“Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos”. (Roberto Mangabeira Unger. Jornal Folha de São Paulo 15/11/2005).
"Além de a sua política econômica ter sido basicamente aquela que ele tanto combateu o Lula não fez o pacto federativo, não acrescentou nada à República. Temos a oportunidade com Geraldo Alckmin de recuperar a ética, de um governo com compromisso social porque a grande questão que o Lula fala do Bolsa Família nada mais fez que aperfeiçoar um programa do Fernando Henrique”. (Ronaldo Lessa ex-governador de Alagoas – outubro de 2006)
“Nós julgamos o presidente Lula legítimo mandatário da nação. Mas isso não dá direito a ele, ao PT, e a quem quer que seja de botar debaixo do tapete qualquer tipo de ato danoso ao erário público. Este dinheiro que está indo para o mensalão é o dinheiro que está deixando de ir para a alimentação do povo, para a educação. É o dinheiro que falta nos hospitais, é o dinheiro que falta para garantir a segurança preventiva da população”. (Carlos Lupi, ministro do Trabalho de Lula).
O presidente Lula iniciou o seu primeiro mandato com o que chamei em meu livro (Arquivo Aberto-Crônica de um Brasil Corrupto pág. 123) “um governo de derrotados” e deu no que deu.Os seus principais assessores, seus vizinhos de gabinete,pessoas de sua mais estreita intimidade e principalmente o seu partido, despreparados para o poder, roubaram,formaram quadrilhas, saquearam o dinheiro da saúde, da educação dos alimentos para os pobres.Teve o seu mandato ameaçado, sua vida exposta e a podridão do seu governo escancarada para a nação.Voltou ao poder em um equivocado pleito e parece que decidiu fazer diferente: um governo de adversários .
As frases que abrem este comentário foram pronunciadas em momentos diversos da vida política brasileira. Elas, sem dúvida, traduzem a indignação nacional diante do mar de lama que invadiu a “república petista”, subiu a rampa do Palácio do Planalto e do Alvorada ( a residência oficial do presidente).São frases fortes,ditas por um renomado filósofo e professor da Universidade de Harvard, Roberto Mangabeira Unger,pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi e pelo ex-governador de Alagoas Ronaldo Lessa.
Hoje, porém, o quadro é outro completamente diferente: Mangabeira Unger, foi convidado e já aceitou ocupar a Secretaria de Ações de Longo Prazo, um órgão esquisito, com status de ministro, para fazer ninguém sabe o que; Carlos Lupi virou ministro do Trabalho na “mesa de negócios” do governo e Ronaldo Lessa está na lista para assumir o cargo de secretário executivo também no Ministério do Trabalho.O Brasil pergunta: mudou Lula ou mudaram os três?
Além desses três neogovernistas o presidente Lula e o seu “canto da sereia” embalaram outros ferrenhos adversários de outrora, a exemplo do deputado baiano Geddel Vieira Lima, que virou ministro da Integração Nacional. O pragmatismo levou Geddel a trocar a oposição pela base. A aproximação ocorreu nas eleições do ano passado, quando, em nome da política baiana, ele apoiou Jaques Wagner (PT), que se elegeu governador do Estado. Foi com o aval do petista que Geddel chegou ao governo.
Concordo com o deputado e professor de História do Brasil Chico Alencar (PSOL-RJ), para o qual o adesismo é tradição na política brasileira desde o Império. “De 1946 para cá, com exceção da época da ditadura, começou-se a construir mecanismos mais sutis de sedução governista com a troca de favores”, observa. “Fernando Henrique e Lula são figuras políticas que sempre questionaram essa cooptação atrasada. Eles poderiam ter sido portadores de uma nova realidade. Mas preferiram sair da história para cair na vida.”
Além desses três neogovernistas o presidente Lula e o seu “canto da sereia” embalaram outros ferrenhos adversários de outrora, a exemplo do deputado baiano Geddel Vieira Lima, que virou ministro da Integração Nacional. O pragmatismo levou Geddel a trocar a oposição pela base. A aproximação ocorreu nas eleições do ano passado, quando, em nome da política baiana, ele apoiou Jaques Wagner (PT), que se elegeu governador do Estado. Foi com o aval do petista que Geddel chegou ao governo.
Concordo com o deputado e professor de História do Brasil Chico Alencar (PSOL-RJ), para o qual o adesismo é tradição na política brasileira desde o Império. “De 1946 para cá, com exceção da época da ditadura, começou-se a construir mecanismos mais sutis de sedução governista com a troca de favores”, observa. “Fernando Henrique e Lula são figuras políticas que sempre questionaram essa cooptação atrasada. Eles poderiam ter sido portadores de uma nova realidade. Mas preferiram sair da história para cair na vida.”
Um comentário:
Adriana,
Sabe o que mais me espanta nisso tudo? Não é o fato dos maus se ajuntarem — o que me parece natural e óbvio.
O que me desalenta é que terminamos nós [insignificante — porém ativíssima], minoria de blogueiros, gritando até nos tornarmos afônicos, enquanto os petralhas criam musculatura com o pior DNA possível, e o PSDB que já abrigou os melhores quadros e ideário possível é que se desintegra, a despeito de todos os atentados e ilegalidades cometidos pelo pt...
Permita-me, sem querer pautar-lhe, trazer o manifesto da respeitabilíssima ex-deputada Dra. Zulaiê Cobra Ribeiro, gravado na manhã de ontem em arquivo de áudio [podcast] produzido pela Rádio Jovem Pan AM, de São Paulo, onde ela diz verdades irrefutáveis. Para ouvir, basta clicar aqui.
Ontem mesmo, enviei emails de apoio e solidariedade à Dra. Zulaiê, afirmando que o que frustraria seria vê-la de braços dados com Denise Frossard, por exemplo, dentre outros.
Os endereços eletrônicos da deputada estão disponíveis na internet, mas se Você permitir, gostaria de também publicá-los aqui, para quem, como eu, desejar confortá-la. São os seguintes:
● zulaiecobra@uol.com.br
● zulaie@osite.com.br
Saudações,
Postar um comentário