular pelo menos uma vez na vida".
Para a promotora do evento, o campeonato reflete a relação de amor e ódio que as pessoas têm com seus celulares.
"Telefones celulares se tornaram parte da vida do homem moderno, e às vezes muitos de nós gostaríamos de remover essa parte", disse Christine Lund.”

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