Por Josias de Souza
Entre as atribuições do Congresso, diz-se que a mais importante é a análise e aprovação do Orçamento da União. Nada mais falso. Nessa matéria, a vontade dos congressistas não vale uma nota de três reais.
Quem manda é o Executivo.
Aprovado pelo Congresso com atraso, o Orçamento de 2008 (gastos de R$ 1,36 trilhão) foi sancionado por Lula não faz nem dez dias. Pois bem. Nesta terça-feira (1º), o ministro Guido Mantega (foto - Fazenda) informou que o governo vai passar a tesoura.
O corte será de R$ 20 bilhões. É necessário, segundo Mantega, para compensar a perda da CPMF. Uma compensação que o Congresso dizia já ter promovido. Quais as rubricas que serão passadas na faca? O ministro promete para os próximos dias a divulgação da reprogramação orçamentária.
Segue-se, assim, a praxe: o Executivo elabora o Orçamento. O Congresso finge que vota. Congressistas engancham, aqui e ali, verbas que vão sair pelo ladrão. O Executivo dá de ombros para o votado e executa o Orçamento como bem entende.
Mantega contou a novidade numa reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). Lula também discursou. Disse aos empresários com assento no conselho que o Brasil não está imune à crise que rói a saúde financeira dos EUA.
Num dia em que o consórcio governista esmagou a oposição, de novo, na CPI dos Cartões, o presidente comparou a encrenca norte-americana a uma comissão parlamentar de inquérito. “É como se fosse uma CPI. Todo dia aparece uma notícia, todo dia aparece uma denúncia, todo dia aparece uma coisa...”.
Entre as atribuições do Congresso, diz-se que a mais importante é a análise e aprovação do Orçamento da União. Nada mais falso. Nessa matéria, a vontade dos congressistas não vale uma nota de três reais.
Quem manda é o Executivo.Aprovado pelo Congresso com atraso, o Orçamento de 2008 (gastos de R$ 1,36 trilhão) foi sancionado por Lula não faz nem dez dias. Pois bem. Nesta terça-feira (1º), o ministro Guido Mantega (foto - Fazenda) informou que o governo vai passar a tesoura.
O corte será de R$ 20 bilhões. É necessário, segundo Mantega, para compensar a perda da CPMF. Uma compensação que o Congresso dizia já ter promovido. Quais as rubricas que serão passadas na faca? O ministro promete para os próximos dias a divulgação da reprogramação orçamentária.
Segue-se, assim, a praxe: o Executivo elabora o Orçamento. O Congresso finge que vota. Congressistas engancham, aqui e ali, verbas que vão sair pelo ladrão. O Executivo dá de ombros para o votado e executa o Orçamento como bem entende.
Mantega contou a novidade numa reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). Lula também discursou. Disse aos empresários com assento no conselho que o Brasil não está imune à crise que rói a saúde financeira dos EUA.
Num dia em que o consórcio governista esmagou a oposição, de novo, na CPI dos Cartões, o presidente comparou a encrenca norte-americana a uma comissão parlamentar de inquérito. “É como se fosse uma CPI. Todo dia aparece uma notícia, todo dia aparece uma denúncia, todo dia aparece uma coisa...”.
3 comentários:
Ha cinco anos atrás o governo não tinha a falta da CPMF para justificar a não execução de trabalhos rotineiros como o controle a aftosa.
Portanto, que o Mantega tenha hombridade. A CPMF não tem nada a ver.
Seguiremos tendo epidemias porque o governo não executa planos anuais de combate aos insetos e outros programas permanentes.
Se as normas deste governo fossem aplicada nas última 5 décadas ainda teríamos a varíola e a pólio não estaria quase extinta.
Se vai fazer o corte de 20 bilhões, é porque existem os 20 bilhões. Ninguém até hoje explicou se no Orçamento já está contabilizado o montante da corrupção. Só o Lula, está gastando, neste ano, pessoalmente,30 mil por dia. Fora o resto da quadrilha.
Alô, pessoal.
Menos, menos. O tal do contingenciamento, de lavra do professorzinho e da guerrilheira mãe do PACo, se não for feito, como é que eles vão pagar os zilhões de apaniguados que enfiaram na União?
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