A questão Bolívia - Brasil pelo Acre começou na segunda metade do século XIX. O ponto da discórdia foi a exploração de um novo produto que representava riqueza: a borracha. Os seringalista brasileiros foram entrando numa terra de ninguém, de duvidosa propriedade. Escaramuças e pequenas batalhas aconteciam com rotineira freqüência, ora com vantagem para os bolivianos outras para os brasileiros. Até que em 6 de agosto de 1902, um gaúcho José Plácido de Castro, enviado pelo governador do Amazonas, deu início a “Guerra do Acre” que terminou em 1903 com a vitória dos brasileiros. A parte diplomática da questão foi resolvida pelo Tratado de Petrópolis (17/11/1903) onde a Bolívia abria mão do Acre em troca de terras no estado do Mato Grosso, uma indenização em dinheiro de 2 milhões de libras esterlina e ainda a construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, que seguiria a parte não navegável do rio Madeira, ligando Guajará-Mirim a Porto Velho, onde descendo o esse rio, afluente do Amazonas, os bolivianos encontrariam a saída para o mar, eles deveriam construir sua parte da estrada partindo de Santa Cruz dela Sierra, mas que jamais foi feita.Repete-se a história passados mais de 100 anos, os brasileiros voltam à Bolívia na zona fronteiriça. Fausto Macedo conta a saga das 10 mil famílias brasileiras que vivem na Bolívia, onde encontraram a bíblica terra prometida. Eles agora começam a ter problemas em função da nova Constituição daquela país.
Os da minha geração, que viveram ou viem no Brasil desde o fim da Segunda Guerra Mundial até metade dos anos 1990, vêem profundamente acabrunhados esse grande contingente de brasileiros que deixam seu país e vão buscar suas esperanças de futuro na nação mais pobre da América do Sul
(a foto e de Plácido de Castro a única tirada no Acre, o autor foi o coronel inglês Percy Harrison Fawcet. (G.S.)
Leia a matéria em O Estado de São Paulo
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