11 de mar. de 2007

A Imbecilidade Humana Não Tem Limites

Há exatos 3 anos estava indo a Veneza, fica tão perto de Belluno que permite chegar lá às 9 da manhã, passar o dia e estar de volta em casa às 19:30.
Na Estação de Veneza, quando tomava um café vi na televisão as primeiras cenas trágicas do atentado terrorista à Madri.
Hoje foi inaugurado pelo rei da Espanha na presença da rainha Sofia, do chefe do governo José Luis Rodriguez Zapatero, de vários ministros e de parentes das vítimas, o memorial em homenagem aos 191 mortos e mais de 1800 feridos, pelas 10 bombas que foram acionadas por telefones celulares.
Dois buquês de flores foram colocados diante do monumento, localizado na praça diante da estação de Atocha, para onde se dirigiam os quatro trens atingidos pelas bombas. Trata-se de uma cúpula cilíndrica translúcida, feita peças de vidro e
de 11 metros de altura. Após a inauguração, três minutos de silêncio foram observados. Não houve discurso.
Dentro do monumento, foram gravadas parte das milhares de mensagens que os habitantes de Madri colocaram na estação nos dias que seguiram a tragédia.
Meu artigo termina assim: “A imbecilidade humana, além de tudo, havia pregado uma peça na imprensa”. O terrorista é pior que qualquer gangster de Chicago nos anos 1930, estes tinham um objetivo prático, enquanto os primeiro querem tão somente aterrorizar a humanidade por pura maldade intrínseca.
Se tivesse que escrever sobre o assunto hoje, pela continuidade dos atentados no mundo inteiro, modificaria esse fecho: “A imbecilidade humana não tem fim”.
(nas foto a esquerda as primeiras cenas da tragédia, naquela da direita o memorial) (G.S.)

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