20 de abr. de 2008

Com o marxismo, os escravos mudaram de dono nada mais

Do mais valor ao mais poder
Carlos I.S. Azambuja em Mídia sem Máscara


Bakunin (foto), o anarquista, dizia a Marx que a realização do programa de socialismo de Estado levaria ao surgimento de uma nova classe dirigente: a burocracia. Marx, o estadista, dizia a Bakunin que, se em lugar da economia centralizada e planificada se instituísse o federalismo proposto pelos anarquistas, o intercâmbio seria realizado sob a forma de troca mercantil e esta, levada por leis objetivas, geraria novamente o capitalismo.
A prática do socialismo demonstrou o quanto Bakunin estava certo em sua crítica. A burocracia soviética jamais pôde ser contestada por ninguém, pois era um fato. Esta foi a realidade do socialismo real e, para um materialista, o alfa e o ômega da teoria são o axioma de que é na prática que se deve comprovar a veracidade das idéias. Parece que Marx jamais existiu, pois o socialismo real foi filantrópico, reformista, utópico, voluntarista, idealista, de mercado; a materialidade foi posta de lado para que se fixasse a atenção apenas nos valores morais. A realidade assustou os socialistas no mundo ocidental e eles foram capazes de tolerar tudo em termos conceituais, menos o socialismo real, e o mais grave é que sempre se disseram marxistas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Pode soar sarcástico, mas vejam só, muito do que povoa a mente socialista é fruto de utopias, conversas de bar materializadas após beberagens homéricas.

Materializaram os pesadelos, orgias e pileques!

E nós sofremos a ressaca...

Ammqard