26 de mar. de 2008

A Igreja continua a mesma

Giulio Sanmartini

“As pernas da tradição não conseguem acompanhar o movimento dos braços da novidade”
(Carlos Drummond de Andrade)

A Noite dos Cristais (Kristallnacht) aconteceu no dia 9 de novembro de 1938, quando agentes nazistas à paisana assassinaram 91 hebreus, incendiaram 267 sinagogas, saquearam e destruíram lojas (foto) e empresas da comunidade e começaram o confinamento de 25 mil hebreus em compôs de concentração.
O fato marcou o início do holocausto, onde dezena de milhões de hebreus foram levados às câmeras de gás e aos fornos crematórios. Pouco menos de um ano depois era eleito como papa Giovanni Pacelli, recebendo o nome de Pio XII, mas manteve-se à parte dessas atrocidades cometidas pelos nazista e pelos fascistas de Mussolini contra os hebreus, talvez o resultado de um anti-semitismo milenar, que persiste até hoje na Igreja, de forma velada, mas real e por temor, pois estava no centro geográfico do conflito.
Atualmente, usando os mesmo métodos nazistas, os chineses agem contra os tibetanos e o atual papa, Bento XVI, age como seu antecessor da época da Segunda Guerra.
Ao mencionar as "áreas ensangüentadas pelo conflito" nas quais "a dignidade da pessoa humana continua sendo desprezada e pisoteada", o atual papa, Bento XVI, se lembrou de "Darfur e Somália; o atormentado Oriente Médio, em especial a Terra Santa; Iraque, Líbano e finalmente Tibete". Por duas vezes na Semana Santa o papa comentou o conflito tibetano, mas sempre, de forma pusilânime sem citar a China, com quem o Vaticano tem relação tensa.

Um comentário:

Anônimo disse...

Comentar sobre religião é difícil pois fere sensibilidade.Eu ousaria indicar um livro chamado "O Papa Negro".
Tenho um comentário sobre ele, e se alguém se interessar...