20 de mar. de 2008

Várzea Grande e Júlio Campos

Por Raphael Curvo - Advogado pela PUC-RJ e pós-graduado pela Cândido Mendes-RJ

Quando Pedro Pedrossian assumiu o governo do antigo Mato Grosso, teve início um novo tempo. Enquanto a parte norte do estado foi esquecida pelo governo federal, até porque não tínhamos nada a oferecer ante o marasmo que vivíamos, a parte sul do estado se gabava do seu desenvolvimento e recebia dos militares detentores do poder, apoio político e recursos para investimento agraciados pelo fato de ser Campo Grande, base militar da Aeronáutica e do Exército. Por pouco os “sulistas campo-grandenses” não conseguiram mais uma base naval no córrego Prosa que corta a cidade. O governo Pedrossian não discriminou a capital Cuiabá e deu início ao desenvolvimento, ao novo alento para nossa região com muito investimento em praticamente todas as áreas. Abriu perspectivas e um novo conceito de administrar e empreender.
Os governos que se seguiram, a partir daquele período, deram novos rumos a Mato Grosso. Foi no governo Garcia Neto que se deu o “milagre” da divisão. A partir daí, e na hora certa, o estado começou a criar força política e econômica. Deixamos de ser apêndice de uma estrutura onde as benesses pendiam só para um lado.
Aos poucos fomos desenvolvendo e surgiu, no terceiro governo pós divisão, uma das maiores lideranças do estado à época, o jovem deputado federal Júlio Campos. Ali começou uma nova era para Mato Grosso. Ativo e com grande visão política, Júlio impulsionou a economia mato-grossense com maciços investimentos na infra-estrutura dando prosseguimento mais dinâmico às anteriores administrações de Garcia Neto e Frederico Campos. Impulsionou os projetos de infiltração para o interior provenientes do governo Pedrossian. Deu início a vocação agrícola do estado na busca intensa pelo desenvolvimento de cada região. Apoio e facilidades de recursos para aplicação nos e pelos municípios. A família Maggi que o diga. Firmou-se, assim, como Filinto Müller, Pedrossian e Dante de Oliveira como grande nome político no cenário nacional.
Hoje temos Júlio Campos de volta ao cenário político. Ainda jovem, nos seus sessenta anos, o que representa alguns anos mais de juventude, com maior sabedoria e visão administrativa. Júlio está apto e com grande bagagem política para administrar Várzea Grande e promover uma alavancagem na vida da cidade e retirar esse aspecto de marasmo administrativo, assim como era Mato Grosso nos anos 60. Até em questão visual, a cidade necessita urgente de uma revitalização que contenha estímulos e prazer em lá estar. Modernização urbana é vital ao município que busca por investimentos e melhor qualidade de vida. Os seus cidadãos têm que sentir a sensação de pujança e orgulho da sua cidade. É preciso eliminar aquele aspecto de cidade sem futuro do interior. A transformação de Várzea Grande, urbana, econômica, educacional, cultural, de saúde e por aí vai, com toda certeza, será um fato, e dos melhores, com Júlio Campos à frente do Executivo. É um homem voltado à transformação, à inovação e ousadia, item dos mais carentes nos atuais administradores. É capaz de construir caminhos e detém trânsito livre em todas as esferas da área nacional e mesmo internacional. Várzea Grande só tem a ganhar e muito, com Júlio Campos. Os tempos atuais não permitem mais experiências. Exigem pessoas qualificadas e com elevado conhecimento em administração pública.
Como pessoa, Julinho nunca deixou ninguém à beira da estrada, a não ser aqueles que caíram do caminhão. É uma liderança política da qual os varzeagrandensses não podem prescindir. Aos críticos, que reflitam sobre o que hoje somos e o que seríamos sem os homens da envergadura dos que nos governaram e lutaram por Mato Grosso, apesar de toda diversidade vivida ao longo dos tempos, pela discriminação da administração federal. A esses governantes e aos braços de nossos homens de valor, é que o nosso estado, queiram ou não, escala célere os degraus do desenvolvimento e da qualidade de vida.

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