30 de out. de 2007

A carga continuará

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou falsamente que poderá abaixar os imposto, mas no dia seguinte cobrou mais investimentos do setor produtivo brasileiro em discurso no rádio na segunda-feira.
Mas ao falar sobre a contrapartida pedida pelos grandes, médios e pequenos empresários para gastar mais -- a redução na carga tributária --, Lula não saiu do campo das promessas. A expectativa é de que o governo divulgue propostas concretas para baixar os impostos ainda neste ano.
Lula defendeu a ampliação imediata dos investimentos das empresas -- ele quer ver um aumento nos gastos antes mesmo de cortar os impostos, fator considerado vital no setor produtivo para viabilizar os novos investimentos. Segundo o presidente, a reunião com os empresários na semana passada, em Brasília, foi convocada para que ele pudesse "instigar" a indústria a "fazer os investimentos que o Brasil precisa neste momento".
"O Brasil recuperou a sua capacidade de crescimento. Portanto, os empresários precisam recuperar sua capacidade de investimento, e o governo precisa contribuir, com o aumento de sua capacidade de financiamento."
Sobre a carga tributária, Lula repetiu uma frase que se tornou comum nos últimos meses, graças principalmente à difícil negociação para aprovar a prorrogação da CPMF até 2011 no Congresso Nacional.
"Pode ser menor", reconheceu Lula outra vez. "Estamos trabalhando para isso. Estamos perto." O presidente assegurou que o projeto de reforma tributária do governo já está "em fase final de elaboração", depois de repetidos pedidos dos empresários. "Ninguém quer mais diminuir a carga tributária do que eu", disse o presidente, que desde a posse aumentou o peso dos impostos e pouco cedeu ao negociar reduções de alíquotas.

Nenhum comentário: