Por Giulio SanmartiniNo 26 de novembro do ano passado Ricardo Noblat publicou em seu blog a notícia do passeio da ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, com o governador recém eleito (ainda não empossado) da Bahia Jacques Wagner e sua mulher Fátima. O lazer foi realizado numa lancha de 52 pés e 3 suites, de nome Clara, cujo valor é de US$ 1,5 milhão.
Tudo estaria bem, não fosse essa “modesta” embarcação de propriedade do mega corruptor Zuleido Soares Veras, que hoje está preso.
Agora que a fossa negra explodiu e está espalhando matéria fecal para todos os lados, ninguém sabe nada. A ministra, sem que ninguém possa botar em dúvidas, diz que não conhece Zuleido e pensou que a lancha tivesse sido alugada por um assessor de Wagner. Mas há um fato, Zuleido era bem conhecido do Partido dos Trabalhadores – PT, visto que Delúbio Soares, um ou dois dias depois da entrevista de Roberto Jefferson na Folha de São Paulo (6/6/2005), quando denunciou o mensalão, implorou a um correligionário que não incomodasse o empreiteiro Zuleido Soares Veras. Para finalizar será que Dilma não se perguntou onde o assessor de um governador recém eleito, que estava há 4 anos sem um cargo eletivo, teria arrumado o dinheiro para esse tal aluguel?
Pior que isso foi a atitude do governador da Bahia, como réu confesso, não quis falar do assunto. Nem da lancha, nem da prisão do prefeito de Camaçari, o petista Luiz Caetano, seu amigo e, dizem as más-línguas, seu caixa informal de campanha.
Tem alguém da barba bem longa que está sendo esquecido pelos barbeiros da Polícia Federal.
Um comentário:
Outra coisa. Como é que uma ministra inteligente não percebe que passear de lancha chique em Salvador dá pano para manga? Ainda mais sabendo que a lancha não é do querido "Jaquito" como chamam o governador? Ela devia passear de bote a remos ou de caiaque. Ninguém iria falar dela hoje.
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