18 de ago. de 2007

Até nas Coisas Boas, se vê o Dedo Sujo da Corrupção

Por Giulio Sanmartini

No Café com o Presidente (13/8) Lula ao comemorar o fato da taxa de desmatamento na Amazônia ter 25% entre agosto de 2005 e julho de 2006, disse:
“Eu estava no Panamá quando eu recebi a notícia e eu fiquei muito feliz porque isso é resultado de um esforço imenso do governo coordenado pela nossa ministra [do Meio Ambiente] Marina [Silva], que aliás eu quero avisar para os nossos ouvintes que a Marina está hoje aqui no Café com o Presidente, porque ela vai falar sobre o assunto. Marina, eu queria que você explicasse para os nossos ouvintes esse ganho que nós tivemos, ou seja, como é que nós conseguimos esse resultado e quais serão as perspectivas daqui para a frente com o desmatamento.”
Marina Silva conta a sua: “Mas dizer que o que aconteceu foi a sua determinação, em 2003, de que o desmatamento seria enfrentado de forma estruturante, para isso o senhor assumiu pessoalmente a coordenação de um desmatamento que estava crescendo assustadoramente de 2001 para 2002, saindo de 18 mil quilômetros quadrados para mais de 20 mil quilômetros quadrados, e fez uma verdadeira força-tarefa com 13 ministérios, um plano de prevenção e controle do desmatamento, tivemos cerca de 400 operações do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], 20 grandes operações integradas da Polícia Federal juntamente com o Exército, a apreensão de cerca de 1 milhão de metros cúbicos de madeira. Tivemos também o desmantelamento de 1.500 empresas criminosas que atuavam na Amazônia. O Ministério do Desenvolvimento Agrário, através do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária], presidente, inibiu 66 mil propriedades de grilagem. Isso que faz com que, durante três anos consecutivos, com a perspectiva de queda também em 2007, se dêem esses resultados, fruto de uma política corajosa e estruturante assumida pelo governo, em parceria com os governos estaduais, com a sociedade civil.”
Agora fica-se sabendoque ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, queima dinheiro público com ONGs que nada têm a ver com ecologia. Entre elas, o Movimento dos Atingidos por Barragens, dos baderneiros que invadiram a usina de Tucuruí em maio. Em 2005, seu ministério patrocinou um convescote desse bando em Brasília, cujo ápice foi a invasão do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Só entre 2003 e 2005, incinerou 30 milhões de reais em ONGs como essa. O Tribunal de Contas da União intimou Marina a pôr ordem na casa.
É uma pena, pois sempre acreditei que Marina Silva fosse uma pessoa série como seu mentor Chico Mendes.
Ilusão, nada nesse governo é limpo.
(*) Foto: Praça dos Mártires em Belluno que recebeu esse nome em homenagem aos partizans anti nazistas que foram enforcados no local. A placa marca um pinheiro plantado em homenagem a Chico Mendes.

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