Luiz Inácio Lula da Silva sempre teve um cordão forte ligando-o ao movimento dos sem terra, a ponto de ter ido à Vitória (ES), quando candidato, para que com sua presença física pressiona-se os jurados a absolverem José Rainha, acusado de homicídio.
Depois, com uma inconveniência perigosa, como presidente da República, recebeu o movimento dos sem terra e vestiu o boné que os caracteriza. Mas com tudo isso, não conseguiu apaziguar esse grupo.
Escreve sobre o assunto Carlos Chagas: “Tivesse Lula assessores menos imediatistas e receberia conselhos para dedicar-se mais ao campo, em vez de estar em Zurique para festejar a realização da Copa de 2014 no Brasil. E não se trata de levar o cofre do Banco do Brasil para o interior, porque de crédito os produtores rurais parecem satisfeitos. O campo significa as cada vez maiores zonas de conflito entre fazendeiros e sem-terra, ambos extrapolando limites do bom senso. De um lado e de outro armam-se milícias que pouco têm a ver com a reforma agrária.
São quadrilhas intimidando e devastando acampamentos de uns e propriedades de outros. É o moderno cangaço, que se tem produzido vítimas, muito mais produzirá se não houver um basta. Nem as polícias militares dispõem de condições, se tivessem vontade, nem o MST e os donos da terra julgam-se subordinados a um poder inexistente. Vive-se, no campo, uma situação em que não basta a ação dos párocos, dos bispos e até dos cardeais para estancar o cisma. Exige-se, mesmo, a palavra e a presença do papa.”
(*) Lampião e seu bando, aparecendo ao centro com Maria Bonita – foto de Benjamim Abrahão.
Depois, com uma inconveniência perigosa, como presidente da República, recebeu o movimento dos sem terra e vestiu o boné que os caracteriza. Mas com tudo isso, não conseguiu apaziguar esse grupo.Escreve sobre o assunto Carlos Chagas: “Tivesse Lula assessores menos imediatistas e receberia conselhos para dedicar-se mais ao campo, em vez de estar em Zurique para festejar a realização da Copa de 2014 no Brasil. E não se trata de levar o cofre do Banco do Brasil para o interior, porque de crédito os produtores rurais parecem satisfeitos. O campo significa as cada vez maiores zonas de conflito entre fazendeiros e sem-terra, ambos extrapolando limites do bom senso. De um lado e de outro armam-se milícias que pouco têm a ver com a reforma agrária.
São quadrilhas intimidando e devastando acampamentos de uns e propriedades de outros. É o moderno cangaço, que se tem produzido vítimas, muito mais produzirá se não houver um basta. Nem as polícias militares dispõem de condições, se tivessem vontade, nem o MST e os donos da terra julgam-se subordinados a um poder inexistente. Vive-se, no campo, uma situação em que não basta a ação dos párocos, dos bispos e até dos cardeais para estancar o cisma. Exige-se, mesmo, a palavra e a presença do papa.”
(*) Lampião e seu bando, aparecendo ao centro com Maria Bonita – foto de Benjamim Abrahão.
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