30 de abr. de 2008

Como nada a ver com a prefeitura?

Por Fabiana Sanmartini

Com os confrontos entre policiais e traficantes de outros morros com o Chapéu Mangueira, pela disputa dos pontos de distribuição de drogas, como a prefeitura do Rio vai liberar um Mega evento no posto 3?
Vale saber que Chapéu Mangueira fica no Leme a apenas alguns poucos quilômetros do evento. Os tiroteios tem varado o asfalto, quem vai garantir a segurança dos que forem assistir, dos artistas do patrimônio público, dos moradores? Faça-me o favor, em meio a uma guerra urbana, até o exagero de Cazuza, que seria homenageado por seus 50 anos, pode esperar. Os organizadores do evento garantem que ele vai acontecer, a polícia garante que não. Caso a polícia perca mais essa queda de braço, nós vamos acender as velas e ficar esperando para que tenham cartas na manga. A Spetáculo Produções alega não ter nada com a prefeitura ou com a polícia, por sua vez a polícia alega vandalismo e as associações de moradores engrossam o coro. Se a produtora nada tem a ver com a prefeitura, quem autoriza os eventos na orla? É que o ditado ficaria grosseiro, mas posso coloca-lo assim: "casa de quenga governada por bagunceiro". Na verdade, falando sem cerimônias, o medo real é do confronto que vem ocorrendo há dias. Existe alguma garantia de que o tráfico é fã de Cazuza e por isso não teremos embates durante o evento? Afinal, é só uma homenagem e não uma passagem para ver o ídolo de perto. (leia mais no Jornal do Brasil)

(*) Foto: morro Chapéu Mangueira à noite, com Cristo ao fundo.

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