19 de mar. de 2008

Patriotada provinciana

Por Demóstenes Torres (senador DEM-GO)

Tão logo as autoridades espanholas decidiram limitar os critérios de admissão dos brasileiros na União Européia, muitas vezes injustificadamente, veio à tona o velho clichê do coitadismo terceiro-mundista. Para os detentores desta idéia fixa, os nacionais estavam sendo vítimas do preconceito de imagem por serem pardos, mal-vestidos e monoglotas.
Houve até quem, valendo-se de larga atuação em favor dos direitos humanos, observasse que por detrás da intolerância do serviço de imigração espanhol estivesse a “questão de gênero”. O alvo preferencial da discriminação seriam nossas mulheres, especialmente as que, motivadas pela miséria, tentariam literalmente fazer a vida em território europeu. Para o pessoal desta linha de engajamento, nossas prostitutas são destinatárias das mais perversas faces da violência contra a mulher.
Um estudo encomendado pelo governo português desmentiu a assertiva do politicamente correto e mostrou que, ao contrário do estereótipo de vitimização, a maioria das brasileiras que cruza o Atlântico para praticar a profissão mais antiga do mundo é caucasiana, possui nível de escolaridade entre médio e superior, e não foi aliciada pelo tráfico internacional de pessoas. Seriam elas, então, vítimas adicionais da globalização? Nada disso. Estão lá por livre e espontânea vontade com o fim exclusivo de serem regiamente remuneradas em Euro...

Ilustração: Escudo do "Reino de España"

3 comentários:

Anônimo disse...

Lá como cá.
Prostituição
Um número crescente de universitárias britânicas se dedica à prostituição para pagar os estudos. Segundo pesquisa da Universidade de Kinsgston, o número de estudantes prostitutas aumentou 50% nos últimos seis anos, enquanto o custo da matrícula subiu para 4,5 mil euros, o equivalente a mais de R$ 12 mil. Uma estudante prostituta que cursa doutorado em política internacional disse ao jornal "The Sunday Times" que há alguns anos podia ganhar até 3 mil euros em uma só noite, mas que agora os lucros são menores devido à concorrência com garotas do Leste Europeu.
Quiuspa! O capitalismo,invadindo a reserva de mercado com concorrência desleal,na Espanha!
As brasileiras boazudas e bonitonas, tomam o mercado por apresentarem um produto melhor e mais bem acabados.
Abaixo o azeite espanhol.
Abaixo as prostitutas espanholas.
Ai meu Deus, lá como cá.

Chacon disse...

O que o Marreta diz é verdade, agora impedir uma pessoa de entrar seja onde for (se está com documentação em día, e tudo o que pede o Governo da Espanha) isso é preconceito. Não entra prostituta, não entra negro, não entra gay, entra quem? Se tem prostituta é por que tem quem paga. É o que disse o Marreta, a concorrência chega a ser desleal. Aqui no México a mulher brasileira (e povo brasileiro en geral) é quase que adorado. Pq têm corpazos, pq os brasileiros têm os melhores jogadores, pra mim, é oque comentei outro dia com um amigo, é pura dor de cotovelo espanhola. reciprocidade neles, quem vai sair perdendo são eles, já disse isso

Anônimo disse...

Chacon, pensando melhor no que você disse, conclui que o povo espanhol, não tem tanta culpa pelos desmandos de seu governo.
Quando assisto partidas de futebol do campeonato deles e vejo o fervor com que aplaudem um gol ou uma jogada bonita de um brasileiro, penso que aquilo é uma emoção verdadeira sem xenofobia. É um prazer de ver a arte se manifestando independente de nacionalidade.