1 de abr. de 2008

Ainda sobre Jornalistas

Ralph, só pra fazer um adendo ao seu texto, cito dois casos, talvez emblemáticos à vida jornalística do nosso país. Um é Barbosa Lima Sobrinho, formado em Direito e que militou no jornalismo durante toda a vida, tendo si proclamado Jornalista Emérito pelo Sindicato dos Jornalistas de SP.
Foi citado na Homenagem que a ABI recebeu no final do ano passado, pela ocasião do centenário da Associação. O presidente da Câmara, deputado Chinaglia, mesmo petista, declarou sobre a ABI: ” A Associação Brasileira de Imprensa, atualmente presidida por Maurício Azêdo, a quem cumprimentamos efusivamente, pela função e também pela sua própria história, está acima de interesses empresariais particulares e mesmo dos interesses individuais dos jornalistas. Tendo surgido para defender seus filiados, apoiando-os em suas lutas, foi além e definiu como seu horizonte de atuação a defesa dos interesses nacionais e dos direitos humanos.
Outro exemplo é Cláudio Abramo, a quem adorava ler nos meus tempos de estudante na coluna São Paulo da Folha. Abramo era formado na Escola de Altos Estudos Sociais e Políticos de Paris, não era jornalista, mas foi quem reformulou e modernizou o nosso jornalismo, tendo feito isso na Folha e no Estadão. Fui buscar na net a vida dele, e encontrei uma passagem de que ele se perguntava qual o objetivo dos jornalistas brasileiros, e como já tendo a resposta – fazer carreira e ganhar dinheiro, protestava: “Então já não sou mais jornalista, já pertenço a uma espécie em extinção.”
Concordo sobre as defesa que os jornalistas fazem da classe, mas como dentista, por exemplo, não impediria que se descobrisse a cura das doenças que me dão renda. Trabalharia sim para descobrir a cura delas. Imagino que a classe (ou os dignos de pertencer a ela) não deseja a restrição da liberdade de imprensa, seja de quais formas tentem fazer, como a obrigatoriedade do diploma.

12 comentários:

PapoLivre disse...

Bem colocado Cassio. Sua lista de "jornalistas" graduados na Life University ou Universidade Da Vida está muito pequena, lá vai: Carlos Lacerda,Carlos Chagas,Hélio Fernandes, Boris Casoy,Kujawsky, Romulo Fontes, Sergio Porto, Onélio e Nair de Freitas,Geraldo Correia, Neif Taiar, Euro Arantes do empastelado Binômio, Cesar Muanis,Dailor Varela, Roberto Wagner de Almeida, Moretti do Diabo Verde,Paradella,Millor e muito mais....

Cassio disse...

Valeu, Francisco. Valeu acrescentá-los. Lembrei-me dos dois porque foram os que me vieram na cabeça. O Barbosa Lima Sobrinho, porque era uma referência, e o Abramo que eu gostava muito e foi difícil acostumar com quem o substituiu. Não sei nem se foi Clovis Rossi, que hoje tb gosto.
O mundo dá voltas, não é? Saudosista, fui ler sobre a vida do Abramo e vi que ele era trotskista. Será que hoje ele ainda seria? Como disse aquela propaganda, que precisamos de heróis, acho melhor pensar que hoje ele seria um belo de um jornalista que criticaria esse esquerdismo patológico.

Abreu disse...

Cássio,

Se a discussão tiver sido motivada por uma banana (mesmo sem admoestar a ninguém), termino cedendo à preguiça.

Temos assuntos mais importantes para tratar aqui do que ocupar espaço (e nossa atenção) por conta de uma pseudobaga.

Qualquer pessoa que possua um blog (jornalista ou não) pode colher o depoimento de quem quiser para reproduzi-lo nesse tipo de espaço.

Os blogs não são privativos de jornalistas. É verdade que a Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas de S.Paulo recém sairam-se vitoriosos em disputa judicial (perdida em primeira instância), pela exigência do déproma di jórrrnalíshshmu num caso específico.

Agora, se "u sindicátu" em MT quiser questinar o direito da Adriana escrever em mídias impressas, por exemplo, que tente. Certamente, ela terá os melhores advogados para atendê-la. No entanto, só mesmo um estulto adotaria qualquer temerária iniciativa para questionar-lhe o direito de entrevistar a quem quer que queira sob a condição de blogueira.

A verdade é que sobre essa restrição idiota (para reserva de mercado) muito já se escreveu e eu não acrescentaria nada de útil ao que já existe, mas a minha opinião sintetiza o que li: o jornalismo, como reportagem/descrição de fatos ou mesmo pela exposição de opinião não requer nenhuma formação específica de quem queira exercê-lo.

