O governador de MT Blairo Maggi (PR-MT) e seu secretariado fizeram ontem uma despedida para Luiz Antonio Pagot (PR-MT), que deixa a secretaria de Educação na próxima sexta-feira. Pagot precisa desocupar logo a secretaria de Educação para que o deputado estadual Ságuas (PT-MT) tome posse. A secretaria foi negociada e entregue ao PT como uma parcela do pagamento pela nomeação de Pagot ao Dnit.
Os entraves para sua nomeação ao Dnit foram enormes. O primeiro ponto de divergência foi dentro do próprio PR – Partido da República. O motivo era a administração dos Portos, disputada por Valdemar da Costa Neto, representando interesses de empresários de Santos/SP, e por Blairo e Pagot, representando os interesses do grupo Amaggi dona da Hermasa Navegações, que estava de olho na empresa Docas do Pará. Pelo gosto do Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR-AM) o cargo fica com Pagot, de quem é amigo de longa data. Amizade, eu diria, multimodal.
Este impasse foi resolvido por Lula que desmembrou do Dnit a gestão dos Portos, está criando um Ministério e já o deu ao PSB de Ciro Gomes.
Outro entrave, considerado mais forte e ainda não resolvido, é que Dnit é um antigo reduto de Minas Gerais, estado que possui a maior malha viária do país e onde os empreiteiros não aceitaram ainda a indicação do nome de Pagot. Esse será um constante ponto de discórdia durante a permanência de Pagot no Dnit.
Para garantir a nomeação o governador de MT já acertou com o PT apoio ao deputado federal Carlos Abicalil nas eleições municipais de 2008, otras cositas mas, além da secretaria de Educação do estado. Por esse motivo Pagot ficará a partir de sexta-feira a espera do Dnit.
A nomeação certamente sairá, mas, apesar da mensagem de Lula com a indicação do nome de Pagot já ter sido enviada ao Senado, fontes lá de dentro garantem que ainda não há previsão para a sua sabatina no senado. A fonte ainda fez uma brincadeira, como o grupo de Maggi é conhecido como “Turma da Botina” e ele disse: “não há previsão para a “saibotina”, a menos que haja uma interferência muito forte, talvez divina”.
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