9 de abr. de 2008

Licitação para comprar cadeado.

Por Fabiana Sanmartini

O governador do Rio, Sérgio Cabral, esta comprando cadeado novo, pra já, uma vez que o ladrão já entrou e sequer precisou arrombar a porta. E pra não dizer que nunca concordo com ele, meio que concordei hoje. Em declaração dada ao O Dia Online, informa que a dengue é intolerável, tanto quanto o tráfico de drogas.
Para ele, ambos têm de sair da ‘paisagem’ do estado. È verdade, ambos provam a incompetência do Estado em manter a ordem e a segurança do cidadão. O narcotráfico que vence batalhas diárias contra o Estado domina comunidades pelo governo do medo, do pavor e a dengue mata, evolui com novos sintomas como ruptura de baço, ascite (barriga dágua) e dores abdominais. Já se prevê nova epidemia para 2009. Agora com tudo já fora de controle, ainda não temos postos abrindo 24 horas, mas já chegam médicos do Hospital Albert Eisntein, em São Paulo, a Universidade UNIGRANRIO também ajuda com acadêmicos de medicina, enfermagem e farmacologia, temos ajuda do Rio Grande do Sul, guias cívicos do Pan, entre 14 e 24 anos, fazem o combate nas comunidades em que vivem, novas tendas de hidratação, mas os resultados ainda demoram de forma fatal. São encaminhados paras tendas os pacientes diagnosticados e o resultado dos exames pode levar até 28 horas, são feitos nos hospitais e postos avançados que estão superlotados! Já temos um caso, sabido, de morte de gestante e bebe. A demora foi o suficiente para a ruptura e conseqüente extirpação do baço do pedreiro Joselino Gonçalves, 25 anos, internado no CTI do Hospital da Posse. Kátia Lúcia da Silva Soares, dona-de-casa e esposa de Joselino, 20 anos, contou que está assustada com o avanço da epidemia.

“Meu marido começou a se sentir mal na quarta-feira da semana passada e no dia seguinte já estava internado. Ele reclamou de dores na barriga e nunca imaginei que a dengue pudesse virar algo tão pavoroso”. Pavoroso mesmo é o descaso e a lentidão em começar a agir. Um dia, uma hora valem uma vida. E aquela máxima da medicina preventiva: prevenir é melhor que remediar? E se tem estrutura para remediar? Só pra variar estamos pagando a conta, o povo esta morrendo, não se noticiou nenhum político, ou família destes com casos de óbito por falta de atendimento pela epidemia! É bem verdade que você pode me dizer que eles tem plano de saúde, mas o governo, que eu saiba, é para todos. Foi-se o tempo em que só a elite tinha direito ao voto. Temos direitos e devemos fazer com que eles sejam respeitados e cumpridos, já que nossos deveres nunca são minimizados. Eu tive dengue duas vezes no espaço de um ano, meu marido dengue hemorrágica, fomos excepcionalmente atendidos pelo hospital público, Conde Modesto Leal, em Maricá. Sempre vale o elogio aqueles que trabalham com dedicação, superando as poucas ou mesmo a ausência de condições. (leia mais em"> O Dia Online)

2 comentários:

Anônimo disse...

Há um deplorável silêncio sobre o que ocorre nos outros municípios do Rio de Janeiro e nos outros Estados.

Skorpio disse...

Se fosse para prendê-lo, eu doaria um cadeado.