Os Brasileiros pouco ou quase nada conhecem de Moçambique que durante muito tempo foi colônia portuguesa, na África oriental. O primeiro português que chegou no local foi Vasco da Gama em 1496. Interessante de se notar que a influência lusitana, ao contrário do que acontece na Angola e em Guiné Bissau, não veio da metrópole, mas da colônia indiana de Goa.Nesse domingo terminou em João Pessoa (PB) o Cineport - Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa, que conferiu o prêmio de melhor artista e melhor produção ao filme moçambicano “O Jardim do Outro homem” de Sol de Oliveria.
Sol que foi tão somente à essa capital nordestina, mas percebeu as semelhanças sociais entre Moçambique e Brasil: "Só que os tijolos de lá são cinza e os daqui, vermelhos", comenta. “O trabalho informal, as crianças abandonadas, o caos do trânsito onde as vans (são chamadas de "chapas" por lá) são o transporte principal, e a música como elemento forte na cultura são algumas das semelhanças entre as duas sociedades.”
É que ele não esteve no Rio de Janeiro, pois perceberia outra semelhança. Não porque, mas no brasão da bandeira moçambicana está representada uma metralhadora russa kalashinikov, a preferida pelo crime organizado carioca. (G.S.)
Leia a matéria na Tribuna da Imprensa online
Nenhum comentário:
Postar um comentário