13 de mar. de 2007

Queimando Dinheiro do Contribuinte

O Instituto Nacional do Semi Árido foi criado em outubro de 2003, na Paraíba, com o objetivo de propor programas e subsidiar políticas públicas que minimizem os problemas provocados pela seca na região do semi-árido. A região Nordeste era a única do país que não dispunha de nenhuma unidade de pesquisa ou órgão vinculado ao ministério da Ciência e Tecnologia.
Até hoje gastou R$ 7 milhões, em salários para os 4 diretores e 24 bolsista, o que representa R$ 5.208,00 mensais para cada um deles, ou seja, algo como 15 salários mínimos. Tudo estaria bem, mas o caso é que até hoje o Instituto ainda não fez nada.
Os jogos Pan Americanos, que este ano serão sediados na cidade do Rio de Janeiro, tinhas os gastos orçados em R$ 409 milhões, mas agora, à beira da abertura, com tudo atrasado, os gastos subiram para R$ 3,2 bilhões, um aumento de “só” 684%. Mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acha uma hipocrisia discutir se a decisão de sediar os jogos foi oportuna e se os gastos decorrentes são favoráveis.
Há dez anos, o publicitário Duda Mendonça, contratado para levar Celso Pitta (que dupla) à Prefeitura de São Paulo, lançou, num dos filmes da campanha eleitoral de seu cliente, em 1996, um mirabolante sistema de transporte público, que transformava a paisagem de São Paulo num cenário altamente futurístico. Veículos ultramodernos circulavam livres do trânsito por 70 quilômetros de calhas suspensas em torno do centro da cidade. Era uma fórmula milagrosa para responder às críticas que fizeram do setor de transporte público o pior da administração Paulo Maluf, o antecessor e padrinho político de Pitta. O sistema foi batizado de Fura-Fila, um nome que já trazia o sentido da enganação.
Dos R$146 milhões previstos para realizar a obra, já foram gasto R$ 600 milhões, dos 70 km, só foram construídos 8,5 km. A velocidade máxima dos veículos, por questão de segurança é de 40 km/h, enquanto os ônibus que circulam normalmente fora do Fura-Filas, andam a 50 km/h.
Fato é que queimam o dinheiro do contribuinte por incompetência e desonestidade, mas ninguém é punido.(G.S.)

Leia a matéria em O Estado de São Paulo


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