Agora que vai ficando claro a respeito do que falava a Comissão de Ética Pública quando apontou potencial conflito de interesses entre o cargo de ministro e o posto de presidente de partido, o governo faz de conta que não está entendendo o xis da questão.

Ignora que ela já gerou conseqüências que, com o tempo, deram razão à Comissão de Ética Pública. Dilma e Múcio pedem serenidade no exame da existência de conflito de interesses.Está claro que há, pela quantidade de liberação de verbas, muitas suspeitas de irregularidades, para promoção de cursos a entidades ligadas ao PDT, partido do ministro.
Se ele não fosse presidente de um partido e não tivesse sido posto no ministério exatamente por causa dessa condição, o governo teria muito mais liberdade para lidar com o problema, pois não precisaria se preocupar com as possíveis perdas político-congressuais que terá se tomar alguma atitude contra Lupi.
Mal comparando, se Matilde Ribeiro fosse presidente de partido não teria sido removida da pasta da Igualdade Racial como foi. Com cartão corporativo e tudo. Ela usou de forma irregular comprovadamente R$ 400. Lupi já deu bem mais que isso (R$ 90 milhões) a entidades dirigidas por parentes, correligionários do PDT.
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