19 de abr. de 2008
O muro de Berlin brasileiro
Sobre o comentário que postei abaixo, onde eu disse que Lula foi o nosso “muro de Berlin”, acho que não fui bem entendido. Quis dizer que, assim como a queda do muro de Berlin pôs fim ao sonho socialista na Europa, o governo Lula abriu os olhos de muitos daqui do Brasil que ainda acreditavam que a utopia socialista tinha bons propósitos. Apenas alguns poucos cegos ainda acreditarão. O governo Lula escancarou quais os objetivos reais de assumir o poder, e ao exercê-lo, destruiu os discursos fáceis que sempre utilizaram. Magu, não precisamos esperar a queda do muro, ele já caiu, junto com tantos escândalos de corrupção e tentativas de quebrar nossa democracia. A esquerda “revolucionária” perdeu seu discurso, e, como eu disse outro dia, acredito que essa tenha sido a maior obra de Lula. Roubos e escândalos passarão, Lula passará, mas o que tiraremos como aprendizado deste governo é que não existe mais a idéia de que a esquerda é guardiã da moral e da ética. Nossos jovens não cairão mais tão facilmente nesse discurso.
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6 comentários:
Eu também não gosto de muro, ainda bem que o de Berlim foi-se com foice e tudo.
Mas,sempre tem o mas,e os outros?
Qual o muro bom? o nosso?
O primeiro imperador chinês, Qin Shihuang começou a construir uma muralha para impedir o saque dos nômades.
Deve estar lá no Nirvana murmurando, meu muro... meu muro...
Meu caro Cassio.
Entendemos o seu post. Quando lhe disse 'vou confiar no seu taco', fui sacana por ver seu otimismo, que considero ainda juvenil (é um elogio, viu!) reiterado neste post, ao acreditar que 'nossos jovens não cairão mais tão facilmente nesse discurso'. Amigão: Acorde! A lavagem de cérebros é extremamente eficiente neste país. Talvez não tenha tido tempo suficiente para ver todos os aspectos da última invasão na UnB, que mostrava claramente o assunto mas, no mínimo, a eleição e reeleição de D. Luis I já deveria ter lhe sido suficiente.
Apenas nós, com alguns anos de estrada e alguma bagagem de cultura no lombo, é que conseguimos ver 'quase' o quadro todo. O jovem compra muito rápido o discurso esquerdista e só enxerga aquilo que lhe é mostrado!
Perdoe-me se lhe pareço muito pessimista...
Magu, talvez eu é que esteja muito otimista. Pode ser mesmo. Marreta, é verdade, o muro, ou muralha Chinesa tá em pé, e agora protege os pseudo-comunistas de lá.
Prezado Cássio,
Como convivo em universidades, tanto em Brasília onde morei quanto aqui em Santa Catarina, vejo que a juventude, além de professores novos em idade, o que Magu escreveu tem fundamento. Muitos deles, a maioria, são alienados em relação à compreensão das dificuldades da vida, da política, da sacanagem destes parasitas que estão no governo.
Já discuti muito sobre as mazelas do governo e vejo que os jovens são iludidos.
Quando o tal presidente lula esteve na Universidade Católica de Brasília em campanha para presidente (na 1ª vez) tive vontade de ir ao auditório dizer para ele que tinha perdido o bonde da história e que não fez nada quando deputado federal.
Desisti no meio do caminho porque iria apanhar de professores e de alunos enfurecidos e movidos pelo petismo. Sinceramente, tive medo. Estava recentemente operado do coração e não poderia levar um soco que me doeria muito o peito.
Em meu ambiente de trabalho existia muitos petistas e era difícil até conversarmos sobre a besteira que seria o lula estar na presidência. Não deu outra como sabemos.
Desculpas por ter escrito muito.
Caro Antonio
Não se desculpe. Você (e a Rô), com o contacto que tem com a juventude, tem a obrigação (desculpe ser incisivo) de trazer essa experiência (a capacidade de poder ver mais de um lado, com um senso mais agudo já posto) para ajudar os demais leitores a formarem um quadro mental mais aproximado da realidade, do que é essa cambada, os instrumentadores e a sua massa de manobra, muito obediente. Acho até que fui mal educado com o Cassio e o otimismo dele. Este espaço, que às vezes usamos para sarro e gozações, não tem preço. Merece sim ser usado para assuntos tão sérios quanto este. Eu não dispunha dele na minha época. E fui editor de jornal do ginásio. Não sou professor. Fui picado pela mosca do socialismo quando bem jovem mas, no antigo ginásio, tendo já lido mais de dois mil livros naquela época, o verme não conseguiu se instalar pois, a cultura já havia servido de contraveneno. Então, tive a chance de participar de congressos da Uee e Une, mais por farra, assistindo, com outros olhos, a puta bagunça que aquilo era e a aparência das grossas nuvens negras no horizonte. Era o começo dos anos 60. Felizmente (neste caso específico) aconteceu 1964, o que impediu a catástrofe que, quando veio, foi mais fraca.
Magu, não achei que vc foi mal-educado. Deu a sua opinião, e acho que eu é que estava sendo muito otimista, e o exemplo do Antonio mostra isso. Valeu!
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