O que se espera de um bom (ou mau) repórter/jornalista, de um bom (ou mau) analista, etc., é sua argúcia, sua perspicácia, sua habilidade de interpretação dos fatos sociais, além de um mínimo de ÉTICA que, como se vê, falta à esmagadora maioria dos que se dizem depromadus.

Forte abraço,

Cassio disse...

Abreu, é isso!

Ralph J. Hofmann disse...

O Yoda falou

Uma orelha de porco sempre será uma orelha de porco mesmo que esteja apensa à na cabeça de um portador de diploma de jornalismo

ma gu disse...

Alô, Cassio.

O Ralph tem razão. E a (ou o) orelha, mais pé, lingüiça (se é que tem) e outros atributos do porco, dão uma bela feijoada, né não? O interessante é que sempre se termina a feijoada com uma bela frutinha...

Anônimo disse...

Comparar Adriana Vandoni aos jornalistas do texto é forçar a barra não acha?

Mas tudo bem, todos tem o direito ao contráditório e a ampla defesa.

Só não tem o direito de se intitular aquilo que não é, e ela não é jornalista e não pode dizer que fez entrevista.

Pode dizer que colheu um depoimento conforme o texto sugere. É o jeitinho brasileiro no exercício ilegal de profissão.
ass. Sr. Banana.

Anônimo disse...

Não tem como discutir esse assunto com esse pessoal que insiste em puxar o saco dA senhora Adriana Vandoni, encabeçada por seu esposo, Cássio. Ela não é jornalista, isso é fato. Na verdade, ela não escreve nada. Seus comentários são sobre matérias escritas por jornalistas.nÃO É o caso dela.Mesmo assim tem uma visão tacanha das coisas. Na maioria das vezes, os comentários são confusos e que ela deveria colocar um manual para decifrar o que quer dizer. O papel do jornalista é informar e formar cidadãos conscientes e capazes de ter uma visão crítica das coisas. Ela não informa, desinforma. Pois o tempo todo fala mal do governo do estado, do presidente da república e do atual diretor-geral do Dnit e por último, essa briguinha com o sr. banana. Poderia usar esse espaço, mesmo sem ser jornalista para coisas mais interessantes e úteis. As matérias de economia que poderia ser um assunto de seu domínio, já que é economista, não comenta, quando faz é para criticar o personagem e não a ação. Isso é jornalismo? O fato de exercer a profissão ser sem habilitada é uma questão de ética mesmo. Ela que critica todo mundo, poderia fazer diferente. Ética cabe em qualquer circuntãncias, não apenas quando é conviniente.

Anônimo disse...

Apenas uma correção: Ética cabe em todas as circunstâncias não apenas que é conviniente!

Anônimo disse...

Caros anônimos, então façam vocês os sábios blogs que vocês idealizam, pois este é um espaço de discussão importante e está crescendo cada vez mais. Eu, como leitora daqui, passo às vezes horas,lendo com detalhes s notícias. Feqüento outros blogs, também, com outros enfoques, mas este tem características muito positivas. E o importante é que não trata somente dos temas nacionais, mas locais, também. E é importante que o jornalista ou economista, no caso, viva em plenitude os problemas do seu local. Aliás, na grande mídia nacional, Mato Grosso é citado como praticamente o Estado mais corrupto. É importante haver a Oposição, assim como a situação. O ruim é que a situação se encastelou no poder, manejando verbas a seu bel-prazer, aproveitando-se da impunidade. Cabe ao jornalista ou economista ou professor, sei lá, denunciar e lutar. Os senhores podem lutar a favor à vontade, pois, pelo que estou vendo, este é um espaço democrático.

ma gu disse...

Alô, Cassio.

Olha aí. Dependendo o tempo da Adriana, ela poderia realmente fazer, em capítulos, no blog, um Manual de Interpretação para Anônimos. Parece estar se tornando necessário.

Em alguns casos específicos, um retorno dos anônimos para cursos iria bem. Primeiro, usar seu conselho sobre ética caber para todos, inclusive ele(a). Pelo menos a frutinha assina seus comentários. Depois, corrigiu circunstâncias, mas não corrigiu NO que é apenas CONVENIENTE. Arre égua...

Cassio disse...

Magu, deixa quieto. Gostamos da presença dele aqui. Anima o blog. Críticas, a Adriana já assimila rindo. Uma cunhada até reza por ela, hehehehe.
O interessante é que ele, como ela diz sempre, tem restrições interpretativas. Falamos de uma coisa e ele vem aqui dizer que não tem comparação - com os outros jornalistas citados. Claro que não! Mas quem disse isto?
O cara defende os jornalistas, mas não consegue interpretar um texto de 10 linhas. Todos leitores do blog entendem, e o frutinha diz que não dá pra entender ... hehehe.