30 de out. de 2007

Muito bafo de boca (e cachaça)

A saúde pública, "quase às portas da perfeição", como a qualificou o inefável dircurseiro que ocupa a Presidência da República, durante sua campanha eleitoral de 2002, sem ter a mínima vergonha de mentir conscientemente.
A saúde é a eterna órfã. Sucateada, hospitais sujos, filas enormes, gente morrendo à míngua de assistência. Quem quer algo melhor, tem de pagar um plano privado. Logo, saúde não há.
Falta dinheiro à pasta da saúde mas sobram planos Vai ganhando forma, em acelerado processo de gestação, o mais um PAC, o da Saúde. Ainda não se sabe de onde virão os boi$, mas o carro já está bem bem adiantado.
Terá uma cara de elixir para vários males o chamado PAC da Saúde, a ser lançado em breve pelo ministro José Gomes Temporão. Enquanto sua pasta e a área econômica disputam cifras para garantir a iniciativa, o ministro arremata as propostas, desde a promoção à saúde até a nova distribuição de recursos e de funções entre municípios, Estados e governo federal.
José Temporão festeja a presença de dois médicos como ele no comando do Congresso. O ministro vê na parceria com Arlindo Chinaglia e Tião Viana a chance de conseguir da equipe econômica mais recursos para a saúde. O trio ganhou o apelido de "Médicos Sem Fronteira".
Sobre às portas da perfeição, disse com muito acerto o senador Álvaro dias (PSDB-PR), ainda em dezembro de 2006: "A saúde do povo brasileiro não tem sido para o Governo a suprema lei. Aquilo que o Presidente afirmou, durante a campanha eleitoral, não é verdadeiro. A saúde no Brasil não está batendo as portas da perfeição; ao contrário, a saúde no Brasil está batendo as portas da UTI". (G.S.)

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