As Forças Armadas brasileiras tem suas funções bem definidas pela Constituição e é dessa forma, e só por essa, que podem ser úteis à nação. Qualquer coisa que estas tentem obter por força intimidadora é um ato criminoso contra a democracia, portanto inadmissível.Como também é inadmissível a forma com que os governos civis, desde José Sarney estão aviltando as forças armadas, este chegou a um ponto crítico, como faz ver Carlos Chagas (clique em Leia mais), que no final faz ver realmente a situação dramática que em que o país está (G.S.)
Estado lamentável
Ninguém espere protestos públicos, generais ululantes, pressões castrenses ou tropa na rua. Para felicidade geral, as Forças Armadas vêm se comportando de forma exemplar, depois que deixaram o poder. Cumprem diligentemente suas missões constitucionais, como ainda agora se viu na montagem do esquema de segurança do papa, um primor de eficiência.
Agora, não se duvide de andarem os ânimos senão exaltados, ao menos ofendidos. A Marinha assiste a metade de sua frota paralisada nos portos, por falta de condições para atuar plenamente. Até uma das cinco modernas corvetas que possuímos precisou ser "canibalizada": imóvel num estaleiro fluminense, teve arrancados seus equipamentos, radares, material bélico e tudo o mais da parafernália eletrônica, para evitar que as outras também se imobilizem.
Da Aeronáutica, nem se fala. Mais da metade dos aviões e helicópteros da FAB permanece no chão, sem peças de reposição e até carentes de combustível. Sem falar que são ultrapassados, mesmo se comparados com os similares aqui da América do Sul. Se a gente vê o Aerolula circulando impávido, ou o helicóptero presidencial servindo Bento XVI como se estivéssemos no Primeiro Mundo, seria bom conversar com pilotos e mecânicos para concluir que frei Galvão não se cansa de fazer milagres. É por graça dos céus que a FAB voa.
Será o Exército privilegiado, por conta disso? Nem pensar. Restringe-se a cada ano a incorporação de jovens para o serviço militar. E com vastos efeitos sociais. No passado, os convocados pela força terrestre, além de ser transformados em soldados, aprendiam nos quartéis a utilizar a escova de dentes, a receber noções de higiene, a aprender a ler e a adquirir uma profissão para depois do desligamento.
Hoje, nem dez por cento dos que poderiam beneficiar-se do serviço militar consegue vestir a farda. São dispensados aos montes, porque faltam ao Exército recursos até para o rancho, quanto mais para abrigá-los, vesti-los e incutir-lhes noções de soberania. Onde vamos parar, só a oficialidade sabe, ainda que não diga. Vamos parar num impasse dos diabos, na primeira hora em que necessitarmos das Forças Armadas. E não será por culpa delas.
Ninguém espere protestos públicos, generais ululantes, pressões castrenses ou tropa na rua. Para felicidade geral, as Forças Armadas vêm se comportando de forma exemplar, depois que deixaram o poder. Cumprem diligentemente suas missões constitucionais, como ainda agora se viu na montagem do esquema de segurança do papa, um primor de eficiência.
Agora, não se duvide de andarem os ânimos senão exaltados, ao menos ofendidos. A Marinha assiste a metade de sua frota paralisada nos portos, por falta de condições para atuar plenamente. Até uma das cinco modernas corvetas que possuímos precisou ser "canibalizada": imóvel num estaleiro fluminense, teve arrancados seus equipamentos, radares, material bélico e tudo o mais da parafernália eletrônica, para evitar que as outras também se imobilizem.
Da Aeronáutica, nem se fala. Mais da metade dos aviões e helicópteros da FAB permanece no chão, sem peças de reposição e até carentes de combustível. Sem falar que são ultrapassados, mesmo se comparados com os similares aqui da América do Sul. Se a gente vê o Aerolula circulando impávido, ou o helicóptero presidencial servindo Bento XVI como se estivéssemos no Primeiro Mundo, seria bom conversar com pilotos e mecânicos para concluir que frei Galvão não se cansa de fazer milagres. É por graça dos céus que a FAB voa.
Será o Exército privilegiado, por conta disso? Nem pensar. Restringe-se a cada ano a incorporação de jovens para o serviço militar. E com vastos efeitos sociais. No passado, os convocados pela força terrestre, além de ser transformados em soldados, aprendiam nos quartéis a utilizar a escova de dentes, a receber noções de higiene, a aprender a ler e a adquirir uma profissão para depois do desligamento.
Hoje, nem dez por cento dos que poderiam beneficiar-se do serviço militar consegue vestir a farda. São dispensados aos montes, porque faltam ao Exército recursos até para o rancho, quanto mais para abrigá-los, vesti-los e incutir-lhes noções de soberania. Onde vamos parar, só a oficialidade sabe, ainda que não diga. Vamos parar num impasse dos diabos, na primeira hora em que necessitarmos das Forças Armadas. E não será por culpa delas.
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