7 de set. de 2007

O Pai dos Brasileiro – nos 185 anos da Independência.

Por Giulio Sanmartini.

O primeiro rei da Itália Vittorio Emanuelle II, (1820/78 rei em 1861), tantos filhos teve fora do casamento que, ironicamente ao invés de ser chamado o Pai da Pátria, por ter sido um dos unificadores do país, era chamado o pai dos italianos, devido a quantidade desses filhos.
Todavia, dentro da história foi superado pelo Imperador Pedro I, fundador do Estado Brasileiro.
Sobre o que se tornou conhecido como o Grito do Ipiranga, (7 de setembro de 1822) que tornou o Brasil independente há uma história interessante. O ainda príncipe Regente Pedro, voltando de Santos, no exato dia 7, detêm-se às margens de um córrego pois necessitava aliviar-se das cólicas que o atacavam, na noite anterior abusara de um doce feito à base de ovos e açúcar queimado, que depois tomou o nome de “doce do príncipe”. Aliviou-se e quando voltou para junto de sua guarda de honra é que recebeu as cartas que o levaram ao grito de Independência ou Morte. Esse fato foi testemunhado e contado pelo chefe de sua guarda, Marcondes de Oliveira Melo, (posteriormente barão de Pindamonhangaba.
Mas o objetivo e contar a história de Pedro como “pai dos brasileiros”. Teve de filhos de seus dois casamentos. Primeiro, com a arquiduquesa Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo (7): Maria da Glória, Miguel, João Carlos, Januária, Paula Mariana, Francisco e Pedro (depois Pedro II). Segundo, como Amélia Augusta de Leuchtenberg (1): Maria Amélia.
Fora do casamento, (10), com a bailarina francesa Noemi Thierry: Pedro; com a marquesa de Santos: um natimorto, Isabel Maria, Pedro, Maria Isabel, outra Maria Isabel; com Maria Benedita Delfin (irmã da marquesa de Santos): Rodrigo Delfin; com a uruguaia Maria Carmem de Garcia: um natimorto; coma francesa Clemence Saisset: Pedro e, para não perder a viagem, com a monja portuguesa Ana Augusta: Pedro.
Finalizando, nos seus 36 anos de vida (1798/1834) teve 18 filhos, realmente foi o pai dos brasileiros.

(*)Ilustração: D. Pedro compondo o Hino da Independência (tela de Augusto Bracet)

2 comentários:

Anônimo disse...

Os gastos com os cartões corporativos deste ano já estão estourados. Levantamento realizado pela Assessoria de Orçamento da Liderança do Democratas, no Congresso Nacional, junto ao Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, revela que a Presidência da República gastou até agosto R$ 3.836.738,60. Apenas dois funcionários gastaram juntos, entre saques no caixa e fatura de cartão, R$ 720.609,42. Entre todos os ministérios, a Presidência da República é de longe a mais gastadora. No ano passado, foram nada menos que R$ 12.406.616,00. Clicando sobre uma das opções abaixo você confere os valores gastos com o cartão corporativo da Presidência e dos demais ministérios em 2007, que a coluna traz com exclusividade aos leitores.

abra link
http://www.ucho.info/

veja detalhadamente


GASTOS COM CARTÃO CORPORATIVO DA PRESIDÊNCIA NO ANO DE 2007 (POR SERVIDOR)

GASTOS COM CARTÃO CORPORATIVO 2007, (POR UNIDADE GERADORA DE DESPESA)

VALORES PAGOS PELO CARTÃO CORPORATIVO NO ANO DE 2007 (POR ÓRGÃO)

Anônimo disse...

VALE A PENA LER ESSE EDITORIAL
Correio Braziliense
Caudilhismo do século 21
Editorial




Os temas aprovados no 3º Congresso do PT, concluído no domingo, reafirmam a gestação do ovo da serpente. Três propostas deixam claro o propósito de pôr fim à democracia com recursos da própria democracia. Uma: convocar assembléia constituinte para aprovar a reforma política. Outra: apoiar plebiscito que discute a reestatização da Companhia Vale do Rio Doce. A terceira, mas não menos assustadora: “atacar de frente o oligopólio privado das comunicações”. Não há criatividade nas teses. O fundo são bandeiras defendidas por Hugo Chávez e demais caudilhos adeptos ao tal socialismo do século 21.

Na vigência do regime amparado por sólido sistema constitucional e garantias para o funcionamento normal da democracia, como sucede hoje no Brasil, convocar constituinte é golpe. O órgão só se justifica quando se verifica a ruptura dos instrumentos de controle institucional provocada por graves comoções nacionais. Ao se falar em reforma política, expõem-se as instituições — sem exceção — a eventuais mudanças. No caso, entre outras violências contra a normalidade, enseja-se a inclusão, na Carta, da eleição, pela terceira vez consecutiva, do presidente da República. Abre-se o caminho para a perpetuação no poder.

O delírio de apoiar a volta atrás na privatização da Vale constitui crime de lesa-pátria. Os postulantes à compra da empresa se habilitaram em licitação pública com total liberdade de oferta. Ganhou quem deu o melhor preço. Nas mãos da iniciativa privada, a Vale se tornou player global e paga muito mais impostos que à época que pertencia ao Estado. A simples cogitação do assunto pela legenda do governo gera insegurança para a livre iniciativa. Rasgar contratos afugenta o capital. O país, que precisa desesperadamente de parceria para melhorar e ampliar a infra-estrutura, pagará o preço.

Com relação a restrições às atividades dos meios de comunicação, acusadas de expressar a existência de oligopólio privado, o que se deseja é garrotear a liberdade de imprensa. O controle social da mídia constitui velho sonho do PT, que ensaiou várias iniciativas de mordaça. A tentativa de criação da Ancine, do Conselho Regional de Jornalismo e agora da Abril são sintomas da incapacidade de convivência com a livre circulação de idéias.

O passo proposto no encontro do fim de semana incentiva, com ajuda financeira, a formação de novos órgãos de opinião e estabelece controles sobre a imprensa independente. Nunca é demais lembrar: só os meios de informação livres das amarras do Estado identificam os verdadeiros regimes democráticos. Onde a opinião é dirigida, impera a ditadura. É o ovo da serpente em marcha. Não dá para brincar.