Julio Campos é, como ele mesmo se define, um ex-tudo. Foi prefeito de Várzea Grande, segundo maior município de Mato Grosso, com apenas 25 anos, depois foi deputado federal por duas vezes, governador do estado, senador e estava até o ano passado como conselheiro do tribunal de Contas, quando deixou o TCE para retornar à política. Uma figura polêmica e de fala fácil, protagonizou os mais belos embates eleitorais de Mato Grosso tendo como adversário de alguns deles, Dante de Oliveira, morto em 2006.Hoje, aos 60 anos fui conversar com essa figura, que sempre fez parte do meu imaginário político, sempre aguçou minha curiosidade. Como não tive muito contato com ele durante os anos em que esteve ocupando os mais altos cargos do estado, minhas referências eram os casos e causos que escutava e lia. A volta dele ao cenário político é um acontecimento que não deve ser desprezado, mesmo pelos que não concordam com suas idéias. Fui ao encontro de Júlio pensando encontrar aquele Júlio da minha imaginação, de língua solta e de tiradas engraçadas, como nas solenidades recentes em que tivemos chance de conversar. Encontrei um Julio mais comedido nas palavras, apesar disso, foi com uma de suas tiradas dita a mim anos atrás durante uma dessas solenidades que começou nosso bate-papo começou: “eles são como macacos em cristaleira, não importa pra onde viram, sempre quebram um cristal”.
Você estava se referindo à turma do governador ou a ‘turma da botina’, ainda é assim?
Júlio Campos: O que acontece é a falta de sensibilidade política e aquela história de ‘eu posso tudo que todo mundo vai conformar’. Hoje a reação é diferente.
O que representa a ausência do senador Jonas Pinheiro para esse grupo sem ‘sensibilidade’?
Júlio Campos: A morte do Jonas abre uma lacuna insuperável. Uma figura conciliadora, paternal, que se relacionava bem com todos os partidos. Jonas era como um algodão no meio dos cristais. (leia a entrevista completa aqui)
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